Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 24-03-2014

SECÇÃO: Informação

Dia da Mulher assinalado em Cabeceiras de Basto

A tertúlia ‘Sim. Sou Mulher’ assinalou, na noite de 6 de março, as comemorações do Dia Internacional da Mulher, data festejada oficialmente a 8 de março. A iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto realizou-se no auditório da Biblioteca Municipal Dr. António Teixeira de Carvalho, no Arco de Baúlhe, tendo como convida-das a professora Maria do Céu Caridade, diretora do Agrupamento de Escolas de Cabeceiras de Basto; a arquiteta e empresária Mónica Vaz; a fisioterapeuta Carla Lousada, também ela presidente da União de Freguesias do Arco de Baúlhe e Vila Nune; e a diretora artística do CTCMCB – Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Joana Veloso, que partilharam com a plateia os seus trajetos e projetos da vida pessoal e profissional, colocando em evidência os vários papéis desempenhados enquanto mulheres, mães e profissionais.
A tertúlia ‘Sim. Sou Mulher’ teve lotação esgotada, uma plateia composta maioritariamente por mulheres mas à qual não faltou também a presença masculina. A sessão foi muito participada, animada e descontraída, motivando a boa disposição e as emoções entre os presentes.
No arranque da sessão, a vereadora da Cultura, Dra. Isabel Coutinho, desafiou as oradoras convidadas a partilharem os seus percursos de vida, afirmando que é possível ser mulher, ter objetivos bem definidos e estar à frente de determinados cargos em pé de igualdade com os homens. E destacou: “as mulheres quando agarram verdadeiramente os projetos têm uma força inimaginável”.

“Nada na vida é resultado do acaso pois tudo depende da nossa força, da nossa vontade e da nossa determinação” – China Pereira

A finalizar o ciclo de tertúlias ‘Sim. Sou Mulher’, o presidente da Câmara Municipal, Dr. China Pereira, saudou os presentes, destacando que “todos somos fruto das nossas experiências e vivências” e que “nada na vida é resultado do acaso pois tudo depende da nossa força, da nossa vontade e da nossa determinação”.
Considerando que vivemos num mundo cada vez mais competitivo mas onde a cumplicidade é mútua entre homens e mulheres, China Pereira disse que “quantas mais experiências tiver-mos ao longo da vida mais ricos ficamos”.
E terminou: “o mundo vai-se construindo e é feito de vontade e de mudança, competindo a cada um de nós, com o nosso esforço, contribuirmos para que esse mundo que queremos construir seja cada vez mais igual para todos – homens e mulheres”.
A iniciativa encerrou com a declamação do poema ‘Calçada de Carriche’ de António Gedeão, interpretado pelas jovens do CTCMCB, e com a entrega, a todos os participantes, de uma flor para assinalar o Dia Internacional da Mulher.



Testemunhos de vida...

A professora de Biologia Maria do Céu Caridade, natural de Montalegre e diretora do Agrupamento de Escolas de Cabeceiras de Basto, falou da sua geração e das dificuldades que sentiu quando saiu da sua aldeia para estudar fora, na cidade. Falou das “excelentes” influências do seu avô, do pai emigrante e da mãe que era a cuidadora do lar, assegurando que se tornou uma pessoa exigente, não só a nível profissional, como pessoal. Tendo crescido num contexto de “muito trabalho”, Céu Caridade assegurou que “temos de nos adaptar àquilo que verdadeiramente queremos”.




Carla Lousada é fisioterapeuta e é hoje a única mulher eleita presidente de Junta no concelho de Cabeceiras de Basto. Confessou que nunca viu na escola uma grande paixão/vocação mas quando se interessou verdadeiramente por um curso, dedicou-se de corpo e alma e hoje dedica-se a uma área da qual “gosta muito”. Confessando que “de política não tinha nada”, disse que decidiu aceitar o desafio que lhe foi proposto porque “gosta muito da sua terra. Achei que tinha o dever de dar esse contributo à terra que me viu nascer – Arco de Baúlhe”.





Arquiteta de formação, Mónica Vaz é hoje empresária no setor agrícola em Cabeceiras de Basto. Natural de Cascais, Mónica veio para Cabeceiras de Basto fazer um estágio e decidiu, com o marido, abrir um gabinete de arquitetura. Sete anos mais tarde, fruto do desinvestimento, fez uma pós-graduação em Geologia e decidiu, com o marido, avançar para um novo projeto ligado ao setor agrícola, mais concretamente às ervas aromáticas e medicinais. Para ela, a sua geração “tem de se agarrar à mudança” pois hoje “não há cursos para a vida, nem profissões para a vida. Realçou que “nunca se sentiu diferenciada por ser mulher”.

A diretora técnica do CTCMCB – Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Joana Veloso, tinha o sonho de ser médica mas uma experiência de verão no teatro levou-a a fixar raízes no mundo das artes levando-a hoje a afirmar: “gosto muito do que faço”. Descobriu que era nos bastidores do teatro onde se sentia como ‘peixe na água’, uma vocação que lhe já lhe garante uma bagagem de oito anos nas funções de direção técnica e coordenação de oficinas de construção de cenários, figurinos e adereços. Assume que “sempre fez tudo sozinha” e que nunca esperou que os outros fizessem as coisas por ela. Em Cabeceiras de Basto há três anos com o aliciante projeto de teatro comunitário, Joana Veloso garante que o CTCMCB é uma “verdadeira equipa” e que nunca sentiu qualquer discriminação pelo facto de ser mulher.




































































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