Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-07-2007

SECÇÃO: Região

Museu das Terras de Basto apresenta
“A Correr, a saltar…a importância do jogo e da brincadeira na Criança”

Uma exposição interactiva que é também uma reflexão em torno do tempo de crescimento e de formação da Criança, da importância do «faz de conta» e da repetição, como contributo ao desenvolvimento da imaginação, da criação e do riso, assim como da aprendizagem e da sociabilidade.

No Museu, avós e netos partilham brincadeiras de outrora
No Museu, avós e netos partilham brincadeiras de outrora
O Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Engº Joaquim Barreto, acompanhado pelos vereadores, Dr. Jorge Machado e Profª Stela Monteiro, pelo Presidente da Junta de Freguesia do Arco de Baúlhe, Armando Duro e demais autarcas, técnicos e convidados, inaugurou no dia 29 de Julho, no Museu das Terras de Basto, localizado naquela vila Arcoense, uma exposição de brinquedos, subordinada ao tema “a correr, a saltar…a importância do jogo da brincadeira na criança”. Trata-se de uma colectânea de «utensílios», outrora utilizados durante a infância para “entreter” os mais pequenos e através dos quais várias gerações deram azo à imaginação.
Uma iniciativa da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, que com a colaboração do Projecto MARCA que integra as Câmaras Municipais de, Fundão, Marinha Grande, Vila Real de Sto António e Montemor-o-Novo, a que se associaram também a Fundação A J Gomes da Cunha e o artesão Luís Nogueira, deste concelho, conduzem o visitante a uma viagem aos jogos tradicionais, ou seja, ao património cultural popular dos brinquedos e da brincadeira.

Uma exposição interactiva

Com descrições associadas à vida do campo, esta exposição revela-se por um lado, como a descoberta do património das brincadeiras e dos jogos, retratos de outros tempos e de uma sociedade que muitos não conheceram. Por outro lado, é a valorização de um saber – fazer que utilizando técnicas próprias, reciclagem de materiais e memórias, se pode constituir hoje como uma oportunidade de trabalho.
“A correr, a saltar …a importância do jogo e da brincadeira na criança” é, por isso, uma exposição interactiva que é também uma reflexão em torno do tempo de crescimento e de formação da Criança, da importância do «faz de conta» e da repetição, como contributo ao desenvolvimento da imaginação, da criação e do riso. A realização de jogos que resultam de «trabalhos» de equipa, constituem igualmente exemplos de aprendizagem e de sociabilidade, realçou Ana Paula Assunção, directora deste museu, após conduzir o público presente à memória de um passado recente. Na ocasião, esta museóloga realçou a importância deste tipo de exposições que trazem à luz um vasto património popular que as novas tecnologias e o fabrico em série, vai apagando.
Por sua vez o edil Cabeceirense, mostrou-se orgulhoso com a abertura ao público de mais uma exposição, que decorre num espaço, outrora em degradação, e que graças a um projecto e ao aturado e dedicado trabalho desenvolvido pela equipa que gere este equipamento cultural, proporciona aos residentes e aos visitantes uma exposição de grande qualidade e transforma o Museu das Terras de Basto num local de formação e de aprendizagem.
A Drª Ana Paula Assunção apresenta a exposição
A Drª Ana Paula Assunção apresenta a exposição
Na sua intervenção, o autarca que lembrou os tempos de infância, cujos jogos e brincadeiras podem agora ser apresentados às gerações mais novas, deixou, no entanto uma crítica, sobretudo a alguns arcoenses e associações, que reclamam permanente a realização de obras, mas que não valorizam, com a sua presenç,a este importante equipamento cultural de referência local e regional.
Findas as intervenções, foram reproduzidos e dinamizados vários jogos tradicionais com a colaboração dos utentes do Espaço de Convívio e Lazer do Arco de Baúlhe e da Associação Cultural e Recreativa de São João Baptista de Bucos, que apresentaram brincadeiras e jogos de outrora, envolvendo jovens e menos jovens numa jornada diferente e animada.
De referir também que esta exposição pode ser visitada de Terça a Domingo, das 9h00 às 12h30m e das 14h00m às 17h30m.

Um equipamento ao serviço da cultura e da população

Funcionando outrora como estação ferroviária, com a extinção da linha do Tâmega, este equipamento foi votado ao abandono. Preocupada, a Câmara Municipal rapidamente dinamizou um processo de recuperação, envidando esforços para evitar a degradação deste edifício pertença da história local.
Uma ideia, um projecto que depressa transformaram este imóvel numa infra-estrutura cultural de grande qualidade.
Recorde-se que o Museu das Terras de Basto divide-se em três temas em torno da temática da Viagem e do conhecimento. Neste espaço, o visitante pode observar três exposições: “Vamos à aldeia”, agora com um olhar sobre os brinquedos tradicionais, “Vamos andar de comboio” num espaço onde se encontram as carruagens de passageiros, uma locomotiva e uma automotora e o salão “Viajar…Viajar” por carruagens históricas e por objectos relacionados com o quotidiano dos caminhos de ferro.
É de referir também que desde a sua abertura ao público em 2004, o Museu das Terras de Basto registou mais de 11.000 visitantes e tem vindo a cumprir a sua missão com investigação, realização de encontros de património, renovações de exposições, serviço pedagógico/educativo, bem como, a recuperação e conservação do espólio existente e outro que foi doado.
Em Novembro de 2005 recebeu da Associação Portuguesa de Museologia, a menção Honrosa – melhor Museu Português.

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