Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-02-2007

SECÇÃO: Região

Despenalização da interrupção voluntária da gravidez
"Sim" vence com maioria expressiva

O resultado do referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez realizado a 11 de Fevereiro deu uma maioria expressiva ao "Sim", apesar do país continuar dividido entre norte e sul. Em Cabeceiras verificou-se o crescimento do número de votantes, tendo o "Sim" registado 2100 votos (37,2%) em 2007 contrariamente a 842 votos (15%) em 1998. Apesar do "Não" ter registado 3551 votos (62,8%) em 2007, sofreu um decréscimo significativo em relação a 1998, altura em que foram apurados 4763 votos (85%). De registar ainda que no distrito de Braga o concelho de Cabeceiras obteve a melhor percentagem do "Sim" no âmbito dos concelhos rurais. Segue-se a aprovação final da lei e a sua regulamentação com carácter de urgência
Quase quatro milhões de portugueses cumpriram o seu dever cívico, votando no passado dia 11 no Referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, até às dez semanas, por opção da mulher. Mais uma vez, em Referendos, a abstenção foi superior a 50%. O Partido Socialista anunciou que a nova lei vai ser preparada na Assembleia da República o mais depressa possível, como estava, aliás, anunciado se o SIM vencesse o que acabou por acontecer. 59,2% dos eleitores votaram SIM, 40,7% NÃO, situando-se a abstenção nos 56,4 %.
Comparativamente ao que se passou em 1998, aquando do primeiro Referendo do Aborto, a participação dos portugueses foi agora substancialmente superior o que significa uma evolução do pensamento, das mentalidades e da participação cívica dos cidadãos. O Referendo é um instrumento de consulta popular que dá ao povo a possibilidade de “impor” a sua própria vontade, não delegando em ninguém a sua representação.

Em Cabeceiras de Basto

Em Cabeceiras de Basto venceu o NÃO com 62,8 % contra os 85% de há nove anos atrás. O SIM obteve agora uma percentagem de 37,2% contra os 15% obtidos em 1998. O aumento de votantes foi aqui pouco significativo, mais 70 eleitores, mas a votação no NÃO teve agora menos 1.212 votos que em 1998 enquanto que o SIM obteve mais 1.258 votos. Assim, verifica-se que, apesar da vitória do NÃO, a subida do SIM – 842 votos em 1998, 2.100 em 2007 – foi extaordinária.
Relativamente ao comportamento do eleitorado cabeceirense por freguesias, de referir o empate em Abadim (128 SIM 128 NÃO) e em Gondiães, a única freguesia em que o SIM desceu (5 votos) comparativamente a 1998. Em todas as outras o SIM subiu e em todas as freguesias do concelho o número de eleitores que votou NÃO desceu.
No Distrito de Braga

No distrito de Braga votaram 46,39% (327.178 votos) ficando a abstenção ligeiramente abaixo da média nacional. O NÃO venceu com 58,8% (189.102 votos) também um pouco abaixo da média nacional e o SIM obteve 41,20% (132.527 votos) meio ponto percentual acima da média nacional. Em 1998 votaram 39,5% dos eleitores inscritos, tendo o NÃO conseguido 189.555 votos (77,3%) e o SIM 55.770 (22,7%), Comparando os resultados das duas consultas no Distrito de Braga, verifica-se que houve um aumento da votação (+ 79.629 votantes) tendo o NÃO obtido menos 453 votos, e o SIM mais 76.757 votos. Em todos os concelhos do distrito venceu o NÃO, tendo os municípios de Vizela, Fafe, Braga e Guimarães apresentado o valor de votos no SIM muito próximo dos 50%.


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