Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-04-2007

SECÇÃO: Golpe de vista

É Riqueza

Durante muitos anos o que se viu, um pouco por todo o lado, foi a aplicação das receitas provenientes da floresta noutros fins que não a própria floresta. Hoje, esta atitude é ainda generalizada embora haja já alguns comportamentos em sentido contrário. E isso é muito importante, porque a floresta não se auto-regera nem se cuida a si própria. É preciso que todos os agentes que têm responsabilidades na gestão da floresta percebam que, se não todas, parte das receitas obtidas com a floresta devem ser investidas na floresta. È preciso ordenar, florestar, reflorestar, limpar, proteger, vigiar, para depois tirar o melhor proveito da mesma nas suas diversas vertentes.
Há dias o governo atribuiu uma licença para a construção de uma Central de Biomassa para a produção de energia eléctrica em Cabeceiras de Basto. Logo a seguir a autarquia cabeceirense promoveu uma Conferência sobre a importância da Biomassa no desenvolvimento local. Brevemente a Câmara Municipal vai organizar um Seminário sobre a Floresta.
Como se vê, está na ordem do dia a discussão à volta da Floresta. E tem todo o sentido. Na verdade, com o início da aplicação do Quadro de Referência Estratégico Nacional que estabelece as regras de atribuição dos apoios comunitários para os próximos anos, é fundamental que a sociedade, toda a sociedade, se prepare para tirar o melhor partido daqueles apoios. A oportunidade está aí. Vamos aproveitá-la.
A Central de Biomassa de Cabeceiras de Basto poderá criar cento e sessenta postos de trabalho directos e indirectos. Fantástico! Para garantir o seu funcionamento ininterruptamente é necessário garantir o seu abastecimento. É preciso mato, material lenhoso, copas de árvores, enfim, todo o tipo de resíduos florestais, até agora muitas vezes abandonados na própria floresta ou queimados em condições de perigo iminente, que possam alimentar a Central.
Para percebermos a grandeza deste equipamento bastará dizer-vos que o movimento de camiões será da ordem dos mil por mês.
Senhores produtores florestais, senhores gestores dos baldios, senhores agricultores: a Floresta não é só madeira. Como se vê tudo é aproveitável.
A Floresta é uma riqueza.
Dois terços do território cabeceirense têm aptidão florestal.
Por isso, mãos-à-obra!!!

A.C.

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