Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-06-2007

SECÇÃO: Associações Vivas

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Núcleo da Cruz Vermelha de Cabeceiras de Basto

O Núcleo da Cruz Vermelha de Cabeceiras de Basto, com sede em Refojos, é uma das mais respeitadas e consideradas associações Cabeceirenses.
Fundada em Março de 1984 este posto avançado da prestigiada organização não governamental (ONG), conhecida e espalhada internacionalmente, desenvolve uma acção meritória, com destaque no apoio social a idosos e pessoas carenciadas.
A sua direcção é presidida, desde há 12 anos, pela empresária local, D. Maria Virgínia Barroso Pires Ferreira, cujos dotes de empreendedorismo e altruísmo lhes são amplamente reconhecidos no nosso meio.
A Cruz Vermelha Portuguesa esteve presente em mais uma edição da Festa do Associativismo e das Colectividades
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Disponibilizando com simpatia algum do seu precioso tempo para dar conta a este jornal das actividades levadas a cabo pela instituição que dirige, a Gininha Ferreira, como é carinhosamente tratada no seio da sociedade cabeceirense, deixou-nos algumas mensagens que garantem, não só a prossecução das acções em curso, mas também o avanço de outros projectos e iniciativas em fase de estudo.

Prioridade à construção da sede social

Serviço de refeições da Cruz Vermelha - núcleo de Cabeceiras de Basto
Serviço de refeições da Cruz Vermelha - núcleo de Cabeceiras de Basto
“Na verdade, a nossa meta principal é a construção da sede social do Núcleo da Cruz Vermelha de Cabeceiras de Basto, cujo projecto está em fase de elaboração. Já temos o terreno, localizado na Cerca dos Frades, junto aos Serviços Locais da Segurança Social, que nos foi cedido pela Câmara Municipal e logo que o projecto se conclua a obra avançará imediatamente” – sublinhou a nossa interlocutora.
Presentemente este núcleo que tem sede provisória numa sala do Serviço Social da Câmara, presta um importante trabalho social, através de um programa de apoio domiciliário a idosos, cobrindo uma extensa área do concelho.
“Sim, a Cruz Vermelha dinamiza e desenvolve neste momento, com a colaboração do Ministério da Solidariedade e Segurança Social, um projecto de apoio domiciliário beneficiando trinta pessoas distribuídas pelas freguesias de Refojos, Outeiro, Painzela, Alvite e Passos” – diz Gininha Ferreira convicta da acção meritória realizada.

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Apoio domiciliário para 30 idosos

Mas adianta com alguma frustração.
“Só é pena que a comparticipação do Estado atinja apenas 20 pessoas quando sabemos que ainda existem muitos idosos à espera de vez para poderem entrar neste sistema de apoio.
E sem se deter acrescenta.
“Todos os dias nos aparecem pessoas com problemas a solicitar o nosso apoio sem que possamos dar-lhes a resposta que certamente mereciam, embora de vez em quando lá fazemos um esforço suplementar para valer em situações de extrema gravidade”.
Como é comum em todos os projectos de apoio domiciliário o Núcleo da Cruz Vermelha de Cabeceiras de Basto fornece às pessoas abrangidas nos locais das suas residências, leite para os pequenos-almoços, as refeições do almoço e um reforço alimentar destinado ao jantar.

Campanha de sócios em marcha

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“Exactamente, a nossa carrinha, que transporta as refeições e duas empregadas, leva diariamente, por volta do meio dia, às moradas dos beneficiários uma marmita com uma refeição constituída por peixe ou carne, pão e sopa, sopa esta em quantidade suficiente que dê para o jantar e ainda pacotes de leite destinado ao pequeno-almoço. Para além das refeições o nosso trabalho consiste ainda em tarefas de higiene e limpeza das habitações dos utentes onde se inclui o fornecimento de fraldas e lavagens de roupa” – esclarece.
Não pensando, pelo menos a prazo, lançar mão de outras missões, especialmente de socorro ou de cuidados de saúde, ainda assim a presidente do Núcleo da Cruz Vermelha adianta-nos que logo que tenha casa própria gostaria de ver ali um espaço reservado para acolher vítimas de violência doméstica ou de pessoas vítimas de catástrofes ou sinistros graves.

Acções que não colidam com outras instituições

“Nós desde sempre temos respeitado as outras instituições do concelho com vocação para a prestação de socorro, salvamento e apoio a sinistrados e a doentes, como é o caso especial dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses. Não seria bom nem benéfico para ninguém empreender acções que colidissem com as daquela digna instituição da nossa vila”. – realçou.
Uma outra vertente deste apoio social é a promoção de convívios e passeios com o objectivo de minorar o isolamento e a solidão.
“Ao longo do ano são programados passeios e convívios com as pessoas que beneficiam dos nossos serviços de apoio. Levamos o farnel e, em franca confraternização, organizamos viagens a locais do agrado dos idosos. Já temos ido a Fátima, a São Bento da Porta Aberta, etc. sempre perante a enorme satisfação das pessoas”. – conta sorridente Gininha Ferreira.
Não pedindo, até agora, nada às populações, nem fazendo qualquer campanha de angariação de fundos de que, aliás, bem necessitava, a Cruz Vermelha de Cabeceiras de Basto está presentemente a proceder à angariação de mais alguns sócios para fazer subir o número escasso daqueles que já são pagantes efectivos desta instituição.
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Autarquia é essencial no apoio que prestamos

“A Cruz Vermelha tem, de facto, poucos sócios e nunca andou por aí a pedir como outros fazem. Mas, para fazer face às nossas acções, que são de bem-fazer social, torna-se preciso angariar alguns fundos. Ora, estamos, por isso, a convidar as pessoas que queiram ajudar-nos a inscreverem-se como associados. E a quota anual é só de 12 euros, ou seja, um euro por mês”. – disse em jeito de apelo.
Considerando que funcionam relativamente bem as respostas sociais em Cabeceiras de Basto, Gininha Ferreira atribui parte dessa realidade à atenção do Governo através de políticas nacionais direccionadas para esta área e, sobretudo, à Autarquia Municipal que tem sabido congregar sinergias, boas-vontades e parcerias, por forma a termos o concelho adequadamente coberto.
“É claro que o apoio da Câmara Municipal é essencial numa boa política de acção social. E nós temos a experiência própria disso. Sem os apoios e as ajudas directas e indirectas da Autarquia muitas instituições do concelho como a nossa dificilmente conseguiriam sobreviver e desenvolver actividades. Acho, sinceramente, que o amplo e dinâmico movimento associativo se deve ao trabalho e ao empenho do Presidente da Câmara”. – concluiu.

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