Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-12-2006

SECÇÃO: Região

ELEIÇÕES NA CABASTO
TRIBUNAL DÁ RAZÃO AOS ACTUAIS DIRIGENTES

Foi uma importante vitória de António Pacheco, Álvaro Monteiro, António Fonseca e Dr. Manuel Carvalho num processo eleitoral controverso, do qual saíram vencidos os cidadãos Engº Gonçalo Cortes de Meirelles, Prof. Mário Leite, Januário Oliveira e Fernando Portilho de Meireles.
As eleições para a CABASTO – Cooperativa Agrícola de Cabeceiras de Basto, ocorridas no final do ano de 2004 e Janeiro de 2005, andaram na praça pública durante uns meses, com ajuntamentos populares, tomadas de posição nos jornais e rádios e acabaram nos Tribunais de Cabeceiras de Basto e da Relação de Guimarães.

As eleições da CABASTO geraram polémica em Cabeceiras de Basto
As eleições da CABASTO geraram polémica em Cabeceiras de Basto
A sentença final foi proferida em 30 de Novembro de 2006 pelo Tribunal da Relação de Guimarães, que deu razão às posições assumidas pelo Presidente da Assembleia-geral, António Pacheco e seus colegas de Mesa e do Conselho Fiscal. Assim, e de acordo, com a decisão da Relação de Guimarães os actuais dirigentes da CABASTO, cujos órgãos sociais são presididos por António Pacheco, Presidente da Assembleia-Geral, Dr. Manuel Carvalho, na Direcção e por Afonso Salvador Barroso, no Conselho Fiscal, vêem agora confirmados os seus mandatos também pela Justiça depois dos sócios já os terem eleito, em 24 de Janeiro de 2005.
Repetimos que estas eleições geraram uma grande controvérsia entre os apoiantes das duas listas, A e B tendo essa polémica extravasado Cabeceiras de Basto para outros concelhos vizinhos e até da região Norte através dos jornais e das rádios.
Dado que passaram dois anos, a maior parte dos Cabeceirenses já se esqueceu dos motivos da discórdia e de alguns dos actos praticados e que deram uma imagem pouco abonatória dos sócios da Cabasto.

RECUAMOS A DEZEMBRO DE 2004

O Presidente da Mesa da Assembleia-geral da CABASTO, António Pacheco convocou, de acordo com os estatutos, uma reunião da Assembleia-geral, para o dia 20 de Dezembro de 2004, com a finalidade de apreciar e votar vários assuntos da vida interna da Associação e eleger os dirigentes da cooperativa para o triénio 2005 a 2007.
A esse acto eleitoral, concorreram duas listas, A e B, cujos nomes dos candidatos mais conhecidos da opinião pública das referidas listas eram os seguintes:

LISTA DOS CANDIDATOS

Lista A
ASSEMBLEIA-GERAL
- Presidente da Assembleia-geral - António Pacheco
- Vice-Presidente - Álvaro Monteiro
- Secretário - Prof. Fernando Brás
DIRECÇÃO
- Presidente - Dr. Manuel Carvalho
- Vice-Presidente - Domingos Pires
- Vogal - José Lima
- Vogal - António Fonseca
- Vogal - Engº Manuel António Ramos
CONSELHO FISCAL
- Presidente - Afonso Barroso
- Vogal - Luís Teixeira de Sousa
- Vogal - André Pires

Lista B
ASSEMBLEIA-GERAL
- Presidente da Assembleia-Geral - Fernando Portilho Meireles
- Vice-Presidente - Filipe Gonçalves
- Secretária - Susana Santos
DIRECÇÃO
- Presidente - Engº Gonçalo Cortes de Meirelles
- Vice-Presidente - Prof. Mário Leite
- Vogal - Nóbrega Moura
- Vogal - Bernardino Carvalho
- Vogal - Januário Oliveira
CONSELHO FISCAL
- Presidente - Artur Gonçalves
- Vogal - Gonçalo Meirelles
- Vogal - Deolinda Pereira

No dia 19 de Dezembro, isto é, um dia antes do acto eleitoral, o Presidente da Mesa em exercício é avisado da existência de várias anomalias, nomeadamente, da desactualização da lista dos sócios, da emissão de procurações de associados para votar que não correspondiam à vontade dos próprios e de que, «o candidato a Presidente da Direcção da Lista B – Engº Gonçalves Cortes de Meirelles, era devedor à cooperativa da quantia de 1.509,54 euros (302 contos), desde finais de 2003 até Dezembro de 2004, enquanto a entidade “Sociedade Agrícola Casa de Meirelles, Lda.”, de que era” também “responsável, devia 7.134,32 euros (1.427 contos) desde finais de 2003 e a 19 de Dezembro, a quantia de 12.399,60 Euros (2.480 contos)».
Confrontado com estes factos anómalos, decidiu o Presidente da Mesa, António Pacheco, adiar a reunião da Assembleia-geral de 20 de Dezembro, para 24 de Janeiro de 2005. Mais decidiu, entre outras matérias, convidar o Engº Gonçalo Cortes de Meirelles, candidato a Presidente da Direcção da Lista B, a pagar imediatamente a sua divida à cooperativa. No dia 20 de Dezembro, o aviso de adiamento das eleições foi tornado público, tendo o Engº Gonçalo de Meirelles pago uma parte da divida no montante de 1.509,54 Euros (302 contos) ficando a restante no valor de 12.399,60 Euros (2.480 contos) em nome da “Sociedade Agrícola Casa de Meirelles, Lda,” por liquidar.

OS CANDIDATOS DA LISTA B NÃO CONCORDARAM COM O ADIAMENTO DO ACTO ELEITORAL

Os candidatos da lista B, liderados entre outros, pelo Engº Gonçalo Cortes de Meirelles, Nóbrega Moura, Fernando Portilho de Meireles e Prof. Mário Leite, não concordaram com a decisão do adiamento do acto eleitoral e aceitaram ser eleitos numa Assembleia-geral fictícia, que decorreu na rua, em frente à Cooperativa com a presença de apenas alguns sócios.
Posteriormente, os elementos da lista B, consideraram-se os dirigentes “legítima e democraticamente eleitos da CABASTO” reclamando tomar posse dos cargos. Manifestaram esta postura através de várias tomadas de posições públicas.

COMUNICADO DA LISTA B (ver caixa)

A 24 DE JANEIRO REALIZARAM-SE AS ELEIÇÕES

No dia 24 de Janeiro de 2005, realizaram-se as eleições e os membros da lista A, vencedora deste acto eleitoral, assumiram a gestão da Cooperativa o que vem fazendo nos dias de hoje. Alguns dos candidatos da lista B, nomeadamente, o Engº Gonçalo Cortes de Meirelles, Prof. Mário Leite, Nóbrega Moura, Januário de Oliveira e Fernando Portilho de Meireles que não concordaram com as eleições do dia 24 de Janeiro de 2005 e foram para Tribunal no sentido de serem empossados como dirigentes da Cooperativa. Os Tribunais de Cabeceiras e de Guimarães decidiram não dar razão aos membros da lista B e reconheceram como legítima a eleição dos elementos da lista A que estão actualmente em funções.
Espera-se agora, depois de tudo o que se passou, que os mentores destas movimentações tenham aprendido a lição quer dos sócios, quer dos Tribunais que não lhes deram razão.
Os principais derrotados neste processo eleitoral, são sem sombra de dúvidas, o Engº Gonçalo Cortes de Meirelles, o Prof. Mário Leite, Nóbrega Moura e Fernando Portilho Meireles e aqueles que estiveram na sua retaguarda a apoiá-los directa ou indirectamente com a utilização de seus familiares na lista.

EM CONCLUSÃO

Os Cabeceirenses já se habituaram a este tipo de movimentações de um reduzido conjunto de pessoas que sempre que há um acto eleitoral nas instituições locais espreitam uma oportunidade para tomar o poder. Quem não se lembra das eleições dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses realizadas no ano que passou [2006], nas quais estiveram pessoas ligadas politicamente a este mesmo grupo onde se destacam os cidadãos, Prof. Mário Leite, Miguel Teixeira, Nóbrega Moura e Celestino Vaz, grupo este, que uma vez mais, sofreu uma grande derrota.

Comunicado da Lista B
Nóbrega Moura em pleno discurso ladeado pelo candidato a Presidente,  Engº Gonçalo de Meireles e Fernando Portilho Meireles, candidato a Pres. da Assembleia Geral junto à Cooperativa
Nóbrega Moura em pleno discurso ladeado pelo candidato a Presidente, Engº Gonçalo de Meireles e Fernando Portilho Meireles, candidato a Pres. da Assembleia Geral junto à Cooperativa

foto

foto




© 2005 Jornal Ecos de Basto - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital. Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.