Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 03-03-2014

SECÇÃO: Espaço Europeu

Os jovens e as eleições para o Parlamento Europeu (25 de Maio)

Este artigo é dedicado aos mais jovens.
Aqueles que vão votar pela primeira vez nas próximas eleições europeias (25 de maio) e para quem, as oportunidades criadas pelo Erasmus, a possibilidade de, estudar viver ou trabalhar noutro pais da União Europeia sem qualquer discriminação, a possibilidade de usar o euro-a nossa moeda- em 18 países, a possibilidade de viajar no espaço Schengen sem controlo de fronteiras,são alguns dos direitos adquiridos muitas vezes pouco valorizados. Tudo isto merece ser valorizado porque, foi construído paulatinamente com muita negociação ,fruto da vontade e da necessidade de ter uma Europa unida e solidária.
Esta realidade de construção europeia tem de continuar e, para que tal aconteça, é importante que o próximo Parlamento Europeu, que está no centro da negociação e da aprovação da legislação comunitária através do processo legislativo ordinário em parceria com o Conselho, seja constituído por deputados imbuídos deste espírito. O voto é a possibilidade que nós temos de contribuir para que tal aconteça.
Para os jovens votantes entenderem o que mudou no nosso país, desde que aderimos à então CEE,aconselhamos uma conversa com os mais velhos.
Podem,por exemplo, perguntar aos mais velhos o que significava uma simples ida a Espanha para comprar chocolates,com a inevitável perda de tempo na fronteira devida aos controlos,feitos por vezes com arrogância,pela guarda civil. Por outro lado, como a moeda era diferente, havia a necessidade de comprar pesetas com os custos cambiais e a perda de tempo inerente. No regresso nova paragem na fronteira para verificar se as compras não tinham sido exageradas.
Podem também perguntar o que significava ir trabalhar para outro país da Europa, muitas vezes clandestinamente e com tratamento discriminatório.
Podem ainda perguntar como era o nosso país a nível de hospitais,escolas, rede de transportes, esperança média de vida, qualidade ambiental, tratamento de resíduos etc…
Tudo mudou, porque hoje somos cidadãos da UE,e a Europaé o nosso lar.
Apesar da realidade ser hoje muito diferente,com ganhos evidentes a todos os níveis, a Europa ainda é, para muitos,uma realidade algo distante e desconhecida, especialmente a União Europeia e as suas instituições , ou seja, a união de países europeus que decidiram traçar um destino comum e as instituições que tem levado a cabo este processo em articulação com as autoridades nacionais..
Nada mais errado porque a Europa somos nós!
Estamos no seio de uma União Europeia que tem encontrado resposta para as mais diversas situações, inclusive a crise , numa posição geoestratégica muito interessente , verdadeira charneira com África, Américas e Oriente.
O comércio entre os países da UE aumentou –devido à criação do mercado interno europeu com 500 milhões de pessoas - de 800 mil milhões de euros em 1992 para 2,54 biliões de euros em 2010.
A UE estabeleceu a livre circulação no seu mercado interno.Um cidadão de Braga tanto poderá viver ,estudar ou trabalhar em Ponte de Lima , Roma, Londres ou Varsóvia como se fosse no seu país de origem,como em Linz ou Insbruque.
Viajar na Europaé atualmente muito simples. Entre a maioria dos Estados europeus,já não existem controlos fronteiriços.Através do Acordo de Schengen, a UE suprimiu os controlos fronteiriços entre os Estados. Na prática, na UE, pode viajar-se desde o Cabo Norte até à Sicília sem um único controlo fronteiriço.
Só a Grã-Bretanha e a Irlanda constituem uma exceção. Além disso, a Bulgária, a Croácia, a Roménia e Chipre ainda não aderiram ao Acordo.
Viajar de avião tornou-se muito mais barato porque a UE extinguiu os monopólios das companhias nacionais e autorizou a concorrência.Agora, é possível voar para a França, a partir da Polónia com uma companhia aérea britânica.
Além disso, foram reforçados os direitos dos passageiros. Quem não for autorizado a embarcar devido a sobrelotação ou faltar a um compromisso devido a um grande atraso tem direito a uma compensação.
Quem viaja, pode ter o azar de adoecer nas férias ou ter um acidente. Nesse caso, é bom poder receber tratamento médico nas mesmas condições dos nacionais do país onde se encontra, muitas vezes gratuito como se verifica em muitos países europeus.Para que isso aconteça, basta apresentar o Cartão Europeu de Seguro de Doença— e pode concentrar-sena recuperação da saúde, sem quaisquer outras preocupações.
Para terminar recordamos que, os telefonemas para o estrangeiro, a partir dos telemóveis, tornaram se mais baratos -com a redução do “roaming”-por decisão do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia.
A Europa somos nós e é importante prosseguir o caminho de construção europeia , da paz, do bem estar económico e social, votando nas próximas eleições europeias.
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Por: Abraão Veloso

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