Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 30-04-2006

SECÇÃO: Região

Política

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Sócrates nega interferência nos processos disciplinares

Atravès de carta datada de 16 de Março de 2006, assinada por André Figueiredo, o Gabinete do Secretário Geral do Partido Socialista, Engº José Sócrates, comunicou ao militante de Cabeceiras de Basto, Miguel Teixeira, que “não houve, não há, nem haverá lugar a qualquer processo disciplinar a militantes motivado pelo apoio a candidatura presidencial do camarada Manuel Alegre”. Negou desta forma qualquer possibilidade de interferência no caso dos processos disciplinares de que estão a ser alvo os militantes de Cabeceiras de Basto, Miguel Teixeira, Nóbrega Moura e Celestino Vaz, por alegadamente terem apoiado uma lista da CDU à Junta de Freguesia de Alvite.
Este era precisamente um dos motivos que os visados sempre invocaram como causa do despoletar do processo disciplinar que foi instaurado em Outubro de 2005, mas que só veio a público quando estes manifestaram o seu apoio ao candidato Manuel Alegre, que no sufrágio eleitoral para a presidência da república obteve mais votos que o candidato oficial do PS, Mário Soares.
Na sua resposta, o Secretário Geral do PS fez saber que “não tem qualquer competência para interferir ou julgar qualquer tipo de processos disciplinar pois esse é matéria que encontra acolhimento nos órgãos de jurisdição do Partido”, informando de igual forma que “o recurso de qualquer deliberação tomada pelo órgão federativo de jurisdição deve deve ser dirigido à Comissão de Jurisdição Nacional”.
Esta posição, vem dar razão á posição do autarca Joaquim Barreto e da presidente da concelhia do PS, Isabel Coutinho que negaram “qualquer interferência” nas decisões jurisdicionais, enquanto o presidente da Jurisdição Distrital, José Lopes, tinha já explicado que este órgão “é independente” da Jurisdição e da Direcção Nacional, pelo que qualquer interferência mesmo do Secretário-geral seria “ilegal” pois só em caso de pena de expulsão é que esta terá de ser sancionada pela Jurisdição Nacional”.




Na sequência dos resultados eleitorais alcançados no dia 21 de Abril, do qual saíu vencedera a candidatura apresentada por Joaquim Barreto, sob o lema “Um novo ciclo com a determinação de sempre”, o Ecos de Basto soube que Miguel Teixeira, militante da secção de voto de Cabeceiras de Basto, entregou o seu cartão de militante na Sede Nacional do PS, em Lisboa, pondo de uma vez por todas “ponto final” à sua inscrição no PS. Uma atitude que, segundo apuramos, foi bem recebida no seio socialista não só de Cabeceiras, mas também do distrito. Recorde-se que a Comissão Política do PS de Cabeceiras de Basto, já havia decidido, em reunião realizada em 8 de Dezembro de 2004, “retirar a confiança política aos Militantes:Miguel Teixeira e Nóbrega” na sequência de práticas e posições políticas assumidas pelos cidadãos mencionados que “dificultam, prejudicam e enfraquecem o trabalho do Partido Socialista”.
Na ocasião a Comissão concelhia do PS entendeu que era “indispensável ‘separar as águas’, distinguindo com clareza quem está com o Partido e quem está contra ele”.
No fecho desta edição, o Ecos de Basto soube que o secretário Geral do PS, aceitou o pedido formulado por Miguel Teixeira, agora ex-militante do Partido Socialista.

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