Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-01-2007

SECÇÃO: Golpe de vista

GOLPE DE VISTA
O novo ano

É sempre assim. À chegada de cada novo ano multiplicámo-nos a distribuir, pelos nossos amigos, familiares ou simplesmente conhecidos, votos de um Bom Ano, um Ano Cheio de Saúde, Um Ano Cheio de Prosperidade, um Ano Cheio de Esperança. No nosso íntimo é isso que desejamos também para nós próprios. Um Ano de Sucessos.
Dois mil e sete está aí e com ele vêm notícias boas, menos boas, e também algumas más. Há de tudo como não poderia deixar de ser. Anunciam os nossos governantes que a retoma da economia veio para ficar. Anunciam os sindicatos que o poder de compra vai ficar abaixo da taxa de inflação. Anunciam os governantes que o desemprego vai baixar, os sindicatos perspectivam exactamente o contrário. Novas leis entram em vigor. Para uns são reformas muito importantes. Para outros reformas precipitadas nem sempre bem pensadas. Novas Leis das Finanças Locais, das Finanças Regionais, da Segurança Social, novas Leis na área da Saúde, da Segurança Interna, entre muitas outras. A produção de legislação parece assim não sofrer de um dos nossos grandes males, a falta de produtividade.
Mas, para o vulgar cidadão, com tanta contradição, a dúvida no que realmente se vai passar é grande. E, na dúvida, somos invariavelmente pessimistas. Esperamos sempre o pior. Aliás, é uma das nossas características. Falta-nos muitas vezes a Esperança.
Já todos percebemos que o vendaval de reformas vai continuar. É uma imagem de marca do actual Governo e a prática dos últimos dois anos não deixa dúvidas. Resta-nos acreditar que o que tem que ser feito o é para bem dos portugueses, seja para melhorar a nossa qualidade de vida no presente, seja para garantir o dia de amanhã.
Por isso, tenhamos Esperança.

PS. No próximo dia 11 de Fevereiro realiza-se o Referendo sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez. Não deixe de participar. Procure informar-se do que está realmente em causa e decida em consciência. A nossa participação é um exercício de cidadania.
A.C.

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