Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-08-2007

SECÇÃO: Região

Até 17 de Setembro

Baco, uma das obras em exposição
Baco, uma das obras em exposição
JÚLIA RAMALHO EXPÕE NA CASA DO BARÃO

A Casa Municipal da Cultura de Cabeceiras de Basto apresenta ao público até ao próximo dia 17 de Setembro, uma colectânea de trabalhos da reconhecida artesã do figurado de Barcelos, Júlia Ramalho.
Neta da conceituada Rosa Ramalho, de quem foi discípula desde muito nova, a artesã herdou da avó o gosto pela olaria e o talento criativo, crescendo num ambiente artístico povoado de criações e mitos regionais que começou a traduzir cedo nas suas obras, nas quais se reflecte uma visão metafórica e hiperbólica do que a rodeia, ajudada por uma personalidade bem marcante.
Júlia Ramalho é hoje uma referência do artesanato, em Portugal e no estrangeiro. Modeladas em barro branco (faiança), as suas peças têm habitualmente um acabamento vidrado de cor castanho/mel, técnica característica do seu trabalho. Com uma experiência e mestria invejáveis, desta técnica de modelação cerâmica, a unidade da sua obra resulta também na temática de que se reveste, um imaginário quase libertador, que conjuga crenças e os seus próprios sonhos, o religioso e o profano.
Medusas, bacos, diabos, trovadores, figuras fantásticas, representam o imaginário popular modelado com mestria, traduzindo uma realidade que se converte na própria percepção criativa dos autores.
As obras desta artista portuguesa, que prefere fazer santos em vez de demónios, podem ser observadas e adquiridas, de Segunda a Sexta-feira, entre as 9h00m e as 12h30m e as 14h00m e as 17h30m, naquele espaço cultural localizado em plena Praça da República. Uma iniciativa da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e da Emunibasto que desta forma valorizam e promovem a diversidade e a riqueza do artesanato português.

Turismo promove produtos locais

Por sua vez, o Posto de Turismo Municipal, acolhe diariamente, uma exposição de trabalhos habilmente confeccionados pelos artesãos locais, seja em lã, linho, tamancaria ou cestaria. O vinho e o mel, produtos autóctones, podem igualmente ser adquiridos neste espaço central da vila.

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