Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 28-02-2006

SECÇÃO: Região

Urgência e Internamento passaram para o Centro de Saúde
Hospital velho e degradado espera solução da Misericórdia

O Serviço de Atendimento Permanente – SAP – e a Unidade de Internamento de Cabeceiras de Basto foram transferidos, no passado dia 24 de Fevereiro, para as instalações do Centro de Saúde, por decisão da Administração Regional de Saúde.

A contínua degradação do Hospital Prof. Júlio Henriques conduziu ao seu encerramento perante alguns lamentos nostálgicos
A contínua degradação do Hospital Prof. Júlio Henriques conduziu ao seu encerramento perante alguns lamentos nostálgicos
Os motivos que aceleraram esta determinação superior estão relacionados com a falta das condições mínimas de higiene e conforto existentes no Hospital Prof. Júlio Henriques, desta vila, cuja degradação, constatada por todos os cabeceirenses, chegava a ameaçar a privacidade dos doentes e os cuidados médicos de que careciam.
Velho, obsoleto e sem equipamento adequado, não restava outra solução que não fosse o de fechar este estabelecimento de saúde, que pertence à Santa Casa da Misericórdia de Cabeceiras de Basto, antes que ocorresse qualquer situação lamentável, face ao quadro terceiro – mundista e do estado calamitoso das instalações que envergonhavam o mais ousado e prevenido.
Sala de espera do novo serviço das urgências e internamento
Sala de espera do novo serviço das urgências e internamento

Novo serviço agrada à população

Operada a mudança, a população do concelho tem agora que se deslocar ao Centro de Saúde quando precisar de cuidados urgentes, estando os serviços do SAP localizados na fachada sul do edifício, onde existe parque para as ambulâncias, gabinete de atendimento, sala e espera, gabinete de emergência e uma unidade de internamento com seis camas e mais quatro camas de observação e vigilância de quadros clínicos agudos.
Edifício do Centro de Saúde
Edifício do Centro de Saúde
Aqui, as condições físicas das instalações, dos equipamentos e dos meios clínicos primam pela modernidade e pelo conforto, do que resulta um amplo apoio da opinião pública e, particularmente, dos utentes dos serviços pela medida tomada.

Concentração traz benefícios aos doentes

Uma outra vantagem de grande impacto e beneficio dos doentes é a concentração no mesmo edifício das consultas do ambulatório, das urgências (SAP) e do internamento, facilitando a acção e a coordenação de todos os serviços de saúde, com destaque para a coordenação e o apoio médico e de enfermagem dos profissionais que aqui trabalham.
Não ficarão por aqui, contudo, as melhorias nos serviços de saúde de Cabeceiras de Basto. Conforme o anunciado e, graças a uma luta tenaz travada pela Câmara Municipal e Juntas de Freguesia do Concelho nos três últimos anos, o Ministério da Saúde prevê construir, proximamente, uma unidade de internamento de raiz, em anexo ao edifício do Centro de Saúde, com capacidade para 16 camas, o que tornará o nosso município dos poucos do país, da sua dimensão, com um equipamento do género.
Quanto ao vetusto Hospital Prof. Júlio Henriques, com magnifica localização no coração desta vila, deverá merecer da entidade sua proprietária, a Santa Casa da Misericórdia, a melhor atenção e o maior empenhamento, que a sua história e os serviços prestados aos cabeceirenses justificam.
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Qual a solução para o Hospital Prof. Júlio Henriques?

Não haverá, pois, qualquer razão substantiva, ou obstáculos intransponíveis que deixem este edifício, de sólida e bem arquitectada construção, ao abandono e sem o aproveitamento adequado. Os meios e os recursos financeiros não faltarão para que ali funcione uma unidade de apoio, seja na área da saúde, seja na área social ou geriátrica, com ou sem o apoio do Estado, já que a Santa Casa da Misericórdia de Cabeceiras de Basto tem sabido gerir com parcimónia as suas receitas e bens acumulados ao longo dos anos.
O “menino” fica agora nos braços dos responsáveis da Santa Casa da Misericórdia perante a expectativa dos cabeceirenses que mantêm, naturalmente, o Hospital como um dos símbolos mais marcantes da sua terra.
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A ideia e o projecto anunciados há poucos meses de o Hospital Prof. Júlio Henriques ser transformado numa Unidade de Cuidados Continuados de Saúde seria excelente e viria a preencher uma falha que, com o envelhecimento progressivo da nossa população, poderá tornar-se preocupante.
Aguardemos então, os próximos desenvolvimentos desta situação que diz respeito a toda a comunidade local.
Convirá dizer que os cabeceirenses, até prova em contrário, confiam no bom senso e nas capacidades do Provedor e dos Mesários da Santa Casa da Misericórdia, que são, inquestionávelmente, pessoas de bem e que, por isso mesmo, não regatearão esforços para que os estatutos da instituição e os princípios da caridade cristã e da solidariedade, que fundam as Misericórdias portuguesas, sejam cumpridos.

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