Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-12-2006

SECÇÃO: Região

Habitação Social no Arco de Baúlhe foi inaugurada
11 Famílias foram alojadas

O Presidente da Câmara, entregou a primeira chave, a uma das 11 famílias locatárias do empreendimento
O Presidente da Câmara, entregou a primeira chave, a uma das 11 famílias locatárias do empreendimento
A fechar este jornal, o Ecos de Basto acompanhou a inauguração dos 21 habitações construídas no Arco de Baúlhe por iniciativa da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto com o apoio do INH – Instituto Nacional de Habitação. No dia 16 de Dezembro, foram entregues onze apartamentos a onze famílias carenciadas até aqui a residir em habitações obsoletas nas freguesias de Arco de Baúlhe, Vila Nune e Basto (Sta Senhorinha).
A cerimónia, que antecedeu a entrega das chaves às famílias que a partir de agora têm um lar mais condigno, foi presidida pelo Presidente da CCDR-Norte, Dr. Carlos Lage, que na ocasião enalteceu o trabalho desenvolvido pelo Autarca, Joaquim Barreto, que disse, com o seu estilo próprio, tem conseguido afirmar o Município e conseguido atrair investimento, desenvolvimento, actividades, criação de emprego, expansão e afirmação, em suma, colocar Cabeceiras de Basto no mapa. Joaquim Barreto é um homem de solidariedade e como tal Carlos Lage considera que todo o investimento que é feito em solidariedade é o único que nunca falha, porque vai proporcionar às pessoas novas condições de vida, nomeadamente através de uma nova habitação que representa um dos bens mais preciosos. Referiu ainda que este conjunto habitacional está muito bem enquadrado, tem muita qualidade estética e representa uma mudança em relação ao passado ao nível da habitação social, pois esta tem de ter qualidade e ser não apenas uma casa para pobres, mas uma casa para pessoas viverem. Assim, revitalizar e requalificar a habitação já construída é uma das prioridades da politica habitacional deste governo, ou seja, não se deve pensar apenas em requalificar os espaços, mas sobretudo em construir casas onde as pessoas se possam sentir bem, permitindo com isto uma maior coesão familiar.
Presentes estiveram também, o representante do INH, Dr. Ricardo Bexiga, que na ocasião enalteceu o trabalho desenvolvido pelo Presidente da Câmara Municipal, que teve o sonho colectivo de desenvolver este projecto ao qual agregou um conjunto de elos, entre os quais o INH. Na sua intervenção, realçou que este empreendimento não é aquilo que se chama de um bairro social, pois é política deste Governo que no âmbito da habitação social, os investimentos feitos, deixem de ter uma imagem negativa de bairro social. São apenas empreendimentos de interesse social, financiados pelo Estado, com a vista a alojar pessoas, que por dificuldades económicas que se alargam no tempo, não têm condições para ter acesso a uma habitação condigna ao longo da sua vida.
"Dr. Carlos Lage, da CCDR-N,  ladeado pelo Presidente da Câmara, Engº Joaquim Barreto, pelo representante do INH, Dr. Ricardo Bexiga e pela deputada Drª Leonor Coutinho descerraram a placa inaugural deste empreendiento habitacional
"Dr. Carlos Lage, da CCDR-N, ladeado pelo Presidente da Câmara, Engº Joaquim Barreto, pelo representante do INH, Dr. Ricardo Bexiga e pela deputada Drª Leonor Coutinho descerraram a placa inaugural deste empreendiento habitacional
Ricardo Bexiga disse também, trata-se de uma obra de grande qualidade, que “faz inveja” a muito empreendimentos de iniciativa privada. A construção dos 21 fogos a custos controlados no Arco de Baúlhe é, por isso, um sonho concretizado. O Estado quando apoia este tipo de projectos está a proporcionar condições para que as pessoas possam desenvolver a sua vida pessoal e profissional e para que possam ter condições para participar na vida colectiva. A partir de agora, com estas condições, os novos locatários têm também um novo desafio, o de participar no desenvolvimento do concelho e da região e, em primeira linha, ajudar a Câmara Municipal a cuidar deste espaço, zelando não só pelas casas individualmente, mas também pelo condomínio e pelo espaço envolvente. A habitação de interesse social, é segundo um elemento de desenvolvimento do território, de fixação das pessoas, de aumento de qualidade de vida e este empreendimento que acabou de ser inaugurado é um bom exemplo, pois além de resolver o problema de habitação das pessoas, resolveu também o problema de um espaço do território que até agora estava abandonado, e que, futuramente, está no centro de um pólo de desenvolvimento desta terra. Ricardo Bexiga disse ainda que este é um desafio de todos nós, para que possamos contribuir para o desenvolvimento e a qualidade de vida que ansiamos e para um Portugal moderno. Este é um ponto de partida que, acredita, vai ser vencido com sucesso e que nada melhor do que esta altura de Natal para recomeçar um novo sonho, neste caso, o sonho das famílias que vão aqui viver e que vão com certeza ter uma maior esperança nas oportunidades que o ano 2007 vai trazer pela frente. A finalizar, Ricardo Bexiga deu os parabéns a todos, enquanto colectividade, que sabem ser solidários e dar as mãos para resolver os problemas de todos.
O Presidente da Junta de Freguesia de Arco de Baúlhe, Armando Duro, demonstrou na ocasião, a sua gratidão e contentamento pela conclusão desta obra, que considerou de grande importância dado que vem resolver vários casos sociais que há muito ansiavam por este desfecho, devido às dificuldades em que se encontravam a viver.

Resolvido um problema com 30 anos
Os dois blocos destinados à habitação social disponibilizam 21 apartamento de várias tipologias
Os dois blocos destinados à habitação social disponibilizam 21 apartamento de várias tipologias


O Presidente da Câmara, Joaquim Barreto, realçou que este acto social se reveste de grande importância, pois simboliza a resolução de um problema com mais de 30 anos e cuja conclusão vem retirar algumas famílias de casas pré-frabricadas que ali ficaram alojadas aquando do regresso das ex-colónias. Viviam em situações precárias que de ano para ano se vinham acentuando. Além disso, ainda há no concelho agregados familiares muito carenciados que necessitam de alojamento. Joaquim Barreto, disse também, que a Câmara Municipal tem consciência do pulsar da vila do Arco de Baúlhe. Assim, sendo para além de todos os equipamentos, de todos os serviços que se têm vindo a construir nesta vila, mais precisamente nas imediações deste local, entendeu a Câmara que aqui ficaria bem a construção dos blocos habitacionais agora inaugurados. Em relação ao futuro, o autarca garantiu que a Câmara vai permitir que o Carvalhal volte a ser uma zona de lazer, deixando claro que uma vez alojadas as famílias, e no mais curto espaço de tempo, ou seja, em Fevereiro, se inicie a demolição das casas do Carvalhal. A este propósito, o presidente realçou ainda que a Autarquia Cabeceirense tem como objectivo responder às necessidades das pessoas e não a situações que não se coadunem com uma política de apoio a quem mais precisa, neste caso às famílias que lá viviam e que ainda lá vivem. Nesta fase foram apenas distribuídas 11 casas, ficando as restantes disponíveis para outras famílias que cuja necessidade seja constatada. De referir que os custos com a renda destas habitações varia entre os 6,43 euros e 144,41 Euros, uma vez que as mesmas foram calculadas em função dos rendimentos de cada uma das famílias agora instaladas.
Na sua intervenção o autarca, que disse ter sido escolhida esta data dada a proximidade com o Natal e por isso visa proporcionar melhores condições de conforto, referiu também que se trata de uma obra que agregou vários esforços, desde a Junta de Freguesia, ao INH, passando pela Drª Leonor Coutinho, que à data era Secretária de Estado da Habitação e que foi determinante para o desenvolvimento e a actual concretização deste empreendimento.

"Um parque infantil, garagens, espaços para ATL fazem parte deste complexo habitacional localizado no Arco de Baúlhe
"Um parque infantil, garagens, espaços para ATL fazem parte deste complexo habitacional localizado no Arco de Baúlhe

As chaves das habitações foram entregues a 11 famílias

Perante autarcas, locatários, deputados à assembleia da República e Municipal, demais convidados e população em geral, foram assinados os protocolos, entregues as chaves e efectuada uma visita às 11 habitações distribuídas.
De referir que os blocos de casas foram construídas em terrenos adquiridos pela Autarquia naquela vila, no lugar do Souto, junto à Central de Camionagem e vão beneficiar estas famílias mais carenciadas que se encontram a residir em habitações degradas, com especial destaque para um grupo de locatários que ocupam um bairro social de casas pré-fabricadas, localizadas no Carvalhal, em Arco de Baúlhe.
Os dois blocos, que se desenvolvem em três pisos e ocupam uma área de 2.050 metros quadrados, apresentam habitações de diversas tipologias coerentes com as necessidades dos destinatários. Assim, os 21 apartamentos distribuem-se por 4-T1, 9-T2, 5-T3 e 3-T4, todos com garagem individual.
Estes blocos de habitação social dispõem ainda de um logradouro coberto, zona de estacionamento, espaços de lazer e de recreio, parque infantil e campo de jogos destinados à ocupação dos tempos livres. Na concepção do projecto foi introduzida uma ligação pedonal para as vias de acesso que servem o local e os arranjos exteriores do aglomerados onde se inclui um espaço polivalente tipo ATL, com áreas de recepção e instalações sanitárias.
Considerada uma obra de concepção arquitectónica bastante original e completa, este empreendimento, que envolve um investimento de cerca de 950 mil euros (190 mil contos), comparticipado pelo INH com 445 mil euros e pela Câmara Municipal com cerca de 500 mil euros, foi escolhido pela empresa construtora, a Habimarante, para ser candidata ao Prémio INH.
A construção destas habitações sociais, para além de beneficiarem directamente as famílias com maiores carências económicas e a viverem em casas sem as mínimas condições, vai possibilitar a recuperação e revitalização do espaço, o lugar do Carvalhal, no Arco de Baúlhe, onde estão implantadas desde há 30 anos, 12 habitações pré-fabricadas, em adiantado estado de degradação.


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