Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 03-03-2014

SECÇÃO: Opinião

Estranho

Há comportamentos que nos deixam espantados, boquiabertos, estarrecidos e sem resposta às nossas próprias dúvidas.
O jornal Ecos de Basto tem estado nos últimos dias no centro das atenções porque um movimento dito independente, liderado pelo anterior vereador e vice-presidente da autarquia Cabeceirense, se lembrou de questionar, recentemente, a Câmara Municipal sobre os motivos pelos quais a publicidade institucional, ao longo dos últimos anos, foi apenas publicada neste jornal.
Chegou ao meu conhecimento que aquele movimento até solicitou ao presidente da Câmara mapas sobre os mo-tantes pagos referentes à publicidade de editais, avisos e outros. E chegou também ao nosso conhecimento que a Câmara Municipal não só forneceu a listagem de todos os montantes pagos, como fez chegar àquele movimento a relação das ordens de pagamento, curiosamente assinadas na sua maioria pelo vice-presidente de então, a mesma pessoa que agora quer saber quanto foi pago ao Ecos de Basto. Espantado? Ou nem por isso!
Pela minha parte, a razão do espanto tem necessariamente a ver com o facto de não conhecer qualquer reserva por parte daquele autarca na escolha do Ecos de Basto, enquanto teve responsabilidades políticas na gestão da Câmara Municipal, conhecendo-se até posições de alguma hostilidade quanto à concorrência. Agora percebemos todos o quanto - o próprio e também os seus apoiantes - estão incomodados com o passado.
Ou eu me engano muito ou isto tem a ver com aquilo a que um canal humorístico cá do burgo chamou de “independentizado”. É que o jornal concorrente tornou-se recentemente independente, ou seja, foi toma-do por um grupo de apoiantes do referido movimento. E por tal motivo convirá com certeza assegurar, desde já, que o futuro lhes seja um pouco mais risonho.
A coisa está tão independentizada que até a sede do editor, apesar da mudança, continua no Largo (?) Barjona de Freitas, bem mais próximo de outros protagonistas.
Enquanto colaborador do jornal Ecos de Basto fico estarrecido com a repentina preocupação do líder daquele movimento.
E como a liberdade de pensamento é um bem que jamais alguém poderá roubar-me, estou convencido que esta atitude faz parte da estratégia política de um grupo de pessoas que rapidamente se esqueceram de um passado, não muito distante, de que fizeram parte integrante e que têm tantas ou mais responsabilidades que aqueles que se mantêm fiéis a princípios e valores professados há muito tempo.
Quanto ao jornal Ecos de Basto espero que continue o seu caminho, com ou sem publicidade institucional, porque, tanto quanto sei, também nunca andou pelas portas a pedila em regime de exclusividade.
As coisas que a gente topa!

MM

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