Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 05-05-2014

SECÇÃO: Opinião

Um futuro para a Europa

Precisamos de uma liderança para a Europa que respeite os princípios fundadores do projeto europeu e que, simultaneamente, dignifique os países de média dimensão.
A Europa atual vive uma crise de ideologias de esquerda. Os partidos que habitam o círculo do poder convergem para um “pragmatismo centrista”, com o intuito de agregar uma considerável percentagem do eleitorado flutuante que estabelece e define a alternância política. Considerando essa tendência ideológica ao centrismo, o que se exige é que os partidos chamados a governar, isto é, no que respeita à prática política, façam com que subsistam várias diferenças, capazes de determinar um rumo alternativo.
Hoje vivemos sob um ambiente social e político cada vez mais alheio à importância dos valores cívicos, imprescindíveis ao regime democrático. Provavelmente, por-que o presente se transformou num horizonte de desafios. E é nesta realidade que a Europa incorre.
Desde logo, a necessidade de vigurar, simultaneamente, a liberdade e a igualdade. Não a liberdade em sentido restrito, mas antes num plano político e abrangente: um conjunto de liberdades. A par desta orientação, a presença e expressão da igualdade de oportunidades surge também como uma inevitabilidade.
Nesta conformidade, esta via é a única que permitirá em termos futuros proceder a uma distribuição mais equitativa. Há valores e objeticos que devem marcar a agenda política europeia, visando uma sociedade mais solidária e que dignifique todos os cidadãos europeus, incluindo os mais jovens.
Esta é uma responsabilidade que cabe à esquerda democrática.

* Colaborador
João Pacheco

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