Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 30-06-2006

SECÇÃO: Região

A Acção dos Pereiras nos Descobrimentos do Século XVI

A Cabeceirense Drª Estela Vilela Passos apresentou no passado dia 23 de Junho, no âmbito da Festa da Cultura, Educação, Formação e Emprego, a obra “A Acção dos Pereiras nos Descobrimentos do Século XVI”. Trata-se de uma obra de grande valor cultural onde a autora exprime a sua paixão pela história, em especial pela época dos descobrimentos.
Um estudo histórico-social, com fundamentos jurídicos – políticos, que se insere num contexto de história de mentalidade e cultura.
Este documento fala-nos da evolução das estruturas sociais do século XIV e XVI, onde o concelho de Cabeceiras de Basto e as suas gentes são referidos, sobretudo quando se fala da Casa da Taipa dos Pereiras de Marramaque.

A Drª Estela Vilela Passos autografando a sua nova obra sobre a Acção dos Pereiras nos Decobrimentos do séc.XVI
A Drª Estela Vilela Passos autografando a sua nova obra sobre a Acção dos Pereiras nos Decobrimentos do séc.XVI
Neste trabalho de investigação, a autora fala-nos também da nobreza do século XVI, da qual destaca os Pereiras, evidenciando a sua genealogia e linhagem, assim como a sua história e heráldica. Ainda que não sendo originários do concelho de Cabeceiras de Basto, os Pereiras passaram a ter residência na Casa da Taipa, na freguesia de Cabeceiras de Basto – S. Nicolau, quando esta foi doada por D. João I e o senhorio de Cabeceiras de Basto por escritura pública feita em Barcelos, em 1391 a D. Maria de Berredo, aquando do seu casamento com Nuno Álvares, seu primo. É aqui que então se dá o cruzamento dos Pereiras com o nosso concelho.
“A Acção dos Pereiras nos Descobrimentos do século XVI” é sobretudo um estudo histórico-social sobre a família Pereira e a sua ligação com os descobrimentos, onde se dá especial relevo à história e à genealogia, assim como à sua actuação nas longínquas terras da Índia e da China.
Nobres, fidalgos, burgueses, cavaleiros e comerciantes, os Pereiras tiveram uma acção preponderante no Oriente na época pós-descobrimentos (séc. XV e XVI).
Na sua intervenção, que decorreu no âmbito da Festa da Cultura, Educação, Formação e Emprego e que atraiu ao espaço do mercado várias pessoas para assistir ao lançamento de mais uma obra, importante contributo para o património cultural concelhio, a autora, referiu que dos Pereiras dos Marramaques da Casa da Taipa, cujo elemento mais conhecido é António Pereira, a quem Sá de Miranda dedicou várias éclogas, distinguiram-se no Oriente, o seu segundo filho, Gonçalo Pereira Marramaque e seu irmão Ruy Vaz Pereira, tendo este deixado António Pereira seu herdeiro e enviado dinheiro para as obras na Casa da Taipa e para a construção da capela ali existente. Estes são os “pardaus” [moeda indiana] que Sá de Miranda diz ter visto correr por Cabeceiras de Basto.
Trata-se por isso de uma obra de grande valor histórico e que é fruto de um árduo trabalho como se pode constatar pelo extenso rol de fontes e bibliografias consultadas, que lhe confere um grande rigor e realça a excelência do estudo agora publicado.

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