Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 14-04-2014

SECÇÃO: Informação

Grupo Folclórico de S. Nicolau festejou 14 anos

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Manuel Martins Pacheco

Presidente do Rancho Folclórico de S. Nicolau - Cabeceiras de Basto 61 anos | GNR aposentado
Ecos de Basto - Como nasceu o Grupo Folclórico de Rancho de S. Nicolau?
Manuel Pacheco - O Grupo Folclórico de Rancho de S. Nicolau nasceu no ano 2000. Tentamos formar um grupo de cantares e conseguimos. Depois surgiu um desafio por parte do então presidente da Câmara Municipal Eng.º Joaquim Barreto para cantarmos as janeiras em 2000 e aceitamos.
Entretanto, muita gente quis fazer parte do nosso grupo e lançámo-nos a formar um Rancho. Tínhamos a noção que nos ia dar muito trabalho e despesa com a aquisição dos trajes, mas lançámo-nos e cá estamos.
E.B. - Como foram dados os primeiros passos e como surgiu a primeira atuação enquanto Rancho?
M.P. - A primeira atuação como Grupo de Rancho Folclórico foi na inauguração da estrada de Busteliberne em 2000 a convite do Eng.º Joaquim Barreto.
Começamos a ser conhecidos como Rancho Folclórico e começaram a surgir os convites. Fomos a Amares e aceitamos vários convites feitos pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto para atuarmos nas diversas festas realizadas. Fomos a Espanha e a França e assim começamos a ser conhecidos. Não fomos a mais lados, porque com a construção da sede o dinheiro não chegava para tudo.
A sede custou 107 mil euros. Pagamos quase 30 mil euros. Ficamos a dever 62 mil euros. De-pois o Eng.º Joaquim Barreto, através de um protocolo estabelecido com a Câmara Municipal, conseguiu apoiar-nos com mais 45 mil euros. A sede é propriedade do Grupo Folclórico de S. Nicolau.
E.B. - O que os motivou?
M.P. - A mocidade de S. Nicolau queria que formássemos o Grupo de Rancho Folclórico, queriam também ser lançados para a ribalta.
E.B. - Por quantos elementos é composto o Grupo?
M.P. - O Grupo é composto por 47 elementos, com idades compreendidas entre os 13 e os 80 anos.
E.B. - Como surgiu a ideia de construir a sede?
M.P. - A sede foi construída em 2011. Pedimos ao senhor Dr. Francisco um bocado de terreno e ele cedeu-nos 530m2. Depois o Dr. Francisco morreu e o herdeiro deu-nos mais um bocado de terreno e construímos a sede, com a ajuda do Eng.º Joaquim Barreto, então presidente da Câmara, que arran-jou o tal protocolo. Sem esse dinheiro nós não conseguiríamos fazer a sede. O protocolo de 45 mil euros foi estabelecido entre o Grupo Folclórico e o Governo com o apoio do Presidente da Câmara de então.
E.B. - Como é que o povo vê as atuações?
M.P. - O povo gosta muito. E a prova disso é que nas nossas atuações temos sempre muito público. O povo vê muito bem o Rancho da sua terra.
E.B. - Quais são os projetos futuros?
M.P. - Como lhe disse anteriormente não podemos fazer grandes aventuras devido à dívida que ainda temos. Mas depois de tudo pago…
Só no ano passado pagamos ao construtor 15 mil euros, sendo quase 12 mil euros fruto do nosso trabalho, de atuações e de poupar. Mas para isso, vamos às atuações com os nossos carros, no bar da sede ninguém toma café sem o pagar, no Natal fizemos um cabaz dado pelas pessoas do grupo, depois foi sorteado e rendeu 330 euros. Toda a gente ajuda muito e o que me vale é isso. Há lá pessoal muito querido e humilde.
Atuaremos sempre que apareçam convites e faremos passeios pelo país a baixo.

No final da entrevista, Manuel Pacheco agradeceu ao Eng.º Joaquim Barreto, à Câmara Municipal, na pessoa do seu Presidente, Dr. China Pereira, à Junta de Freguesia de S. Nicolau (Cabeceiras de Basto) e ao povo da freguesia.













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