Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 28-02-2007

SECÇÃO: Região

A satisfação dos produtores e consumidores

A reportagem de Ecos de Basto fez uma curta incursão pela feira para registar algumas impressões dos principais protagonistas do evento, os produtores e o público.

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E diga-se que o ambiente era extremamente positivo e agradável. De um lado os expositores/vendedores muito contentes com o negócio efectuado e, por outro lado, os visitantes/clientes visivelmente satisfeitos com os produtos adquiridos.
Laura Capela , produtora, de Travassô, Abadim, entusiasmada pela procura e interesse de inúmeras pessoas que se abeiravam do seu “stand”, sublinhou.
- Venho aqui a esta feira desde o primeiro ano. Gosto francamente desta iniciativa, ate porque, para além do negócio a feira serve para mim como se de umas ferias se tratassem. Depois de um ano de trabalho metida na aldeia da serra, é bom vir até à vila neste dias, distrair e conviver. Olhe, vendi quase toda a produção e já tenho muitos clientes certos. Este ano venderam-se bem as chouriças de mel que são feitas com a agua de cozer o lombo de porco, à mistura com pedaços de carne. Junta-se mel. Um pouco de açúcar e pão de trigo aos pedaços.
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Maria Luísa, produtora, Casa do Rei, Abadim, não escondia a sua boa disposição depois de ter vendido quase tudo o que trouxe de casa.
- Os agricultores que se dedicam a esta actividade têm nesta feira uma boa oportunidade de melhorarem a sua situação económica. Pela parte que me toca, tenho obtido bons resultados com as vendas que faço. Esta feira deverá, portanto, continuar, pois é uma iniciativa de grande importância para a região, pelo seu impacto nos lavradores que continuam a dedicar-se à terra e à promoção do nome de Cabeceiras.
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Goreti de Jesus, produtora, de Petimão, Alvite, estava feliz após dois dias de exposição.
- Esta feira traz cá muitas pessoas de fora e, por isso, o negócio tem sido excelente. Só venho à feira desde há dois anos e estou a gostar. Virei sempre, pois é muito vantajoso para as vendas. Vendo também em casa onde vão clientes de Fafe e Guimarães.

Carlos Fernandes, substituía na altura, a sua esposa, Ilda Fernandes, produtores, de Magusteiro, Riodouro. Compenetrado na sua tarefa de vender a orelheira e o fumeiro respondeu, de pronto.
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- Somos dos primeiros a participar nesta feira. Fabricamos todos os produtos que aqui vendemos, desde os enchidos, passando pela famosa broa de mistura com farinhas de centeio e milho, até às filhoses e ao mel. E por falar em mel, devo dizer que a chouriças doces tiveram uma saída nunca antes alcançada. Veja só que no ano passado vendemos 30 quilos em dois dias e nesta feira já vendemos o dobro, ou seja 60 quilos que saíram num tempo “record” de 2 horas. Se mais tivesse mais vendia. Parte deste produto foi para o estrangeiro, 10 quilos para França e 4 quilos para o Brasil, através de turistas que nos visitaram. Esta feira é, sem dúvidas, muito importante, pelo que a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto está de parabéns.

Visitantes aos milhares

Os visitantes desta 11ª Festa da Orelheira e do Fumeiro foram aos milhares. De todo o norte do país chegaram pessoas curiosas, não só dos produtos aqui comercializados, mas também seduzidas pelas belezas destas terras de Basto.

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João Sá e esposa, da cidade do Porto, ambos reformados, apreciavam os produtos expostos quando lhes pedimos a sua opinião sobre a iniciativa.
- Gostamos de vir a estas feiras e, sempre que podemos, vamos a todas. Estivemos em Montalegre e hoje estamos aqui em Cabeceiras de Basto. Vamos comprar alguns produtos que sabemos serem caseiros e de excelente qualidade. Ao visitamos esta terra juntamos o útil ao agradável, pois que, não só adquirimos os produtos como, igualmente, temos a oportunidade de ver as coisas belas desta vila cabeceirense.
Venho hoje pela primeira vez a Cabeceiras e espero vir mais vezes.

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Ernesto Fernandes Basto, morador em Refojos, Cabeceiras de Basto, era um dos muitos cabeceirenses que percorria a feira para ver e para comprar. Sorridente e bem ciente do valor desta iniciativa da nossa Câmara Municipal atirou.
- Isto está um espectáculo. Nunca pensei que esta feira atingisse tamanha importância. Já cá vim ontem e pude ver o fumeiro e sou um freguês habitual, embora tenha que ter cuidado com a tensão arterial. Acho que esta Festa da Orelheira e do Fumeiro é já um cartaz dos maiores da nossa terra de que todos beneficiamos, principalmente, os agricultores e os produtores locais.

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Margarida Barbosa, acompanhada do marido, residentes em Barcelos, faziam as suas compras quando foram interrompidos pelo nosso jornal.
- Olhe que viemos hoje a Cabeceiras de Basto expressamente para visitar a feira. Tivemos conhecimento dela pela rádio e pelos jornais. Gosto destes produtos e compro os que mais aprecio. Também sei fazer e, por isso, dou-lhe um apreço especial. Já há muito que não visitava Cabeceiras, mas vejo que está bem diferente, para melhor.

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