Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-08-2006

SECÇÃO: Opinião

A Juventude na Ribalta

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Ao olharmos para os novos calendários anuais detectamos uma série de dias comemorativos de várias coisas, quer nacionais como internacionais, ora sobre fenómenos sociais, nomeadamente o Dia Internacional da Imigração, da luta contra o Cancro, contra a SIDA, do não fumador, entre muitos mas muitos outros, ora da criança, da mãe, do pai, dos avós, do idoso, e da juventude.
Por momentos, faz-nos lembrar o porquê deste aumento de comemorações no nosso calendário, será que com esta vida tão atribulada característica da sociedade tecnológica e tão exigente em que vivemos, é necessário demarcar acontecimentos para que eles sejam lembrados? Como era antes? Ninguém se lembrava da criança, do pai, da mãe, dos avós? Paira aqui a dúvida…
Fruto das políticas estatais em apoiar a geração “menos jovem”, tornou-se habituais as inúmeras excursões grátis para os idosos para todo o lado, as festas dedicadas a eles, as várias actividades durante o ano em prol desta população, da qual, na minha opinião, estou inteiramente de acordo. Contudo, não estando eu inserida ainda nessa geração, sempre fiz campanha ideológica para que apoiassem, também, a minha geração, criando eventos para este público e festejos do Dia Internacional da Juventude, por exemplo.
Assim sendo, fiquei muito surpresa quando vi a anunciar uma festa nos nossos lindíssimos Claustros para a juventude, melhor cenário era quase impossível, festejando assim o tal Dia Internacional da Juventude, com direito a DJ’s da Antena 3 e outros, um espírito adequado à idade, animação nocturna que maravilhou as centenas de jovens, e não só, oriundos de vários locais que ali estavam presentes.
Foi uma festa de sucesso que se espera repetir a dose e dar exemplo a outras autarquias, pois é fundamental criar não só condições de habitabilidade para esta camada jovem, como, também, atrai-los no âmbito do lazer, pois como sabemos, o desenvolvimento está nas mãos desta camada, são eles que ditarão as regras no futuro.
Não posso deixar de referir o já habitual Festival da Música Moderna organizado pela ARCA, que ano após ano tem criado mais impacto na população jovem, realizado anualmente no mês de Agosto, que aposta na diversidade do cartaz e em manter esta tradição.
Portanto, podemos afirmar que este mês de Agosto foi repleto de festas para todas as camadas populacionais, até mesmo para aqueles que anualmente visitam a sua terra natal, os emigrantes, que em poucos dias de vacances tentam saborear as tradições da nossa terra e matar saudades dos seus familiares.
Em tempo de férias para muitos, bastante foi feito para alegrar, relembrar e divertir aqueles que escolheram Cabeceiras de Basto como o seu destino de férias.

Por: Sílvia Machado

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