Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-03-2007

SECÇÃO: Opinião

CAVEZ EM VERSO

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Chagava o vinho à goela
E os desafios à ponte
Transmontanos vinde à Capela
Ou Minhotos vinde à fonte.

Sempre foi festa afamada
O São Bartolomeu da Ponte
Depois de cair muita paulada
Iam lavar o sangue à fonte.

No São Bartolomeu, à tardinha
Muita pancada caiu
Entre o Constantino e o Orinhas
E todo o povo fugiu.

Ficaram só os dois na estrada
Com as cabeças a sangrar
E só a força da porrada
Os obrigou a parar.
De Cavez, o António Orinhas
De Juguelhe, o Constantino
Duas almas destemidas
Não tiveram bom destino.

Hoje é festa sossegada
Por isso está tudo dito
Romaria sem porrada
É assim que é bonito.

São Bartolomeu, Santo velho
Que se venera na Ponte
Não nos deixou Evangelho
Em troca nos deu a fonte.

Debaixo da ponte os dois
Num abraço que é capaz
De nove meses depois
Dar rapariga ou rapaz.

São Bartolomeu, linda festa
No mês de Agosto tão quente
Com o suor a cair da testa
Ali dança toda a gente.
Uma bela pista de pesca
A melhor de Portugal
Cada concurso é uma festa
Só lhe falta o arraial.

Pelo Tâmega, rio arriba
Com os pescadores escalados
Para a pesca desportiva
Vem gente de muitos lados.

Vai o doutor e a doutora
E toda a gente em geral
Para a sombra acolhedora
Da praia fluvial.

Dos fundadores do clube
Avelino, Plácido e Monteiro
Na principal atitude
Foi o Avelino o primeiro

Portem-se com altivez
Os jogadores no terreno
Fazendo com que Cavez
Não seja assim tão pequeno.
Na derrota, como na vitória
Sempre palavras de incentivo
Para defender com glória
As redes do desportivo.

Empenhado e cortês
Deve ser o jogador
Dar tudo pelo Cavez
Para mostrar o seu valor.

Saiba o povo respeitar
É o que pede a Direcção
Se o árbitro castigar
Mesmo que não tenha razão.

Viva Cavez e o Desportivo
Com o Borges sempre à frente
Dos dirigentes o mais activo
Conhecido por toda a gente.

Por também ter o jornal
Cavecenses têm orgulho
Quatro páginas afinal
Sempre faz algum barulho.
Saúdo os meus amigos
A quem desejo saúde e sorte
Deus os livre dos perigos
Até à hora da morte.

Tenho dois filhos populares
E nisso estou orgulhoso
Se os junto são três pares
Qual deles o mais bondoso.

Foi esta poesia
Escrita em 2007
Falar assim da freguesia
P’ro futuro se remete.

(Conclusão)

Por: Francisco Pereira (Benfica)

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