Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-05-2007

SECÇÃO: Opinião

Reflexão sobre o futebol no Concelho de Cabeceiras de Basto

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Está em CRISE… O Futebol no nosso Concelho está em crise, chegou a hora do juízo final, ou então de o ganhar.
As actuais classificações dos clubes do Concelho de Cabeceiras de Basto, demonstram que algo vai mal neste desporto por estes lados, os clubes, mesmo com um grupo (pequeno) de pessoas muito dedicadas e com muita vontade em servi-los, não conseguem fazer muito mais do que aquilo que estão a fazer. O futebol está caro.
Em cada início de época, uma equipa necessita de imediato de cinco mil euros, para fazer face a despesas iniciais, em coisas, que qualquer equipa precisa para entrar em competição. Inscrição na Associação de Futebol, seguros para atletas, equipamentos, podendo-se ainda acrescentar, que clubes que tenham equipas a competir nos escalões de formação, gastarão mais mil e quinhentos euros por cada equipa…
Conhecendo este meio (desportivo) como eu conheço chego à conclusão que só com muita loucura dos seus dirigentes, é que estes clubes continuam em actividade, perdendo uma enorme quantidade de horas na sua dedicação aos clubes, ganhando ainda como prova de gratidão, uma medalha cheio de nomes feios. Qual tamanha ingratidão!
Cada vez se vê menos assistência aos jogos, o número de sócios diminui de forma drástica, as despesas na organização dos jogos, cada vez são mais elevadas.
Enfim, tudo terá que ser totalmente repensado.
Entendo que os dirigentes dos clubes deste Concelho, todos eles adeptos incondicionais do futebol devem reflectir, se será melhor ter vários clubes e andarem todos numa trabalheira enorme durante cada época e quem sabe, para nada, ou se seria melhor ter um clube forte, que representasse todo um concelho sem excepção, e que com o qual o concelho pudesse mostrar futebolisticamente o seu verdadeiro valor e quem sabe numa competição mais elevada no Futebol.
Não estou a insinuar que os clubes actuais deixem simplesmente de existir. Não! Mas que ficassem eles com a responsabilidade da formação, continuando eles a sua actividade desportiva e por certo na mais pura razão da sua existência… que os jovens das suas freguesias pratiquem desporto.
Mudar o destino do nosso futebol, estará sem dúvida, nas mãos de quem realmente gosta mesmo de futebol.


Por: António Correia

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