Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 26-05-2014

SECÇÃO: Informação

Vereador Mário Leite condena ‘Demagogia, populismo e eleitoralismo’

No dia 21 de maio de 2014, o vereador da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, eleito nas últimas autárquicas pela coligação PSD - CDS/PP divulgou uma comunicação a condenar a ‘Demagogia, populismo e eleitoralismo’ que tem vindo a registar-se no concelho e que passamos a divulgar.
“Demagogia, populismo e eleitoralismo. São estas as três vertentes da ação política do IPC ao longo da sua atividade política.
Durante a campanha foi o que se viu.
Depois dela, um deserto de ideias. À míngua de alternativas, à procura de um caminho, trilham um percurso falacioso, de meias verdades, de intriga, de boatos, do diz que disse e não disse.
Procuram, a todo o custo, afirmar-se apenas “do contra”.
Acusam-me de “caucionar” as propostas do PS. Naturalmente, quando estas estão de acordo com os interesses do município e dos munícipes.
Realmente não podem esperar que caucione as suas propostas, até pelo simples facto de não terem ainda apresentado nenhuma que sirva o concelho e os Cabeceirenses.
E todo este frenesim, pelo facto de o PSD ter entendido que não se justifica uma segunda auditoria à gestão da Câmara Municipal, do ano de 2013.
Não quero repetir toda a argumentação que utilizei na declaração política que fiz e na declaração de voto que apresentei, que aliás são públicas, mas não posso deixar de referir alguns pontos mais significativos.
Eu e o PSD estamos acima de qualquer suspeita quanto ao âmbito da proposta de auditoria, já que ao longo dos últimos anos não tivemos qualquer responsabilidade na gestão municipal, feita pelo PS e pelo vereador Jorge Machado. Nada devemos. Nada tememos. Por isso, estivemos muito à-vontade para debater a proposta e sobre ela decidir em consciência.
Esta é a primeira proposta de auditoria às contas e à atividade da Câmara proposta pela oposição, decorrente da aprovação das contas de gerência, em 37 anos de poder autárquico em Cabeceiras de Basto.
Para que isto acontecesse deveria existir um motivo forte, concreto e específico.
Mas o requerimento desta auditoria tem a ver apenas com uma proposta, populista e eleitoralista, do IPC, de solicitar “uma auditoria às contas públicas do município”, inscrita no seu programa eleitoral.
O vereador Jorge Machado foi até corresponsável pela gestão municipal, porque foi vice-presidente da Câmara.
O vereador Jorge Machado, mesmo quando deixou de exercer as funções de vice-presidente da Câmara, continuou a exercer o mandato de vereador do PS até à transição de poderes para o atual executivo.
Ao longo desses anos sempre aprovou todos os documentos de gestão, Planos, Orçamentos (nomeadamente os de 2013, já quando não era vice-presidente), Relatórios de Atividades, Contas de Gerência, e sempre subscreveu as declarações de voto, do PS, que os suportavam.
Em nenhum momento, antes ou depois de deixar de exercer as funções de vice-presidente, deu conta de qualquer irregularidade ou discordância quanto à gestão municipal. Bem pelo contrário, era nas reuniões, do executivo ou da Assembleia Municipal, um caloroso defensor da ordem reinante.
E agora chegado à oposição, há que de forma demagógica, populista e eleitoralista apresentar uma proposta de auditoria que iria auditar o que outra já vai fazer.
O IPC ao propor uma auditoria deveria ter sérias reservas, factos comprovados que fundamentassem a sua proposta. Ao ler-se a proposta, vesse apenas vagas acusações de carácter político, que aliás não são novas, e contra as quais o vereador Jorge Machado sempre se opôs.
Na última reunião do executivo anterior, aquando da aprovação das contas parcelares de 2013, o senhor vereador Jorge Machado teve a oportunidade de perante os seus colegas da bancada socialista, na presença de quem dirigia o executivo, apresentar as suas críticas, as suas dúvidas e, se fosse o caso, requerer uma auditoria, até porque nessa data estava já legitimado pelo voto como futuro vereador do IPC. 
Mas nada disso aconteceu. O vereador Jorge Machado decidiu faltar à reunião e fazer-se substituir por outro vereador da lista do PS e vir agora, seis meses mais tarde e perante quem não esteve nesse executivo, solicitar aquilo que naquela data deveria ter responsavelmente feito.
Este comportamento demonstra bem como o IPC e particularmente o seu líder agem.
Assim, esta proposta de auditoria serve só os interesses políticos, demagógicos, populistas e eleitoralistas, de quem a apresenta e nada abona em benefício da credibilidade política dos autarcas, nem do município e dos cabeceirenses, para os quais constituiria apenas mais um encargo.
Se o IPC e o vereador Jorge Machado conhecem factos ilegais ou irregulares, tinham e têm a oportunidade de os comunicar à auditoria que está aprovada.
Se assim é, tinham e têm o dever de os comunicar às entidades competentes para os procedimentos legais adequados.
Sob pena de esta proposta de auditoria se tornar apenas num ato de irresponsabilidade e de chicana política.
O PSD e eu próprio sempre tomámos posição sobre todas as questões que considerávamos criticáveis e disso demos conta ao longo dos anos, por ocasião da aprovação do relatório de atividades e das contas.
Aliás nessas alturas, nunca vimos esta preocupação por parte do vereador Jorge Machado, que sempre votou e contribuiu para a aprovação das contas e sempre subscreveu as declarações de voto, do PS, que as suportavam.
Eu e o PSD não concordamos com a extemporaneidade desta proposta, muito menos com os fundamentos que a sustentam.
Nada tememos, como nada devemos, mas não estamos disponíveis para validar propostas que são apenas jogadas políticas que em nada acrescentam, nos termos propostos, à auditoria aprovada.
Na política não vale tudo, a política não pode viver de suspeições e muito menos um executivo municipal pode acalentar tal situação, criando a ideia que há ilegalidades, irregularidades ou, mais grave ainda, deixar a suspeição de eventual corrupção. Um executivo municipal não pode patrocinar a “caça às bruxas”.
Se o IPC quiser ser uma força política séria, responsável e coerente tem o dever de apresentar factos concretos, que possam ser averiguados na auditoria em curso.
Do resultado das averiguações cá estaremos para tirar as devidas conclusões e exigir as responsabilidades a quem quer que seja. 
Porém, se o objetivo do IPC é apenas o da chicana política, o de criar suspeições, o de querer deitar areia para os olhos dos cabeceirenses e lama para cima dos demais autarcas, direi claramente que não vou por esse caminho.”

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