Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 30-04-2007

SECÇÃO: Recordar é viver

UM DIA INESQUECÍVEL

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Um sonho tornado realidade

Queridos amigos não poderia deixar passar em vão o dia 28 de Abril, um dia que para mim, teve especial sabor e foi recheado de emoções. Falo-vos da apresentação ao público, do meu singelo livro “Álbum de Recordações”. Livro esse que só saiu graças a vós queridos leitores, graças à vossa simpatia desde a primeira crónica e aos patrocinadores, sem os quais não seria possível.
Como estou muito emocionada, e ainda estou a assimilar todos os acontecimentos destes dias vou transcrever o meu discurso dirigido aos presentes que comigo estiveram nesta hora tão significativa e que vou partilhar também com os que não puderam estar presentes.

Quando em 2003 frequentei a reciclagem do Curso do Cenjor (Centro de Formação de Jornalistas) realizada para complementar o Curso de Aperfeiçoamento da Imprensa Escrita, havido em 1993, ambos organizados pela ADIB-Ecos de Basto, estava longe do meu pensamento vir a tornar-me numa “compulsiva” amante do jornalismo, dentro do género de crónicas da vida.
O facto é que tendo começado quase por brincadeira, o eco de incentivo daqueles que me eram mais próximos, e não só, foram criando em mim a “necessidade” de continuar, sugerindo-me muitas vezes eles próprios este ou aquele tema e trazendo-me fotografias que eram páginas de um passado não muito distante mas sempre por mim vivido, e que transportavam consigo a nostalgia desse mesmo passado e das vivências das gentes de Cabeceiras, em especial das que viviam mais próximo da Raposeira, onde passei a quase totalidade da minha juventude.
O livro "Albúm de Recordações"
O livro "Albúm de Recordações"
Da publicação dessas despretensiosas crónicas ditadas pelo coração no Ecos de Basto se passou ao Correio do Minho, ao Diário do Minho, ao Povo de Basto, ao Clarim do Norte e ao Liberal aos quais deixo desde já os meus agradecimentos.
Desde a primeira crónica que senti o apoio e o carinho dos leitores que me incentivaram a escrever especialmente os do Jornal Ecos de Basto, pois é com eles que eu tenho uma relação mais próxima, quase familiar uma vez que lhes entro pela casa dentro quase todos os quinze dias.
É para mim grande alegria ouvir as pessoas da minha geração e até mais velhas dizerem que se revêem nas minhas crónicas.
Não quero deixar de prestar aqui a minha homenagem àqueles que foram alvo destes meus escritos, sendo que alguns deles já não estão entre nós, já que todos eles fizeram parte do meu crescimento e directa ou indirectamente contribuíram com os seus saberes e os seus exemplos para a história de Cabeceiras de Basto.
Falo dos meus pais, do avô Zé Colatré, do meu padrinho António Campos, do António e da Miquinhas Revolta, do António Joaquim Carneiro e da Maria Carmo Celeste, meus sogros, do Sr. David da Raposeira, do Zé de Conselheiros, do Alfredo da Ribeira, do Alfredo Fidalgo, do Augusto Basto, alfaiate, do Florêncio, sapateiro da Raposeira, da D. Antoninha, do sacristão de Outeiro, o senhor Albino Mateus, do padre Domingos Pereira, este graças à amabilidade da sua neta D. Valentina Pereira, e tantos outros que levaria demasiado tempo a nomeá-los.
Desde menina que convivi com eles e mais ou menos fui acompanhando o seu dia a dia fixando na minha memória os seus rostos curtidos pela vida dura, de trabalho intenso sempre com a serenidade de quem tem o dever cumprido.
Para terminar quero manifestar o meu profundo agradecimento à Câmara Municipal, à Junta de Freguesia de Refojos e à ADIB, que patrocinaram a edição deste livro e sem cujo apoio não seria possível levar a bom termo este meu sonho.
Quero aqui também prestar o meu agradecimento a todos os leitores dos jornais acima referidos e também à Papiroeditora na pessoa da Drª Avelina Ferraz, por acreditar que esta singela compilação de crónicas e artigos de opinião poderiam interessar aos amantes da leitura.
Agradeço à minha família que sempre me apoiou, aos meus filhos e em especial ao meu marido, Manuel Carneiro.
Quero aqui agradecer à Drª Irene Fontes, ao Engº Ricardo Santos, à Drª Sílvia Oliveira e à Drª Maria João Baptista que sempre me incentivaram e disponibilizaram uma página do Ecos de Basto.
Por último e não menos importante agradeço à Professora D. Valentina e ao seu marido Professor e historiador Alexandre Vaz que me prepararam para a admissão ao Colégio de S. Miguel de Refojos. O Prof. Alexandre Vaz teve anos mais tarde influência em mim com as suas famosas crónicas, as suas pesquisas, os levantamentos históricos sobre Cabeceiras de Basto, nos quais eu também participei.
Espero não vos desapontar daqui para a frente.
Peço a Deus que a memória não me falhe e me deixe transpor para o papel tudo aquilo que eu tenho cá dentro e que ainda não tive tempo de escrever, contribuindo também para levar mais longe o nome da nossa querida terra, cada vez mais bonita e acolhedora.
Muito obrigado a todos por tornarem este dia inesquecível.

Nota: O livro encontra-se à venda na Papelaria Cabeceirense, na Praça da República

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