Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 07-07-2014

SECÇÃO: Reportagem

Equitação, uma modalidade cada vez mais procurada

Centro Hípico regista procura crescente desde 2006
Centro Hípico regista procura crescente desde 2006
Inaugurado em agosto de 2006, o Centro Hípico de Cabeceiras de Basto é o único equipamento público equestre da região.
Contra ‘ventos e marés’ a sua construção teve como principal objetivo valorizar as tradições, os usos e costumes desta terra de Basto, perpetuando na memória a utilização frequente do cavalo como meio de transporte nas tarefas agrícolas, assim como, criar a médiolongo prazo uma ‘plataforma’ de desenvolvimento socioeconómico e turístico, diferenciadora e geradora de dinâmicas e respostas neste setor, ca-pazes de servir o concelho e as terras limítrofes.
Considerado por alguns locais como um projeto ambicioso e audaz, a construção do Centro Hí-pico veio proporcionar aos cabeceirenses, mas também aos milhares de visitantes que anual-mente aqui se deslocam o ‘encontro’ com a prática de diversas modalidades equestres, ao mesmo tempo que acolhe a realização de espetáculos e iniciativas diversificadas, cuja dinamização tem contribuído para promover, divulgar e potenciar as instalações deste equipamento mas, também, do Centro de Educação Ambiental, área onde está implementado, como equipamentos turísticos, desportivos e de lazer de referência no Norte do País.
Volvidos oito anos, a construção do Centro Hípico de Cabeceiras de Basto é uma aposta ganha.
Além das aulas de equitação dispõe ainda, de mais de uma dezena de boxes onde estão alojados diversos cavalos, que ali são tratados e treinados. Por outro lado, a excelência das instalações e o acompanhamento técnico prestado permite o desenvolvimento não só da equitação mas também da modalidade de hipoterapia, assim como, a realização de várias atividades que registam o agrado dos residentes e dos visitantes provindos de vários pontos do país.
O Ecos de Basto foi conhecer o dia-a-dia deste Centro Hípico e esteve à conversa com o monitor de equitação, António Campos, mas também com diversos alunos que semanalmente frequentam aquelas aulas.
António Campos é monitor de Equitação no Centro Hípico de Cabeceiras de Basto há 8 anos. O gosto pelos cavalos e pela equitação levaram-no a fazer formação na área. “Como gosto muito de cavalos, surgiu a oportunidade de entrar no curso. Comecei em Vieira do Minho, passei por Guimarães e depois estive em Alter do Sal, na escola agrária” disse o monitor, acrescentando, “sempre gostei de cavalos e faço deste gosto o meu modo de vida”, ainda que considere que não seja muito fácil, atendendo ao meio onde estamos, mas vai-se aguentando.
O Centro Hípico de Cabeceiras de Basto é o único equipamento público em funcionamento na região. “Agora só falta mudar a mentalidade das pessoas” já que este concelho tem uma grande tradição de cavalos, assente numa equitação mais tradicional referiu o monitor, adiantando que, este centro não está tão vocacionado nesse sentido, nem poderia, porque a equitação evoluiu e nós temos que acompanhar os tempos, mas acredito que, aos poucos, vamos conseguir mudar a forma de olhar para as diferentes modalidades equestres”, afirmou.
As aulas de equitação três dias por semana e ‘cavalos a penso’, são dois dos serviços que o Centro Hípico dispõe. Neste momento o Centro Hípico acolhe 10 ‘cavalos a penso’.
Aqui têm sido realizadas algumas provas, nomeadamente na Feira do Cavalo, as quais são federadas e que requerem uma logística diferente. Também no Centro Hípico, desde o ano passado que há ‘competição’ interescolas.

“Temos alunos capazes de disputar provas nacionais”

Cabeceiras de Basto é um meio pequeno e não se esperava tanta adesão por parte das pessoas para frequentarem as aulas de equitação. “Nunca pensei que em Cabeceiras de Basto tivéssemos tantos alunos. Todos eles são bons” acrescentou António Campos, para quem “infeliz-mente a equitação ainda é um desporto de elite”.
“A equitação é um desporto caro, não quando se pratica num picadeiro e como hobbie, mas quando passamos para a alta competição. Aí as coisas mudam radicalmente. No entanto, graças à existência de um Centro Hípico como este, consegue ser mais acessível. Numa cidade e num privado, não tenho dúvida que muito poucos cabeceirenses tinham condições financeiras para praticar este desporto” salientou António Campos.
Para o monitor de equitação do Centro Hípico de Cabeceiras de Basto, é positiva a multifuncionalidade dos espaços. No caso deste equipamento e ainda que considere que o “Centro Hípico é para cavalos”, António Campos é “apologista que tem de ser um espaço multiusos e que deve ser aproveitado e rentabilizado”, que dê para criar cavalos e dinamizar atividades/modalidades equestres, mas também para fazer festas e promover iniciativas que acabam por “nos dar visibilidade”, disse o monitor, para quem “dos centros hípicos que conheço este foi onde houve menos desistências. Temos mui-tos ‘cavalos a penso’ comparando com outros Centros Hípicos. Além das excelentes condições, o preço é muito razoável” realçou.
O monitor fez ainda um balanço da atividade e dos serviços prestados neste equipamento municipal nos últimos anos que considerou muito positivo, referindo que as perspetivas são animadoras, ainda que estejamos “nu-ma fase em que as pessoas estão a fazer cortes” mas tem esperança de que a situação melhore e que tenhamos “ainda mais alunos”.





Vanessa Fernandes

Frequento o Centro Hípico há 5 anos. O que me motivou foi a novidade. O que me cativou a continuar foi, em primeiro lugar, o ambiente com que fui recebida, pelos funcionários, pelos meus colegas e pelo monitor. Agora é impossível parar. Participo em provas, principalmente em Cabeceiras. Fora do concelho nunca se proporcionou. Acho que este Centro Hípico veio mudar um bocadinho a mentalidade das pessoas em relação à forma como olham para os cava-los, já que tem ótimas condições para que os proprietários e os alunos possam desenvolver a atividade cavalar e o gosto por estes animais. A equitação veio como uma forma de lazer e desporto. Acho que veio para ficar. No momento em que estou a montar é um momento muito meu. Sou eu e o cavalo, mais nada. O animal também tem vontade própria e o que nos cativa é a surpresa por parte dele.
Sempre que posso tento vir cá. Por mim estaria aqui todos os dias. O cavalo nunca nos deixa mal, às vezes somos nós que deixamos o cavalo ficar mal.

Carolina Carvalho

Frequento o Centro Hípico há 5 anos. Acho que o monitor António é muito bom. Desde pequena que gosto de cavalos. Em cima do cavalo sinto-me livre. Este Centro tem ótimas condições. Sou de Mondim de Basto e venho cá todos os fins-de-semana. É um motivo para vir a Cabeceiras de Basto. Pretendo continuar aqui.

Hugo Teixeira

Pratico equitação há 6 anos. Comecei aqui a minha formação no mundo dos cavalos. O bichinho foi criado aqui. Entretanto tive a oportunidade de ingressar no Exército e propuseram-me que eu fosse para um regimento onde tivesse cavalos. Neste momento estou a ter algumas funções no Regimento de Cavalaria N.6 em Braga, estou no comité de cavaleiros do regimento e tenho vindo a realizar algumas provas a nível nacional do campeonato do Exército que, até ao momento, tem corrido bem.
Eu contei com o Centro Hípico na minha vida profissional uma vez que as bases foram daqui. O monitor António Campos é uma pessoa que trabalha de uma forma dedicada, com gosto e tenta, sempre pronto a ajudar de uma forma correta e profissional as pessoas que estão a ter este tipo de formação.
Recentemente classifiquei-me numa prova em Lisboa e espero que este Centro, nos próximos anos esteja no roteiro dos Centros Hípicos de Portugal.
Gostaria de tirar um curso nesta área. No tempo vago presto aqui apoio e estarei sempre dispo-nível para ajudar.
Dentro do meio em que esta-mos este Centro Hípico tem bastantes alunos, tem tido alguma visibilidade e futuramente até com provas de equitação.
Fazer equitação para mim, é algo difícil de explicar, já que é algo que sinto e de que gosto muito.



Nuno Barros

Sou tratador dos cavalos do Centro Hípico. Estou aqui a tempo inteiro há 3 anos. Temos 17 cavalos e 2 burrinhos. É muito bom para Cabeceiras ter um Centro Hípico. Aqui temos utilizadores de Fafe, Mondim e Braga, os restantes são de cá. Este Centro tem as melhores instalações da zona norte e o António é um excelente profissional, bom amigo e ótimo professor. Este Centro Hípico é por isso uma mais valia para o concelho. E é também uma forma de chamar turistas.



Nuno Fernandes

Sou proprietário de dois cava-los. Sou de Fafe. O que me levou a escolher este Centro Hípico foi as instalações e algumas pessoas que cá trabalham. Os cava-los são bem tratados. Além de proprietário também sou aluno e, neste momento, no norte do país, o professor António, além de ser meu amigo, é a pessoa em quem mais confio e é um ótimo monitor. Este Centro é bom para a região e bom para Cabeceiras de Basto. A equitação não é elitista. Depende do patamar em que nos encontramos. Como proprietário e como aluno continuarei aqui. Neste momento se me tirassem os cavalos seria uma pessoa infeliz. Venho cá sempre que posso.




António Basto

Pratico equitação há pouco mais de um ano. Provavelmente sou o aluno menos novo. Tenho o gosto pelos cavalos desde criança. Em Cabeceiras não há uma grande tradição equestre. Este Centro Hípico é o melhor da redondeza.
Enquanto tiver saúde continua-rei a praticar equitação. Este Centro Hípico para Cabeceiras de Basto foi uma ideia muito boa. É bom para o concelho.
Além de um aspeto económico, que acaba sempre por desenvolver o concelho, também tem o aspeto social. É uma terapia.




























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