Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 03-03-2014

SECÇÃO: Desporto

Autarcas de Basto exigem conclusão da Variante do Tâmega

As Câmaras Municipais de Cabeceiras, Celorico e Mondim de Basto exigiram no passado dia 18 de fevereiro a conclusão de 9,7 quilómetros da Variante do Tâmega, ligação prometida após o encerramento da linha férrea há 30 anos, divulgou a agência Lusa.
Devido ao impasse em que se encontra esta estrada, as autarquias solicitaram uma audiência, com caráter de urgência, ao ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro.
De acordo com as declarações do presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Dr. China Pereira, à Rádio Voz de Basto, “este é, de facto, um investimento estruturante para a região de Basto”. E recordou: “a construção da Variante do Tâmega foi prometida quando foi desativada a linha ferroviária do Vale do Tâmega e nós estamos à espera há 30 anos que essa infraestrutura seja construída pois acreditamos que a variante é uma via fundamental para que as pessoas se possam deslocar facilmente em toda a região”, no que se refere às ligações à A7 e à A4, mas também melhorando a mobilidade das pessoas dentro da própria região.
“Acredito sinceramente que os governantes sejam sensíveis aos apelos dos autarcas da Região de Basto e esperamos que tenham palavra”, afirmou China Pereira, assegurando que “só conjugando esforços é que nós podemos promover a nossa região”.
De acordo com o autarca, “isoladamente não conseguiremos alcançar os objetivos a que nos propomos e, sendo este um equipamento supraconcelhio, os quatro concelhos da região de Basto serão certamente beneficiados”.
Em causa está a conclusão de 9,7 quilómetros da Variante do Tâmega, entre Celorico de Basto e a vila do Arco de Baúlhe, em Cabeceiras de Basto. Refira-se que esta estrada já liga, desde 2002, Amarante a Celorico de Basto numa extensão de 17 quilómetros.
Segundo afirmou à agência Lusa o presidente da Câmara de Mondim de Basto, Humberto Cerqueira, “os fundos de coesão do próximo Quadro Comunitário de Apoio são a última oportunidade para financiar estas ligações, indispensáveis para o desenvolvimento desta região”.
O autarca referiu que a negociação sobre os próximos fundos comunitários ainda está em curso entre o Estado português e a União Europeia e que, apesar das infraestruturas rodoviária já não serem consideradas prioritárias, haverá disponibilidade para “financiar algumas situações que foram ficando para trás e são importantes para algumas regiões e nós temos mesmo necessidade de fazer esta ligação que é absolutamente fundamental”, realçou.
O autarca alertou para a “falta de cumprimento” do protocolo celebrado em 1984, entre o município de Celorico de Basto e o então denominado Ministério do Equipamento Social, onde ficou estabelecido que, como contrapartida pelo encerramento da via-férrea do Tâmega, aquele ministério assumia a construção de uma Variante à Estrada Nacional (EN) 210.
Encontra-se também por executar, de acordo com Humberto Cerqueira, a ligação a Mondim de Basto, que corresponde a cerca de três quilómetros, e cuja principal obra passa pela construção de uma ponte sobre o rio Tâmega com 350 metros de extensão.
Em julho de 2010, foi assinado um protocolo entre a EDP, a Estradas de Portugal e o Município de Mondim de Basto, que assegurava a concretização desta obra, no âmbito da construção do Aproveitamento Hidroelétrico de Fridão. “Só que, neste momento, face ao impasse em que se encontra esta barragem, nós não sabemos se é possível construir esta ligação com base nesse protocolo. Portanto o que nós queremos é que o Governo atenda à nossa preocupação”, frisou.
A conclusão da denominada Variante do Tâmega permitirá a ligação entre dois “eixos rodoviários fundamentais” no norte do país, o Itinerário Principal 4 (IP4) e a Autoestrada 7 (A7).

© 2005 Jornal Ecos de Basto - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital. Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.