Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 14-04-2014

SECÇÃO: Destaque

O ‘Nosso Mosteiro’ a Património da Humanidade foi tema de esclarecimento e debate

Iniciativa atraiu numeroso público à Casa do Tempo
Iniciativa atraiu numeroso público à Casa do Tempo
A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto promoveu no dia 4 de abril, na Casa do Tempo, uma sessão de esclarecimento e de-bate sobre a candidatura do Mosteiro de S. Miguel de Refojos e zona envolvente a património Cultural da Humanidade da Unesco.
A iniciativa que atraiu numeroso público, está inserida num conjunto de ações/encontros a levar a cabo com diversos agentes locais, sejam autarcas, dirigentes associativos, agentes económicos, culturais, educativos, religiosos e população em geral, com o intuito de envolver a comunidade neste pro-cesso de candidatura do ‘Nosso Mosteiro’, monumento histórico de singular valor patrimonial que orgulha todos os Cabeceirenses e com os quais contamos, disse na oportunidade o edil, Dr. China Pereira, para quem esta candidatura só faz sentido se abraçada por todos.

“Mosteiro faz parte
de todos nós”

Coube ao autarca abrir a sessão de esclarecimento e debate, apre-sentar as principais características deste monumento, bem como as motivações desta candidatura que assentam por um lado no seu valor patrimonial, histórico e arquitetónico, por outro, porque se trata de um monumento beneditino diferenciador e de grande referência para as gentes de Basto. Para o Presidente da Câmara, este Mosteiro pode afirmar-se ainda como uma marca cultural do concelho de Cabeceiras de Basto, cuja visibilidade pública será certamente fator de atração de visitantes e consequentemente, gerador de dinâmicas socioeconómicas favoráveis ao desenvolvimento sustentável do território. O autarca referiu que este “Mosteiro faz parte de nós, de todos os cabeceirenses”. A sua candidatura a Património Cultural da Unesco resulta, hoje, da execução de um conjunto de importantes obras de requalificação levadas a cabo quer no edifício, quer na sua envolvente que o vieram valorizar. “À medida que vão sendo realizados estudos em torno do Mosteiro, aumenta o nosso conhecimento e temos cada vez mais consciência da sua importância na região e no Norte de Portugal”, salientou o autarca acrescentando que “as boas acessibilidades e a qualidade de vida existente neste concelho serão atualmente fatores de relevante importância para atrair pessoas a este Mosteiro cuja candidatura a património trará certamente, um certificado de qualidade, implicará um plano de preservação deste bem, permitirá a sua promoção no âmbito do património mundial e será um fator de aproximação da população”. Ciente de que este é um processo moroso, o autarca destacou o orgulho que temos no ‘Nosso Mosteiro’ e que, uma vez envolvidos todos sem exceção, certamente que conseguiremos bons resultados, concluiu o edil China Pereira.
Dr. António Magalhães partilhou experiência
de Guimarães

No uso da palavra, o cabeceirense Dr. António Magalhães, atual Presidente da Assembleia Municipal de Guimarães, partilhou com os presentes a experiência vivida aquando da candidatura de Guimarães a Património Cultural da Humanidade, assim como as exigências e os ‘pontos negros’ que um processo deste envergadura comporta, para o qual considerou fundamental a presença e a envolvência da população. Seguro de que esta ‘jóia’ irá certamente integrar as referências da Unesco, o autarca salientou ainda, a singularidade deste Mosteiro, que nesta candidatura deve ter associado um conjunto de fatores de excelência que caracterizam estes espaços classificados e que exigem rigor na forma de trabalhar e que no seu entender deve passar por uma equipa multidisciplinar e pela dinamização cultural.
S. Miguel de Refojos um dos mais bonitos Mosteiros beneditinos de Portugal

Esta sessão de esclarecimento e debate contou igualmente, com a presença do Frei Geraldo Coelho Dias, estudioso da Ordem de S. Bento, que após enaltecer a notável obra de recuperação desenvolvida nos últimos anos neste Mosteiro e na zona envolvente, classificou o monumento como ‘A Jóia do Barroco em terras de Basto’. Para o Frei Geraldo - que fez uma abordagem às datas históricas mais relevantes e marcantes da existência deste Mosteiro, assim como a importância alcançada ao longo dos séculos - o Mosteiro de S. Miguel é um dos Mosteiros Beneditinos mais bonitos de Portugal pelas suas particularidades e grande beleza artística.

Obras e atividades acrescentaram valor
ao Mosteiro

Após um período de debate, coube ao Presidente da Assembleia Municipal de Cabeceiras de Basto, Eng.º Joaquim Barreto, encerrar a sessão, agradecendo a presença de todos quantos se deslocaram à Casa do Tempo. Ao apadrinhar esta candidatura, o autarca lembrou e agradeceu a todos os que ao longo dos tempos ajudaram a fazer a história deste Mosteiro de S. Miguel de Refojos, assim como, aqueles que mais recentemente colaboraram na valorização e requalificação do monumento e das suas zonas envolventes. No uso da palavra referiu também algumas das importantes obras levadas a cabo no edifício e nas zonas envolventes. No edifício destacou algumas intervenções físicas nomeada-mente na Igreja (telhado, coro alto, órgão de tubos, zimbório, Núcleo Museológico de Arte Sacra e recuperação de telas), na Câmara (telhados, soalhos, caixilharias, auditório, ouvidoria, claustros, cuja obra ainda está em curso), apoio na beneficiação do Externato S. Miguel de Refojos e requalificação das zonas envolventes, nomeada-mente na Praça da República, na recuperação de parte das antigas casas dos caseiros hoje Casa do Tempo, bem como na criação do Parque do Mosteiro e da criação do Parque Urbano ao longo da Ribeira de Penoutas.
Estas foram algumas das muitas outras obras e atividade promovidas em torno deste monumento, que hoje, lhe acrescentaram valor e criam condições favoráveis para a sua candidatura a Património Cultural da Unesco.
O autarca terminou, felicitando a iniciativa do edil Cabeceirense, Dr. China Pereira e corroborando da sua opinião de que esta é uma candidatura que se pretende inclusiva, que exalta a nossa história e a nossa memória e como tal nos projeta no futuro.









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