Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-03-2007

SECÇÃO: Crónica

UM ENCONTRO INESPERADO

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Estava eu mais três irmãos a descansar um pouco, numa estação de serviço, à saída de Lisboa, depois de ter finalizado o funeral da minha tia Maria, irmã da minha falecida mãe, em S. Domingos de Rana, na Parede, quando inesperadamente entra um homem que eu pensava ser impossível alguma vez encontrar-me com ele. Devo dizer que de tão admirada que fiquei até demorei a reagir. Este homem de quem vos vou falar, teve o condão de me inspirar algumas crónicas, durante as actuações da Selecção, no Euro 2004 e no Mundial 2006. Estou a falar de Scolari, ou mais conhecido por “Felipão”.
Já vos disse algumas vezes em crónicas anteriores que não sou muito dada a futebois mas, durante o Euro 2004 e o Mundial 2006 senti-me contagiada, tanto que também pus a minha bandeira na varanda, vibrei e sofri quando Portugal perdia ou ganhava. Sobretudo gostava de ouvir as conferências de imprensa em que ele ia relatando o dia a dia da Selecção.
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Impressionava-me a maneira como ele conseguia envolver toda a gente no mesmo espírito, o à vontade e frontalidade com que se impunha, mesmo que as suas exigências fossem contrariar outras vontades. O que ele entendesse fazer era uma lei para os outros.
Por isso qual não foi a minha surpresa ao encontrar semelhante personagem a meio metro de mim! A tomar um café, sem vedetismos e não ter ao redor dele qualquer guarda-costas o que até seria lógico! Afinal para um homem tão famoso e que ganha fortunas nem era de estranhar que estivesse rodeado de seguranças. Aí certamente eu já não teria hipótese de me chegar perto dele!
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Claro que eu com a idade tornei-me mais atrevida e resolvi que não deixaria passar em branco aquela oportunidade de o cumprimentar! Perante o espanto dos meus irmãos Fernando, Isabel, e o Joaquim dirigi-me a ele, cumprimentei-o e conversei um pouco com ele. Aí a minha admiração por ele aumentou! È de uma simpatia extraordinária! Dedicou-nos algumas palavras de simpatia e permitiu que o meu irmão Fernando tirasse as fotografias com o seu telemóvel e que eu não resisto a mostrá-las a vós.
Apesar da tristeza que nós trazíamos de virmos do funeral da nossa tia Maria e do cansaço que já acusávamos, pois tínhamo-nos levantado às quatro da manhã para irmos para Lisboa, aqueles breves momentos com tal personagem até nos fez esquecer por algum tempo a tristeza e a saudade que nos acompanhou durante o dia por aquela tia por quem nós tínhamos um grande afecto.
De certeza que p ara vocês caros leitores, este encontro inesperado que nós tivemos com o Scolari não terá a mesma importância mas, para mim foi inesquecível! Adorei mostrar as fotos aos meus filhos e netos que são uns fanáticos da bola, do Benfica e da Selecção!

Por: Fernanda Carneiro

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