Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 30-04-2006

SECÇÃO: Formação em acção

Formação em acção

O actual tema de vida é o “Envelhecimento Cabeceirense”, da qual se está a elaborar um livro temático, um roteiro turístico às freguesias de Cabeceiras de Basto e uma maquete do Parque Geriátrico Ideal. Assim sendo, expomos neste espaço, alguns dos poemas redigidos pelo grupo dedicados aos idosos.

O idoso traz um sorriso,
Traz também felicidade,
Dá-nos a conhecer o paraíso,
De alegria e solidariedade.

Ternura e amor,
São os valores do idoso padrão,
Justiça e Carinho,
São a fuga à solidão.


Sou idoso mas feliz
O meu amor encontrei,
De tudo na vida fiz,
Mas com rugas fiquei

Idoso de cabelos brancos,
Todo o respeito devo dar,
Aos meus filhos e netos,
Para a felicidade encontrar.

A idade do idoso,
É linda como as roseiras,
Brincam com os netos,
E ensinam a dizer asneiras.

O idoso é muito habilidoso,
Gosta muito de mostrar,
Que na vida se pode aprender,
Como se pode ensinar.

Cabelo branco é saudade,
Da mocidade perdida,
E por ter muita idade,
Mas não deixou de amar a vida.

Ser idoso é ser amigo,
Para os seus filhos ajudar,
Tomam conta dos seus netos,
Para os seus filhos trabalhar.
Nunca devemos desprezar,
As pessoas mais idosas,
Porque elas nos podem ensinar,
Muitas coisas valiosas.

Só existe recordações,
O passado é para recordar,
Mas ainda pode haver paixões,
E continuar a amar.

Os idosos transmitem-nos lembranças,
Para nos ajudar a viver,
A vida com confiança,
Com eles podemos aprender.

Quando vejo um idoso,
Na rua a passar,
Fico toda contente,
Por o poder ajudar.

Os idosos de cabeceiras,
Têm muito que contar,
Quando vêem uma pessoa,
Põem-se logo a conversar.

O idoso de cabeceiras,
Anda alegre e divertido,
Porque tem a sua porta,
Um centro de convívio.

Ao centro de convívio,
Os idosos vão parar,
Para todos juntos,
As cartas poder jogar.

O idoso em sua casa,
Sente-se muito apoiado,
Pede sempre aos seus filhos,
Que não o ponham de lado.

Ser idoso não é triste,
Para quem sabe viver,
Porque muita coisa se pode fazer,
Para quem tiver força de viver.

Ter cabelos brancos e rugas,
Não é ser velho,
É a idade avançada,
De uma vida trabalhada.

Quando era jovem,
Por muitas dificuldades passei,
Mas agora que sou idoso,
Todas elas ultrapassei.


Senhor de cabelos brancos,
Que imagem tão bonita,
Assim um dia ficamos,
Ó que vida tão catita!

Velhice para que nos queixamos,
Se a vida tanto nos deu,
Agora tudo encontramos,
Esquecemos o que nos aconteceu.

Já fui Primavera da vida,
Agora já sou o Outono dela,
Tudo isto me complica,
Mas tudo me completa…

Há muita boa gente
Que só vive para sociedade,
Mas acabam por esquecer,
As pessoas da terceira idade.

Curso de Apoio Familiar e à Comunidade – ADIB

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