Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 15-07-2005

SECÇÃO: Crónica

Parabéns a Você!

É verdade, parece que foi ontem mas já lá vão 15 anos, quase sem darmos por isso, desde que saiu a primeira edição do Ecos, timidamente a princípio ao dar os primeiros passos, mas ao mesmo tempo determinado em transformar-se num servidor de Cabeceiras e dos cabeceirenses.
Lembro-me de que naquela altura um grupo de pessoas animadas do espírito de engrandecer a sua terra, decidiu fundar um Jornal. Assim pensaram e assim decidiram deitar mãos à obra com grande entusiasmo.
Mas, embora à primeira vista possa parecer fácil a concepção de um jornal, isso não corresponde à realidade. Quando folheamos um jornal, no quiosque ou na papelaria, em casa ou num banco de jardim, nem se sonha as voltas que ele dá até chegar às mãos do leitor. É como um engenheiro fazer uma planta para construir uma casa. Por isso me admirei eu tanto quando assisti algumas vezes à execução dos esboços do que viria a ser o “Ecos de Basto”.
Trabalhar num jornal já não era novidade para mim, pois trabalhei alguns anos no jornal “O Basto”. Nessa altura escrevia eu os textos numa máquina de escrever, rezando para que ela não emperrasse. A publicidade media-a com uma régua e um esquadro e fazia a conta aos centímetros do anúncio. Para as direcções dos assinantes eu tirava fotocópias, cortava-as e colava-as com uma cola que era preparada num garrafão e era misturada com água e só depois levava o jornal para o correio local, ainda na Praça. Claro que muitas vezes os jornais colavam-se uns aos outros.
Foi emocionante ver aparecer o Ecos de Basto a partir dos esboços e tornar-se na obra que é hoje. Primeiro, tinha que se pensar nos símbolos, na cor, se o título “Ecos de Basto” seria mais estreito ou mais redondo, se o desenho do “nosso” Basto ficaria mais à direita ou mais à esquerda, qual o formato da primeira e última página…
Mas apesar destes pormenores importantes, em primeiro lugar, era necessário pensar no conteúdo. As características principais desse projecto teriam de estar, sem dúvida alguma, viradas para o meio em que se insere, um meio rural onde os hábitos de leitura de jornais não eram muito usuais. Felizmente que hoje já não acontece assim. Para cativar a atenção do leitor era necessário que o Jornal tivesse um fácil manuseamento, os textos tinham que estar bem estruturados e os títulos serem apelativos. O essencial era que a mensagem chegasse ao leitor correctamente.
E o “Ecos de Basto” conseguiu. Claro que quando começou este projecto, os meios tecnológicos já eram diferentes dos que havia com o “Basto”. Pouco a pouco vieram os computadores, os gravadores de áudio, os scanners, as máquinas fotográficas digitais, a Internet, o que veio dar uma grande ajuda. O Jornal sofreu alterações para melhor. Agora para imprimir basta mandar o jornal para a gráfica via Internet. E tudo isso se reflectiu na apresentação do jornal, “obrigou” a uma melhor qualidade e até à publicidade penso que tem merecido a confiança das empresas, sinónimo dessa qualidade. Basta abrir um jornal e verificar tudo isto.
Hoje, neste aniversário de quinze anos, pode dizer-se, com a consciência tranquila, que o Jornal “Ecos de Basto” conseguiu os objectivos a que se propôs, baseado no rigor, na informação, na investigação e na isenção.
Muita coisa se poderia dizer… mas hoje o que mais importa, é dar os parabéns aos fundadores do “Ecos de Basto”, e a todos aqueles que estiveram na Direcção em anos anteriores, e aos elementos da actual Direcção, uma equipa jovem que dá garantias dum futuro risonho ao nosso jornal, que irá comemorar por muitos e muitos anos o seu aniversário.
Parabéns, Ecos de Basto!

Por: Fernanda Carneiro

© 2005 Jornal Ecos de Basto - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital. Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.