Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-03-2007

SECÇÃO: Golpe de vista

É um "sítio mágico"


Um dia destes fiquei agradavelmente surpreendido ao ouvir o programa de rádio “1001 Escolhas” da Antena 1. A convidada, Teresa de Sousa, moradora na capital, jornalista conceituada de um órgão de comunicação social nacional, indicou Cabeceiras de Basto como uma das suas escolhas. A partir desta escolha, um magnífico trabalho de produção da RDP, levou a todo o mundo uma imagem de extraordinária beleza da nossa terra. Teresa de Sousa disse que Cabeceiras de Basto é um «sítio mágico». E recordou com nostalgia os tempos em que passava férias nesta terra de encanto natural.
Há dias, quando atravessava a Praça da República, um casal de idosos interpelou-me sobre a localização do Centro de Educação Ambiental. No decorrer das indicações que lhes ia prestando a senhora falava da beleza da Praça. O marido atalhava para dizer que há muitos anos não vinha a Cabeceiras e que a expansão urbanística era tão grande que já não reconhecia esta terra. Lembrava-se de Cabeceiras de Basto de outros tempos quando vinha ao S. Miguel.
É sempre assim. Vivendo sete dias por semana, trinta dias por mês, trezentos e sessenta e cinco dias por ano no nosso cantinho, nem sempre nos apercebemos das transformações que vão acontecendo. Nem sempre valorizamos o que é nosso. Nem sempre consideramos importante cada melhoramento. Aos olhos dos que vêm de fora o progresso tem sempre outro valor.
Cabeceiras de Basto é hoje uma terra muito diferente. É certo que muito mais há para fazer, mas também é verdade que muito tem sido feito para bem de todos nós. Será que nos lembramos das estradas de outros tempos? Das que havia e das que não havia? Será que nos lembramos da água que tínhamos ou da que faltava? Será que nos lembramos do saneamento e do seu tratamento que tínhamos? Será que nos lembramos da qualidade do ensino, da saúde, do apoio social que tínhamos ou que não tínhamos? De toda uma quantidade de serviços e equipamentos que hoje estão ao nosso serviço e que noutros tempos eram privilégio só dos que viviam nas cidades? Será que nos lembramos disso?
E, já agora, será que aproveitamos?
Penso que estamos todos de acordo. Cabeceiras de Basto é mesmo um sítio mágico. É a nossa terra pois claro! Que temos feito para manter este sítio mágico cada vez mais mágico?
A. C.

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