Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 07-07-2014

SECÇÃO: Breves

Ribeira de Pena
‘De luto.’

2 0 1 4.
Junho.
Quarta-feira.
Vinte e uma horas e cinquenta minutos.
Acabo de perder um Amigo.
Quero dizer-vos que era um Homem de quem ninguém podia dizer mal - não havia um único motivo para isso.
Foi um Homem de quem só se pode dizer bem.
Não é a amizade a falar. É a Justiça a gritar!
O TINO, o Clementino do Manuel do Barreiro, de SEI-XINHOS-CERVA, foi um Homem “às direitas”.
Íntegro.
Amigo. Franco, Leal.
Generoso!
Ainda há dias, como que adivinhando o seu desapare-cimento, o alferes do pelotão em que cumpriu o Serviço Militar, e o tempo de Guerra no Ultramar, em S. Salvador do Congo, foi visitá-lo a casa. Disse que trazia aquele militar no coração, pela sua bondade, disponibilidade e pelo seu permanente sorriso!
Emigrou para França, onde permaneceu pouco tempo, o suficiente para amealhar para construir a SUA casa.
Era um sábio na arte de cultivar os campos e cuidar do gado.
Se tivesse seguido os estudos, para além da Escola Primária, acabaria em cientista, pois todas as suas tarefas como agricultor obtinham resultados brilhantes.
Na sua Adega muita gente matou a sede!
Não o vejo há dez anos.
Mas eu sei que a nossa mútua estima e forte amizade de mais de três décadas era recíproca.
A doença apanhou-o um pouco à falsa-fé.
Resistiu como um herói. A equipa médica reconheceu a sua valentia.
Acaba de morrer um Homem honrado!
E de bom coração!
Era meu AMIGO!
A Morte não pode ter a última palavra!

Mozelos, 25 de Junho de 2014
Luís Henrique Fernandes

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