Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 16-06-2014

SECÇÃO: Opinião

Mais vale prevenir do que remediar... Previna as hérnias discais

Segundo a literatura, é nas idades entre os vinte e os cinquenta anos que a probabilidade de se sofrer de uma hérnia discal aumenta, provavelmente porque é nestas idades em que mais sobrecarregamos as nossas costas e em que estas sofrem um desgaste natural mas, são sobre-tudo consequência de uma sobre-carga súbita ou continua das costas. É óbvio, que nesta fase ativa da vida, também tem influência o tipo de trabalho que exercemos, pois existem trabalhos que exigem mais desgaste a nível da coluna, do que outros, nomeadamente a construção civil, a agricultura, camionista, enfermeiro, secretariado entre tantos outros.
Mas, antes de me prenunciar sobre as hérnias discais propriamente ditas, faria todo o sentido de resumidamente abordar a coluna, que é o elemento que suporta todo o esqueleto, constituindo o ponto de ligação dos músculos das costas. Constituída por trinta e três vértebras alinhadas em forma de “S”, correndo por entre elas a medula espinal, de cima para baixo, as primeiras sete vértebras são as cervicais que unem a cabeça ao corpo; seguem-se as dorsais (doze) e as lombares (cinco) e finalmente da fusão de cinco vértebras nasceu o osso sacro, sendo que as últimas quatro são rudimentares e constituem o cóccix.
São as vértebras que protegem a medula, responsável pela transmissão de impulsos nervosos entre o cérebro e o resto do corpo. Circulando através do canal raquidiano, a medula está presente até à segunda vértebra lombar, aí terminando num feixe de nervos que recebeu o nome de cauda equina. Entre cada uma das vértebras existe um disco, que assegura a elasticidade da coluna, é quando um desses discos se desgasta que acontecem as hérnias.
A sintomatologia pode começar por uma pequena pontada até que se transforma numa dor contínua que não se alivia nem com descanso, nem com analgésicos, no entanto, em muitos casos não se manifesta através da dor contínua, mas a dor começa a irradiar em direção ao braço ou à perna (quando é exercida pressão sobre as estruturas nervosas); conhecida como dor ciática pode oscilar entre um formigueiro ligeiro e dormência até uma intensidade tal que inviabiliza o movimento da perna. Quando os discos afetados se encontram nas vértebras cervicais é provável que a dor se concentre no pescoço cada vez que este é fletido. Além da dor, outras podem ser as consequências de uma hérnia discal: atrofia muscular, fraqueza e flacidez dos músculos, bem como retenção e incontinência urinária. O tratamento consiste em repouso e analgesia, se não resultar pode ser necessário recorrer a uma cirurgia.
Antes que aconteça, o melhor é desde já prevenir.
Mas como?
É necessário, começarmos a ser amigos das nossas costas, evitando o excesso de peso corporal, combatendo a obesidade; mantendo uma postura correta: em pé (cabeça e tronco direitos, peito para fora), quando sentado (costas bem apoiadas, pés assentes no chão, joelhos fletidos em ângulo reto); dormir num colchão firme, mas não demasiado duro ou demasiado mole, a posição mais saudável para dormir é de costas para baixo ou de lado com os joelhos fletidos; a almofada deve encaixar-se entre a cabeça e os ombros, para sustentar a nuca; ao erguer pesos, nunca se dobrar: faça sempre o movimento de levantar e baixar com o tronco direito e sobretudo pratique exercício físico: nadar, caminhar ou andar de bicicleta…
Já sabe, o melhor é prevenir em vez de remediar, neste caso, em vez de tratar. Pense nisso! Seja amigo da sua coluna!

* Colaboradora
Enf. Anabela Rodrigues

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