Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-04-2007

SECÇÃO: Região

Secretária de Estado dos Transportes homologou contratos para Ecopista e Museu

Os Protocolos assinados inviabilizam a retira de definitiva do espólio documental e circulante do Núcleo Ferroviário, permite a construção de um Espaço de Reservas e possibilita a integração do Museu da Rede Nacional de Musesu. Por outro lado será construída uma Ecopista que transforma o antigo canal ferroviário num equipamento destinado ao Lazer e ao Turismo.

A Secretária de Estado dos Transportes visitou demoradamente o Museu das Terras de Basto, homologando de seguida os protocolos
A Secretária de Estado dos Transportes visitou demoradamente o Museu das Terras de Basto, homologando de seguida os protocolos
Ana Paula Vitorino, Secretária de Estado dos Transportes, homologou dois protocolos assinados em Cabeceiras de Basto, no dia 14 de Abril, numa cerimónia que contou com a presença das partes envolvidas (REFER e Fundação do Museu Nacional Ferroviário), do Presidente da Câmara Municipal de Amarante, do Presidente da Junta de freguesia de Arco de Baúlhe, demais autarcas e população em geral. O primeiro foi firmado entre a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e a Fundação do Museu Nacional Ferroviário, tendo em vista a gestão partilhada do Núcleo Museológico Ferroviário de Arco de Baúlhe, enquanto que o segundo, foi estabelecido entre a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e a Rede Ferroviária Nacional - REFER EP, para a concessão de utilização de bens do domínio público ferroviário – antigo canal ferroviário nos limites geográficos do concelho de Cabeceiras de Basto – Plano Nacional de ECOPISTAS.

Protocolos garantem continuidade do Museu das Terras de Basto

A Secretária de Estado dos Transportes homologou os protocolos
A Secretária de Estado dos Transportes homologou os protocolos
O Protocolo de Gestão Partilhada do Núcleo Museológico Ferroviário, agora assinado, permite assegurar a continuidade do Museu das Terras de Basto integrando o Núcleo Museológico Ferroviário. Em paralelo, inviabiliza a retirada definitiva do espólio documental e circulante do Núcleo Ferroviário, permite a construção de Espaço de Reservas do Museu e possibilitando a integração do Museu na Rede Nacional de Museus.
Através da celebração do segundo Protocolo de Concessão de utilização de bens do domínio público ferroviário torna-se possível a reabilitação do canal ferroviário transformando-o em Ecopista para fins turísticos/lazer de interesse relevante. O Museu das Terras de Basto é um equipamento que integra o conceito de utilização da Ecopista.
Os 30 quilómetros da antiga Linha do Tâmega vão ser transformados num percurso verde destinada a passeios pedonais ou de bicicleta.
Vergando-se ao peso do tempo, a antiga linha do Tâmega deixou de ter função, pelo que o troço deixou de ser sustentável social e economicamente. Perdeu os comboios, as pessoas, os carris e as travessas. Hoje é impossível retomar a sua exploração e funcionamento, conclui a Secretária de Estado dos Transportes. Ana Paula Vitorino respondeu assim de forma directa à oposição e crítica da Comissão de Defesa da Linha do Tâmega, que de alguns anos a esta parte vem reclamando a sua reabertura.
O Governo decidiu desta forma, satisfazer os anseios das autarquias servidas por esta infra-estrutura, justificando que, assim, salvaguarda melhor «a defesa do interesse público».
Ana Paula Vitorino adiantou ainda que «a Linha do Tâmega, uma das mais bonitas linhas ferroviárias do país, atravessando paisagens de inigualável beleza, não vai desaparecer, nem vai deixar de ser usufruída pelas populações. Permanece a sua memória e cria-se um novo equipamento, um valor acrescentado para o concelho, um contributo para o dinamismo turístico e económico da região».
Na sua intervenção, aquele membro do Governo, elogiou ainda a capacidade municipal de saber adaptar-se à mudança, extraindo o que de melhor se pode oferecer aos concidadãos, e a aposta agora feita que se traduz numa «nova oportunidade para melhorar a qualidade de vida e alavancar projectos de desenvolvimento», ancorados na maior atractividade turística.
Por sua vez, o Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Eng.º Joaquim Barreto, reforçou as intenções, qualificando as críticas como «demagogia barata» e sublinhando que o motor do novo projecto é a «defesa do interesse público».

Antiga Linha do Tâmega convertida em Ecopista

Uma vez firmado o protocolo com a REFER, esta entregou ao Presidente da Câmara Municipal, Engº Joaquim Barreto, o Estudo Prévio de Arranjo Paisagístico da Adaptação da Plataforma da Antiga Linha do Tâmega, integra-se num alargado conceito de pistas verdes portuguesas que estão incluídas na Rede Europeia de Vias Verdes.
O Estudo apresentado refere-se exclusivamente ao troço da Antiga do Linha do Tâmega que atravessa os concelhos de Amarante, Celorico de Basto e Cabeceiras de Basto, tendo início sensivelmente ao Km 12.467 e com fim ao Km 51.720.
A nova ecopista tirará partido da antiga plataforma da ferrovia desactivada, corrigindo declives e garantindo soluções seguras para o usufruto de peões e cicloturistas.
A via verde destina-se a utentes de todas as idades, devendo o seu traçado ser facilmente reconhecido pelas características da sinalética. Os apeadeiros e outros apoios serão requalificados, funcionando como postos de apoio logístico dos percursos e centros de interpretação da paisagem cultural envolvente.

Ramal do Tâmega encerrado há mais de uma década

O ramal ferroviário do Tâmega que ligava o Porto ao Arco de Baúlhe, foi encerrado há mais de 10 anos, apresentando-se no entanto, como um percurso extremamente interessando no que se pretende com as qualidades cénicas e paisagísticas.
A concretização destes dois protocolos realiza também um anseio antigo do edil Cabeceirense, momento que o mesmo qualificou de «feliz e histórico», sobretudo para a população local, que vê a posse dos bens móveis e imóveis do núcleo museológico definitivamente salvaguardados.
Na ocasião, Joaquim Barreto, deixou ainda expresso o seu desejo de voltar a colocar em marcha «as carruagens antigas, nos 300 metros de linha recuperada e desta forma proporcionar aos turistas e visitantes um contacto directo com a realidade histórica do comboio».
O novo acordo para a Gestão Partilhada do Núcleo Museológico Ferroviário, assegura assim a continuidade do Museu das Terras de Basto, integrando-o no Núcleo Museológico Ferroviário.
Este espaço museológico alberga veículos representativos de seis companhias (PPV, MD, CFG, CN, VV e CP) oriundos de países como Portugal, Bélgica, Inglaterra, França e Alemanha, com especial relevo para o Comboio Histórico (1890-1908). A locomotiva a carvão pode constituir uma verdadeira mais valia turística, caso venha a ser possível a sua reutilização em condições de pequena circulação para grupos organizados.

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