Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-01-2007

SECÇÃO: Região

Partido Socialista acusa
CRIAÇÃO DE UNIDADE DE CUIDADOS CONTINUADOS DE SAÚDE E RECUPERAÇÃO DO HOSPITAL

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Já passou mais de um ano e a Misericórdia não respondeu ao Ministério da Saúde
O Partido Socialista, através de comunicado público veio acusar a Santa Casa da Misericórdia de não responder ao interesse manifestado pelo Ministério da Saúde em criar uma Unidade de Cuidados Continuados de Saúde, situação esta que permitirá a beneficiação e recuperação do edifício do Hospital Prof. Júlio Henriques, bem como a sua utilização para a prestação de serviços de saúde.
Conforme teor do comunicado a ARS-Norte, Ministério da Saúde já em Outubro de 2005 escreveu à Misericórdia a manifestar o seu interesse em estabelecer um protocolo com o intuito de assegurar à população do nosso concelho, os cuidados de saúde, em internamento de cuidados continuados.
Deste modo, a criação deste serviço de saúde, implicaria o apoio financeiro do Governo para a recuperação e beneficiação do Hospital Júlio Henriques, na Boavista.
No entanto, e para conhecimento dos leitores, a seguir transcrevemos o texto do comunicado.
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CABECEIRAS NA EXPECTATIVA

O Partido Socialista de Cabeceiras de Basto ao analisar a actual situação política, económica e social do concelho, fez incidir a sua atenção no sector da saúde, enquanto direito fundamental de qualquer sociedade moderna e desenvolvida. Constatando os desenvolvimentos ocorridos nos últimos tempos no referido sector, o PS Cabeceirense verifica duas situações distintas, que justifica a emissão deste comunicado público.

- A primeira situação é de regozijo pelo arranque e construção da Unidade de Internamento junto ao Centro de Saúde, equipamento que representa uma mais valia extraordinária para as nossas populações, obra só possível graças à tenacidade, à determinação e ao trabalho levado a cabo pela Câmara Municipal, facto com que nos congratulamos.
- A segunda situação é de grande preocupação perante a passividade e o desleixo que se verificam na criação de uma Unidade de Cuidados Continuados de Saúde.
Hospital prof. Júlio Henriques, um edifício comparticipado pelo povo cabeceirense que agora se encontra votado ao abandono
Hospital prof. Júlio Henriques, um edifício comparticipado pelo povo cabeceirense que agora se encontra votado ao abandono
É por demais reconhecida a absoluta necessidade daquela valência dos cuidados de saúde, destinada a pessoas com doenças prolongadas ou a tratamentos que impliquem acompanhamento médico e de enfermagem específicos, no Hospital Prof. Júlio Henriques, entregue à Misericórdia de Cabeceiras de Basto.
O Governo através do Ministério da Saúde, está a implementar uma Rede Nacional daqueles equipamentos, estabelecendo acordos com as IPSS’s locais, a quem oferece apoios e financiamentos para que todos os concelhos do país possam ter estas novas valências de saúde.
Também para Cabeceiras de Basto, através do Ministério da Saúde, este Governo manifestou à Santa Casa da Misericórdia, em Outubro de 2005, isto é, há mais de um ano, o seu interesse em estabelecer um Protocolo, com a finalidade de assegurar à população do nosso concelho os cuidados de saúde em “internamento em cuidados continuados”.
Porém, passados quase 15 meses, não se conhece a resposta da Santa Casa da Misericórdia à vontade e disponibilidade manifestadas pelo Governo para a criação daquele serviço de saúde no nosso concelho.
Estranha-se o silêncio e a inacção da Santa Casa da Misericórdia de Cabeceiras de Basto de que poderá resultar uma grande perda para o concelho, ao não aproveitar esta oportunidade única.
Perante o impasse que está a ser criado pela Misericórdia e interpretando o sentir e os anseios de todos aqueles que pugnam pelo desenvolvimento do concelho, entendemos reclamar junto dos responsáveis da instituição local, Santa Casa da Misericórdia que, no mais curto espaço de tempo, dêem uma resposta ao interesse manifestado pelo Ministério da Saúde, com o objectivo de criar no Hospital Prof. Júlio Henriques a citada Unidade de Cuidados Continuados de Saúde.
De referir a este propósito e segundo informação publicada em jornais distritais, a Santa Casa não deu resposta.

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