Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 30-06-2007

SECÇÃO: Região

Escola a tempo inteiro cumpriu-se em Cabeceiras de Basto
Todas as crianças do 1º ciclo beneficiaram de actividades de enriquecimento curricular

Ministra da Educação apreciou os trabalhos de artes plásticas dos alunos do 1.º Ciclo
Ministra da Educação apreciou os trabalhos de artes plásticas dos alunos do 1.º Ciclo
No ano lectivo que agora terminou, a escola a tempo inteiro para o 1º ciclo do ensino básico cumpriu-se em Cabeceiras de Basto. Uma das promessas mais mediáticas de José Sócrates na campanha para as legislativas de 2005, foi a implementação do ensino do Inglês no primeiro ciclo. De facto, logo no primeiro ano lectivo após a tomada de posse do governo socialista, essa promessa começou a ser cumprida. Os alunos dos 3º e 4 º anos de escolaridade das escolas básicas do primeiro ciclo da Ferreirinha – Cavez, de Pedraça, da Serra – Arco de Baúlhe e de Refojos, tiveram aulas de inglês. Esta aula extra-curricular foi possível porque a autarquia cabeceirense candidatou-se ao programa que o governo criou para este efeito. Estabelecidas as parcerias com os Agrupamentos de Escolas, a Câmara Municipal contratou duas professoras de Inglês para levar por diante esta actividade. Segundo fonte da autarquia, naquele ano foi de todo impossível levar o Inglês a todas as escolas do primeiro ciclo. Em 2005/2006 funcionaram ainda 38 escolas e não havia condições nem professores disponíveis que permitissem chegar a todas.
Aluna em actividade física
Aluna em actividade física
No ano seguinte, o governo avançou com um programa muito mais vasto e ambicioso que incluía, para além daquela língua estrangeira, a actividade física e desportiva, a música, as artes plásticas ou outras. Estava agora em marcha a implementação de actividades de enriquecimento curricular que permitissem manter as crianças na escola, entre as 9h00 e as 17h30, aquilo a que o Ministério da Educação chamou de - escola a tempo inteiro.
Com uma redução significativa do número de escolas em funcionamento – passámos no ano lectivo 2006/2007 de 38 para 23 escolas – permitindo uma maior e melhor concentração dos alunos, a autarquia cabeceirense apresentou uma candidatura ao Ministério da Educação que visava a implementação destas actividades de enriquecimento curricular. Celebrou os necessários protocolos com os Agrupamentos e avançou com aulas de inglês e educação musical para os 3º e 4º anos, actividade física e desportiva para todos os anos de escolaridade e artes plásticas para os 1º e 2º anos.
Os alunos aprenderam a jogar Volei
Os alunos aprenderam a jogar Volei
A este propósito ouvimos a Profa. Stela Monteiro, vereadora da educação, que fez para a nossa reportagem um pequeno balanço da implementação deste programa no concelho de Cabeceiras de Basto.
Referiu que a autarquia contratou 27 professores, cinco de inglês, seis de artes plásticas, dez de actividade física e desportiva, cinco de música e uma animadora de dança. O programa abrangeu todos os alunos do primeiro ciclo, tendo beneficiado da actividade física e desportiva a totalidade dos alunos, 930, de educação musical, 870, do Inglês, 480, das artes plásticas, 452 e 60 da dança.
As actividades físicas e desportivas foram do agrado dos alunos
As actividades físicas e desportivas foram do agrado dos alunos
A vereadora referiu que as actividades tiveram início em Outubro, tendo a autarquia sentido alguma dificuldade na contratação de professores de inglês e de música. Estas aulas foram preferencialmente dadas nos horários pós-actividade lectiva, mas, tendo em conta o elevado número de escolas e a escassez de professores, foi necessário, com o acordo da DREN/Centro de Área Educativa de Braga, dos Agrupamentos e dos próprios professores titulares de turma, ocupar outras horas para que nenhum aluno ficasse prejudicado. A vereadora disse ainda que um programa desta dimensão acarreta naturalmente algumas dificuldades para pôr em prática, mas que a experiência deste ano ajudará a preparar melhor o próximo. Trabalhámos com os Agrupamentos e com os senhores professores titulares de turma e sentimos uma grande colaboração.
Falámos também com alguns dos professores que leccionaram estas actividades. Ao nosso jornal referiram que as aulas destas disciplinas foram bem recebidas pelos alunos. Sentiram que a maioria estava motivada para novas aprendizagens e que o resultado foi muito positivo.
A música integrou as actividades de enriquecimento curricular
A música integrou as actividades de enriquecimento curricular
A presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Refojos, Dra. Maria do Céu Caridade, disse à nossa reportagem que a implementação deste programa, em todas as escolas do 1º ciclo do seu agrupamento, exigiu uma grande concertação de vontades e disponibilidades de que destaca a colaboração dos professores titulares de turma, especialmente aqueles cujos horários implicou alteração das horas para a actividade lectiva. Referiu que este primeiro ano de execução do programa apresentou algumas dificuldades, nomeadamente com a colocação e substituição de professores, mas acredita que o futuro trará melhorias na sua aplicação, dada a experiência conseguida ao longo deste ano. «Faço um balanço positivo do ano, consciente de que no próximo haverá vontade, quer da entidade promotora, a autarquia, quer do conselho executivo, de melhorar os aspectos que não correram tão bem este ano», concluiu.







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