Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 16-06-2014

SECÇÃO: Informação

Arco de Baúlhe
Museu das Terras de Basto promoveu Memórias do Território «Em volta do Foral» manuelino

Várias visitas ao património cultural, arquitetónico, religioso e imaterial do concelho, integraram o programa do último dia do 4.º Encontro de História Local promovido pelo Museu das Terras de Basto, no Arco de Baúlhe, subordinado ao tema Memórias do Território em «Volta do Foral» Manuelino.
As visitas à Igreja de Santa Senhorinha de Basto, à Casa do Forno, ao Lagar do Azeite no Arco de Baúlhe, um percurso pedonal até à Ponte Velha também no Arco de Baúlhe, bem como, ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos onde teve lugar uma explanação em torno dos monges e a ocupação do espaço e por fim, à aldeia de Travassô, em Abadim, integraram o programa do dia 8 de junho e registaram o agrado dos cerca de cinquenta participantes que compareceram neste segundo dia das Memórias do Território.
Uma iniciativa que teve início no dia 7 de junho, com a apresentação de cinco comunicações, nomeadamente: ‘A Senhorização das Terras de Basto’ por Joana de Sousa, Mestre em História Medieval da Universidade do Porto que nos levou à época medieval dando-nos a conhecer os nomes, as propriedades e outros aspetos dos senhores que então dominavam este território; a segunda comunicação apresentada pela Doutora Paula Bessa, da Universidade do Minho, que nos transportou até ao século XVI para conhecer a Pintura Mural e Pintura Mural na «Terra de Basto», o que é, de que trata e onde existe; as ‘Lamentações sobre a Casa de Avis de António Pereira, Senhor de Basto’ apresentada por Pedro Vilas Boas Tavares, da Universidade do Porto, deram-nos a conhecer um pouco do sentir do erudito humanista detentor da Casa da Taipa; as ‘Virtualidades e complexidades de um típico espaço rural das Terras de Basto no século XVIII. O caso de Basto (Santa Tecla)’, apresentada por Elza Maria Rodrigues de Carvalho permitiu-nos falar sobre a estrutura sociocultural da freguesia de Basto (Sta. Tecla), em Celorico de Basto, assim como, do ordenamento do seu território; a quinta e última comunicação apresentada por Teresa Soeiro, da Faculdade de Letras do Porto abordou os ‘Aspetos de cultivo, preservação e consumo do cereal em Cabeceiras de Basto’, permitindo aos participantes nesta jornada indagar sobre o papel dos diferentes cereais no quotidiano das Terras de Basto desde a época moderna e sobre os meios técnicos de produção, as práticas culturais, os sistemas de colheita e debulha e igualmente sobre o património edificado, nomeada-mente espigueiros e alpendres existentes no território.
O dia terminou com uma visita à exposição «A Arte da latoaria em Cabeceiras de Basto», que está patente ao público no Museu das Terras de Basto e cuja elaboração contou com a colaboração da Doutora Teresa Soeiro.
Segundo informação divulgada, estes encontros de história local são uma importante iniciativa cultural concelhia que, pelo quarto ano consecutivo, reuniu estudiosos, académicos a curiosos e permitiu calcorrear a história, os usos e os costumes de Basto cujas Memórias deixadas no Território nos ajudam a conhecer melhor a terra e as gentes ao longo dos tempos e, neste caso concreto, na época quinhentista, já que se trata de uma das ações inseridas no programa evocativo dos 500 Anos da atribuição do Foral Manuelino a Cabeceiras de Basto (1514).

Mosteiro de S. Miguel
de Refojos a “nossa marca mais forte e identitária”

O edil Cabeceirense, Dr. Serafim China Pereira, presidiu à abertura destas jornadas, nas quais esteve também a Vereadora da Cultura Dr.ª Isabel Coutinho e a Presidente da União de Freguesias de Arco de Baúlhe e Vila Nune, Dr.ª Carla Lousada. No uso da palavra, o autarca saudou os oradores convidados e todos os participantes nesta iniciativa que tem como objetivo dar a conhecer a história, as gentes e o território de Cabeceiras de Basto, território este, que disse, dispor hoje, de uma vasto conjunto de equipamentos que nos distinguem. Destacou no entanto, o Mosteiro de S. Miguel de Refojos, cuja candidatura a Património Cultural da Humanidade será apresentada no próximo mês de setembro e que por si só tem agregado um maior número de visitantes ao concelho assim como permitido conhecer melhor este monumento que considerou a “nossa marca mais forte e identitária”. “Hoje estamos em condições para apresentar a candidatura, pois foram feitas várias obras nos últimos anos, que permitiram requalificar e valorizar o Mosteiro e a sua envolvente”, disse Serafim China Pereira que considerou que esta candidatura é muito importante e caso venha a ser aprovada como espera, será certamente um dos momentos mais marcantes do século XXI para Cabeceiras de Basto, pois trará mais pessoas e mais desenvolvimento para esta terra. Felicitando uma vez mais a organização, desejou aos participantes uma boa jornada.




































































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