Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 16-06-2014

SECÇÃO: Informação

Protótipo quadriciclo/bicicleta circulou na antiga Linha do Tâmega

O troço da antiga Linha Ferroviária do Tâmega, no Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe do Museu das Terras de Basto, foi o local escolhido por um grupo de investigadores da Universidade do Minho (UMinho) e da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) para experimentar e dar a conhecer ao público o mais recente protótipo ‘RBA – Rail Bike Adaptor’, uma demonstração que ocorreu no passado dia 28 de maio.
O invento que está já patenteado pretende ser um projeto transversal e estruturante, sendo que o desenvolvimento deste produto promoverá outras iniciativas capazes de valorizar os recursos endógenos de regiões de interesse, detentoras de linhas férreas abandonadas ou em desuso.
Segundo a informação divulgada, durante a sessão de demonstração do projeto (plataforma adaptável para duas bicicletas), o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Dr. China Pereira, a diretora do Museu das Terras de Basto, Dra. Isabel Fernandes, o Prof. Eduardo Beira do programa MIT-Portugal e líder do projeto FOZTUA, os inventores, entre outros convidados, ensaiaram o ‘veículo’ que tem como objetivo possibilitar a utilização de qualquer bicicleta como método de transporte sobre linhas ferroviárias desativadas.
Depois de experimentar o engenho, o presidente da autarquia disse que esta solução desenvolvida pelos investigadores da UMinho e da FEUP “poderá potenciar o espólio existente no Arco de Baúlhe”, afirmando que se trata de uma invenção “interessante, capaz de atrair cabeceirenses e turistas ao Núcleo Ferroviário, possibilitando-lhes uma experiência diferente que é circular (de bicicleta) na antiga Linha do Tâmega, antigamente utilizada pelas automotoras”.
Para o Prof. Eduardo Beira do programa MIT-Portugal, a antiga Linha Ferroviária no Arco de Baúlhe tem boas condições para os turistas desfrutarem deste troço, assim como dos equipamentos e da paisagem que o circundam.
“Aquilo que a experiência internacional, especialmente a Alemanha, me mostra é que este tipo de veículos simples, a pedais, ao longo de trajetos desativados, acaba por ser a solução mais viável e mais sustentável, reproduzindo nos utilizadores aquele sentimento ferroviário de andar em cima de carris”, com a mais valia do Arco de Baúlhe ter uma “lindíssima estação”, considerou Eduardo Beira.
De acordo com o inventor Carlos Nuno Barbosa, o produto foi desenvolvido no ano letivo 2011/2012 no âmbito de três cadeiras do Programa Doutoral em Líderes para Indústrias Tecnológicas promovido pelo MIT-Portugal, com o intuito de valorizar as linhas férreas abandonadas, preservando o património existente.
“Em oito meses foi desenvolvido um protótipo alfa (primeira versão do produto) e depois dos utilizadores o testarem e darem a sua opinião será realizado um protótipo beta, mais refinado e adaptado às necessidades”, avançou o investigador.
O futuro deste projeto está, assim, intimamente relacionado “com o interesse demonstrado pelos municípios e pelas empresas” que operam nas áreas do turismo e do lazer, perspetivando-se “a execução de novos protótipos, cada vez mais aperfeiçoados”.



















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