Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-11-2006

SECÇÃO: Espaço Europeu

Emprego melhora na União Europeia

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A situação do emprego na União Europeia (UE) continuou a melhorar no ano passado, apesar de se ter verificado um abrandamento temporário do crescimento económico. Esta é a principal conclusão do relatório “O Emprego na Europa de 2006” elaborado pela Comissão Europeia, que aponta para uma redução de 0,5% do desemprego e para um crescimento de 0,9% do emprego.
De acordo com o documento, a União Europeia continua, no entanto, abaixo do desempenho anunciado como objectivo a atingir, tanto em termos do crescimento do emprego como da produtividade”. Esta situação leva a Comissão Europeia a apelar aos 25 Estados-membros para levarem a cabo esforços de forma a implementar novas reformas, mais abrangentes.

Números

* Portugal registou no ano passado uma taxa de emprego de 67,5 por cento.
*A taxa de emprego no grupo de pessoas com idades entre os 55 e os 64 anos é de 50,5 por cento.
*A taxa de emprego de mulheres é a sétima mais elevada (61,7 por cento) da UE.
*Apenas 10,9 por cento da população portuguesa em idade de trabalho tem qualificações superiores. Este é o terceiro valor mais baixo entre os 25 Estados membros atrás de Malta (10,3) e Itália (10,4).
*Portugal é o país da União Europeia onde a taxa de emprego entre a população em idade de trabalho com poucas qualificações é mais elevada (65,5 por cento).

Confiança no emprego

Três em cada quatro europeus consideram que a União Europeia tem um impacto positivo no acesso à educação e à formação, bem como na criação de emprego e no combate ao desemprego.
Os resultados do inquérito encomendado pela Comissão Europeia revelam igualmente que a grande maioria (84%) dos trabalhadores europeus está confiante quanto à possibilidade de manter o actual emprego a curto prazo, mas uma percentagem idêntica aceita que o «emprego para a vida» é um facto do passado. Mais de metade das pessoas está ainda relativamente confiante quanto à possibilidade de encontrar um novo emprego caso venha a ser despedida, mas esta confiança varia entre os Estados Membros, sendo que é mais elevada na Dinamarca o país de nascimento da flexigurança e um país frequentemente citado como um modelo de combinação da flexibilidade com a segurança no emprego.

Portugueses pessimistas

Os portugueses são dos cidadãos europeus mais pessimistas relativamente ao mercado de trabalho e à manutenção dos seus empregos. Questionados sobre a perspectiva de terem um emprego dentro de dois anos, apenas pouco mais de um terço dos portugueses (39 por cento) manifestam-se confiantes, o que é o sétimo valor mais baixo na União Europeia (UE).Caso sejam despedidos, os portugueses são mesmo os que menos acreditam ser possível encontrarem outro emprego no espaço de seis meses. O estudo analisou também a importância das acções de formação profissional.A participação em acções de formação está pouco enraizada em Portugal: apenas 13 por cento dos inquiridos afirmaram ter seguido uma formação nos últimos 12 meses, contra 24 por cento da média da UE.

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