Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-01-2006

SECÇÃO: Política

PARTIDO SOCIALISTA DE CABECEIRAS INSTAURA PROCESSOS DISCIPLINARES

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Postura de Miguel Teixeira, Nóbrega Moura, Celestino Vaz e Carlos Sousa, indigna militantes

Miguel Teixeira
Miguel Teixeira
No âmbito da nota à imprensa divulgada pelos Cabeceirenses Miguel Teixeira e Nóbrega Moura, tendo em vista esclarecer a opinião pública sobre aquilo que consideraram tratar-se de “uma perseguição política inaceitável por parte do Presidente Distrital de Braga do PS” a propósito do processo disciplinar instaurado pela Comissão Federativa de Jurisdição de Braga do PS, a secção de Cabeceiras de Basto do Partido Socialista emitiu uma nota informativa no dia 4 de Janeiro, que damos à estampa.

Tendo tomado conhecimento de um comunicado, respeitante a uma posição assumida pelo cidadão Miguel Teixeira relativamente a um processo disciplinar que, juntamente com Nóbrega Moura, Celestino Vaz e Carlos Sousa, tem em curso na Comissão de Jurisdição Política Distrital, na qual a Federação Distrital de Braga, na pessoa do seu Presidente Eng. Joaquim Barreto, é acusada, a Comissão Política Concelhia informa o seguinte:
Nóbrega Moura
Nóbrega Moura
1. Os ainda militantes Miguel Teixeira, Nóbrega Moura, Celestino Vaz e Carlos Sousa, participaram directa ou indirectamente no âmbito da campanha eleitoral para as eleições autárquicas 2005, em actividades políticas contra o Partido Socialista, nomeadamente, nas Freguesias da Faia e Alvite, tendo inclusive Carlos Sousa sido candidato pela C.D.U na Freguesia de Alvite.
2. Militantes desta Freguesia e do Concelho, indignados perante a postura adoptada pelos cidadãos mencionados decidiram queixar-se à Comissão Política Concelhia do Partido Socialista das posições por eles assumidas, cujo assunto, por sua vez, remeteu para a Comissão de Jurisdição Distrital, orgão competente para analisar e decidir sobre questões relacionadas com o desrespeito pelos estatutos do Partido.

PS É UM PARTIDO TOLERANTE E DEMOCRÁTICO
Celestino Vaz
Celestino Vaz

Na nota divulgada a Comissão Política do PS local refere “queremos reafirmar que o Partido Socialista em Cabeceiras de Basto, bem como, em todo o país é um partido tolerante e democrático, onde os seus militantes têm os direitos assegurados, desde que cumpram os estatutos. O que não pode, nem deve ser tolerado é o facto de militantes que muitas vezes utilizam essa condição para seu proveito pessoal, colaborarem de uma forma, dissimulada e “encoberta” com outros partidos, como aconteceu neste caso.”
As atitudes incorrectas por parte deste grupo, já decorrem há muito tempo, mas tiveram o seu ponto máximo na campanha eleitoral para as últimas autárquicas.
Felizmente, adianta esta Secção Socialista, que este facto não afectou a representatividade política do nosso partido, na medida em que o Partido Socialista aumentou a sua votação para a Câmara Municipal bem como o número de vereadores.”
Carlos Sousa
Carlos Sousa
É caso para dizer que “As vozes da traição política não foram ouvidas pelos eleitores de Cabeceiras de Basto”.
Mais refere que “Gostaríamos de acrescentar que o argumento utilizado no comunicado de que tudo isto é uma perseguição política pelo facto deste grupo apoiar a candidatura de Manuel Alegre para as presidenciais, também não tem qualquer fundamento. O Partido Socialista, sempre respeitou as escolhas dos seus militantes e a prova disso é que o mandatário concelhio da Candidatura de Manuel Alegre é militante e não está indicado neste processo.
Para a Comissão Política Cabeceirense do PS, esta atitude revela, a conhecida “arma” da vitimização que já não comove ninguém, representando apenas manobras de diversão para esconder a verdade e a gravidade dos actos políticos praticados contra o Partido Socialista. Por último, a Comissão Política Concelhia do PS afirmou de forma clara e inequívoca que, face a tudo o que acima foi referido a Federação Distrital de Braga e o seu presidente Joaquim Barreto nada têm a ver com esta situação que não é mais do que a expressão da indignação dos militantes face a actos praticados que pretendem prejudicar o partido e que envergonham os seus princípios e valores.

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