Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 28-02-2006

SECÇÃO: Formação em acção

Visita à Festa das “Papas” – Gondiães

Tal como prometido e ainda enquadrado no tema de vida: A Saúde em Cabeceiras de Basto: Um Rumo para uma Vida Saudável? vamos tentar responder à questão que deixamos no ar no nosso último artigo: Serão as nossas tradições um entrave para seguir uma alimentação saudável?

Carne reservada em alguidares tradicionais
Carne reservada em alguidares tradicionais
Para tal, organizamos uma visita de estudo, no passado dia 20 de Janeiro, à Festa das “Papas” em honra de S. Sebastião, na freguesia de Gondiães – Cabeceiras de Basto, visto ser uma das mais antigas tradições gastronómicas do concelho. Deste modo, fomos de manhãzinha com os nossos formadores/mediadora e apetrechadas de merendeiros rumo a Gondiães, encontrando logo um obstáculo: onde estacionar os carros? pois os caminhos pareciam stands de automóveis! Assistimos à missa e à chegada de carros carregados de broas de pão, papas de farinha, alguidares repletos de nacos de carne e uma pipa de vinho. Fomos visitar o local onde se fizeram as papas bem como o lugar onde elas estavam guardadas assim como as dezenas de broas. Estas iguarias foram benzidas e colocadas num corredor composto por bancos de madeira numa rua, esta teria uns largos metros de comprimento. De facto, notou-se uma excelente organização da equipa responsável, à medida que esta buscava as iguarias para colocar na mesa à disposição de todos, o público espalhava-se pelos bancos para assim provarem as tão famosas papas.
A s papas prontas para distribuir aos presentes
A s papas prontas para distribuir aos presentes
Após saborearmos e convivermos com as pessoas presentes ao nosso lado, fomos ao encontro do mordomo da festa, tal como já estava acordado, para este nos explicar esta tradição que arrasta centenas de pessoas àquela freguesia nesse dia (de dois em dois anos, sendo no Samão para o próximo ano). Numa conversa informal e com sentido de humor, como é característico do Sr. Manuel Ferreira, explicou-nos a tradição e esclareceu as nossas dúvidas (aproveitamos para lhe agradecer a sua amável atenção, disponibilidade e simpatia). Seguidamente, mediante solicitação ao mordomo, este disponibilizou um sítio para estendermos as nossas toalhas e merendeiros, uma vez que o dia não estava propício a piqueniques, e almoçamos todos juntamente com o grupo da mútua.
O corredor de pessoas à espera de provar a gastronomia local
O corredor de pessoas à espera de provar a gastronomia local
Este dia foi repleto de experiências novas, de aprendizagem sobre as tradições da nossa terra, bem como de convívio (que também é preciso e faz muito bem).
Finda a visita de estudo, debatemos sobre os malefícios deste tipo de tradições, tendo concluído que a nossa tradição gastronómica nem sempre se coaduna com a alimentação saudável. Porém, não devemos desprezar as tradições que fazem de nós únicos. Deste modo, recomendamos o consumo moderado deste tipo de alimentação que, apesar de ser tão saborosa e apreciada, é prejudicial para a saúde em consumo contínuo.
Mas o que nos vale, adeptos da alimentação saudável, é que estas tradições só se praticam uma vez por ano…

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