Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 16-06-2014

SECÇÃO: Informação

Notícias das Freguesias
Para quando a construção da capela mortuária?

Cavez
O povo de Cavez tem sentido nos últimos dias a falta de uma capela mortuária naquela vila.
Só no espaço de um mês, três cadáveres tiveram que ser depositados na morgue de Cabeceiras de Basto, já que a família das pessoas falecidas não tinha condições para os ter nas suas casas e, em Cavez, por estranho que pareça ainda não existe uma capela mortuária.
A Junta anterior, cujo presidente era o sr. Carlos Boticas Teixeira, ainda chegou a mandar executar um projecto para ver se a mesma era financiada no espaço junto aos quartos de banho públicos que ficam ao lado do Lar de idosos. Porém, esse projecto não viria a ser aprovado, tendo a Junta de Freguesia em colaboração com a Câmara Municipal arranjado uma alternativa, a antiga Sede da Junta, para aí serem feitas obras e poder funcionar enquanto não fosse encontra-da outra solução.
Numa reunião da Assembleia de Freguesia, muito antes das eleições, o problema da Capela Mortuária veio à baila no período antes da ordem do dia, tendo uma grande parte dos elementos da mesma manifestado a sua discordância por o local ficar muito longe da igreja paroquial.
Antes, tinha ficado decidido numa reunião com o povo que a residência paroquial ia sofrer obras de restauro em vez de ser demolida e ficar como parque de estacionamento para automóveis, como era vontade dos responsáveis da igreja.
António Paulo Guerra que desempenhava as funções de primei-ro secretário da Assembleia de Freguesia nas listas do Partido Socialista e pertencia à Comissão Fabriqueira, perante a recusa de que a mesma ficasse na Ferreirinha, onde a Câmara se tinha disponibilizado a colaborar com a Junta nas obras a efectuar, prontificou-se a falar com os senhores padres da freguesia para ver se a mesma podia ficar na residência. Comprometeu-se, também, logo que tivesse uma resposta transmiti-la-ia à Junta de Freguesia. Informação que nunca chegou a ser dada, porque entretanto demitiu-se do cargo que desempenhava e, só uns meses antes das eleições, António Rui Gonçalves Fernandes, membro do Conselho Económico, em conversa com um elemento da autarquia disse que as obras que iria sofrer a residência não contemplavam a construção da capela mortuária, e afirmou: “o sr. Paulo Guerra não manda nada”.
O tempo foi passando e Carlos Boticas Teixeira manteve-se calmo e sereno porque não queria fazer nada contra a vontade do povo. Mas a campanha eleitoral aproximava-se e Paulo Guerra, que tinha deixado o Partido Socialista, aparecia já como candidato à Freguesia de Cavez pelos IPCs e cuja “bandeira de campanha era a construção da referida capela, com a conivência da igreja”. E, para espanto de alguma população, montou logo no local uma grua, dando início às obras sem saber se ia ser eleito.
O candidato pelo Partido Socialista, José Serrão, em face da conversa que tinha tido com o membro do Conselho Económico e por reconhecer que a construção da referida capela era uma obra prioritária para a Freguesia, incluiu no seu programa eleitoral a construção da mesma. Mas, como a campanha eleitoral estava a ficar “ao rubro”, surge a notícia no jornal do concelho, O BASTO, que dizia o seguinte: “PS de Cavez promete construir uma capela mortuária quando já está em construção, no âmbito do programa de remodelação da residência paroquial adjacente à igreja de Cavez. Esta obra de remodelação, que prevê a construção de uma capela mortuária, está num estado avançado de construção”, com a respectiva fotografia do início das obras.
Realizado o acto eleitoral no dia 29 de Setembro de 2013, saiu vencedor António Paulo Guerra. E, a partir da tomada de posse pensou-se que os trabalhos iniciados continuariam a ritmo acelerado como faziam prever os comentários dos membros que faziam parte da lista e apoiantes do vencedor. Porem, parece que tudo não passou de mera propaganda política para enganar o povo da vila de Cavez, porque para já apenas foi colocado o telhado e as obras estão paradas, segundo informações obtidas por falta de verbas.
Entretanto, têm-se realizado alguns almoços e jantares na freguesia com a colaboração do povo para angariação de fundos para as referidas obras. Mas por aquilo que nos têm dito, apesar de toda a boa vontade da população, as verbas angariadas são apenas “migalhas” se tivermos em conta a dimensão da obra.
Depois de tudo o que se passou é caso para perguntar: até quando os habitantes de Cavez vão ter que esperar por uma capela mortuária?

SMJ









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