Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-03-2007

SECÇÃO: Golpe de vista

Tanta Inquietação

Não creio que o frenesim que tem caracterizado a acção de uma certa oposição em Cabeceiras de Basto, traduzida na tomada de posições públicas, seja motivada pela preocupação do que se não faz, mas sim por tudo aquilo que tem sido concretizado ou está em vias de se fazer.
O forrobodó de comunicados, entrevistas e outras, demonstram grande inquietação daqueles que, completamente desorientados, tentam a todo o custo justificar o injustificável. Ou seja: como pode um dirigente nacional de primeira linha, do maior partido da oposição local e nacional, ser chamado a Cabeceiras de Basto para, numa viagem relâmpago, falar do que não sabe? Estará preocupado com o Tribunal, quando, enquanto assumiu responsabilidades governativas, precisamente na área da Justiça, nada fez para que esse Tribunal fosse construído? Estará preocupado com a construção da Unidade de Internamento Público no Centro de Saúde, quando, o governo de que fez parte tudo fez para impedir a construção dessa infra-estrutura em Cabeceiras de Basto? Estará preocupado com a reabilitação do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, quando o governo de que fez parte inscreveu no Plano de Investimentos do Estado uma verba tão insignificante que nem para pagar a montagem de um pequeno andaime chegava? Estará preocupado com a Variante às EN 205 e 210, entre o Nó da Auto-estrada e Lameiros, quando o governo de que fez parte nada fez para que essa obra se tornasse realidade? Estará preocupado com a construção do novo Centro de Emprego de Basto, quando o governo de que fez parte nunca de tal se lembrou?
Pelos vistos são estas as preocupações de alguns cabeceirenses que há muito fazem oposição em Cabeceiras de Basto. Assim, e pelo andar da carruagem, adivinho-lhes muitos mais anos a fazer este tipo de oposição. Por que trouxeram o seu secretário-geral a Cabeceiras?
A realidade é que a construção dos equipamentos que atrás falámos vai concretizar-se dentro de pouco tempo. E isso é que, com toda a certeza, tem provocado aquela inquietação. O mau estar instalado naquelas hostes é de tal ordem que as demissões não se fizeram esperar.
À boa maneira de João Jardim, o senhor da Madeira, o presidente da Comissão Política Concelhia do PSD de Cabeceiras de Basto demitiu-se para, ao que consta, se recandidatar de novo. Movimentações esquesitas que podem significar alguma desorientação.
Pela minha parte estou convencido que o desenvolvimento desta terra, traduzido na concretização de inúmeras acções em todas as áreas de intervenção, seja social, da cultura, da educação, da formação, da saúde, do desenvolvimento económico, do ambiente, tem provocado um desnorte sem paralelo nalguma oposição cabeceirense.

A. C

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