Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 31-07-2006

SECÇÃO: Opinião

A VIDA, também, É ISTO

Por razões perfeitamente comuns, e que não justifica explicar, fui convidado para um casamento, que se realizou, em 22 do corrente mês, na Igreja Matriz de Fafe.
Como teria que fazer duas viagens, desde e para S. Pedro do Sul, decidi viajar para Fafe, por Amarante e Lixa. Isto implicaria, por opção, regressar por outras vias.
Tanto assim que após a cerimónia religiosa e a participação activa na 1ª parte do jantar comemorativo, senti necessidade de regressar, quando se tinha ultrapassado a meia-noite. Após conversas com quem sabia, e tendo em conta as opções por Vila Pouca de Aguiar ou Guimarães/Famalicão, optei por esta 2ª hipótese.
Assim, tentei informar-me do melhor traçado para atingir a A7. Talvez por erro meu, ou menos clara explicação, fui andando pelo que me parecia ter sido sugerido. Só que, devagarinho, fui-me apercebendo do erro em curso seguia por uma estrada “escura” (EN311?) e com muitos quilómetros de extensão. Confirmei o erro ao encontrar o sinal que me informava de ter entrado no concelho de Cabeceiras de Basto.
Porque, “nesta altura do campeonato”, quando se aproximava a 1ª hora da manhã de Domingo, e não queria retroceder, decidi, e bem, encaminhar-me para o centro da Vila, pois aí poderia escolher o melhor.
Em boa hora o fiz, pois ao chegar mesmo à baixa, que é o centro, encontrei três pessoas que conversavam, duas mulheres e um homem.
Parei, saí do carro e, após dois ou três passos, cumprimentei e disse (mais ou menos): Boa noite, ou mesmo Bom dia, Estou “meio perdido” e peço ajuda. Contei o até então acontecido e o senhor presente desde logo prometeu ajudar.
Perante o que eu tinha dito, foi possível iniciar outro tipo de conversa, pois o senhor afirmou conhecer e ser amigo de um tal Engº Vítor Barros de S. Pedro do Sul. Acrescentou ainda que também era amigo do Dr. Fernando Ruas, presidente da Câmara de Viseu. A estes conhecimentos, e também por ser rigorosamente verdade, respondi que conheço e já cumprimentei os dois, mas não posso afirmar que exista amizade entre nós.
Posto isto, e porque a razão da nossa conversa era diferente, o tal senhor pediu-me um papel, pois pretendia informar bem o traçado do trajecto, a partir daquele local, para a entrada da A7, que me levaria a Vila Pouca. Já seria excelente. Mas, e para minha completa surpresa, e mesmo admiração, o senhor, parou, olhou e disse :” Vou resolver o problema de outra maneira”. Informou então que era o Presidente da Câmara e com tem Policia Municipal, esta aproveitaria uma viagem de patrulhamento para me acompanhar, indicando o caminho até à rotunda que antecede a entrada na Auto – Estrada. E assim se cumpriu.
Naturalmente, agradeci, por ser justo e devido, a “anormal” e desinteressada colaboração prestada, a um desconhecido que ali surge “à uma da madrugada”.
Só com gente desta se pode fazer o bem, o BEM. Ficarei, para sempre grato, e em dívida, para com aquelas três pessoas, que, afinal, assistiram e colaboraram.
Ao senhor Presidente da Câmara de Cabeceiras de Basto, aviso que voltarei.
S. Pedro do Sul, 25 de Julho de 2006
O visitante, da uma da manhã
Carlos Luís Rolo

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