Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-11-2006

SECÇÃO: Opinião

Conto de Fadas Universal

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Era uma vez, em lugares longínquos da nossa vila, contudo em todos os lugares e em nenhum em concreto, travava-se uma luta pela consagração dos direitos universais do homem, por um lado as guerras civis em vários locais e, por outro, a ressaca da II Guerra Mundial. Eis que pairou uma inquietação por parte de intelectuais em redigir um Projecto dos Direitos Internacionais do Homem, do qual deu asas para estabelecer outras tantas declarações e pactos.
Assim, há 58 anos atrás (10 de Dezembro de 1948) proclamou-se a Declaração Universal dos Direitos do Homem com o objectivo principal de proteger a existência, eficácia e universalidade de direitos inerentes ao ser humano, sem distinção de raça, cor, religião, partido, estrato social, entre outras formas que o próprio homem (vejam lá a incongruência) inventou para se sentir superior ou apenas diferente dos outros…
Esta Declaração, que uns insistem em defender a sua universalidade e outros a colocarem essa característica todos os dias em causa, bem como os princípios dela decorrentes, compõe um texto de enorme importância histórica, principalmente para o ocidente.
Hoje, quase seis décadas depois e muitas hão-de vir, esta data deverá ser festejada com muito orgulho e gratidão por aqueles que tanto lutaram para proclamá-la de modo a que seja respeitada e seguida em quase toda a parte do mundo, excepto o Oriente.
Diversas formas se pode relembrar esta data e seu significado, seja através de seminários, de festas de vária índole, ou mais não seja, contar aos nossos familiares o significado desta Declaração de forma a compreender que se hoje exigimos algo a que chamamos de DIREITO, deve-se SEMPRE a esta Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Esta história da qual eu intitulo como “Conto de Fadas Universal”, não tem um fim como todos os outros e muito menos “tiveram muitos filhos e viveram felizes para sempre”, mas é dos raros contos que são infindáveis, que a sua história é contínua de geração em geração, mas que só espero que com tantas voltas que dê, não chegue ao ponto em que começou.

Por: Sílvia Machado

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