Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 10-02-2014

SECÇÃO: Informação

UCC organiza sessão informativa ‘prevenir e cuidar solidário’

No passado dia 4 deste mês realizou-se, no Audi-tório Municipal Ilídio dos San-tos, uma sessão de esclarecimentos intitulada “prevenir e cuidar solidário”, no âmbito do Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, uma iniciativa foi organizada pela Unidade de Cuidados Continuados de Cabeceiras de Basto (UCC).
Cerca de 50 pessoas estiveram presentes na sessão de informação que foi dirigida a todos os prestadores de cuidados continuados de doentes oncológicos, beneficiários do RSI e famílias de acolhimento da área geográfica do concelho de Cabeceiras de Basto, bem como, a população em geral.
A abrir a sessão, a enfermeira Cidália Pereira salientou a importância dos doentes e familiares estarem informados acerca do cancro. Nas suas palavras, a enfermeira salientou: “acha-mos necessário trazer aqui esta iniciativa para vos dar informação e cabe aos profissionais ajudar-vos a encarar a doença de frente e sem medo”, disse concluindo: “esperamos que no final saiamos daqui mais ricos e com mais saúde em termos de conhecimento”.
Ao longo da manhã foram abordados temas como a prevenção e rastreio, o doente oncológico/prestador de cuidados, o olhar do enfermeiro de família, os recursos de proximidade e os direitos gerais do doente oncológico.
O cancro é a segunda causa de morte em Portugal e é sobretudo no norte onde são registados mais casos.
Na sua intervenção, a enfermeira Anabela Rodrigues alertou para “a maioria dos cancros que aparecem por alterações do estilo de vida e por comportamentos errados, se assim lhe podemos chamar” e sublinhou: “determinados fatores de risco aumentam a probabilidade de uma pessoa vir a desenvolver cancro, independentemente de ter alguém na família ou não”.
O envelhecimento, uma dieta pobre em legumes e fruta, o tabaco, o álcool, excesso de peso, sedentarismo, luz escolar e bactérias e vírus, nomeadamente, o vírus do papiloma humano, estes são dos principais fatores para o ser humano vir a desenvolver o cancro.
“Mais vale prevenir do que remediar” citou a enfermeira Anabela o ditado sobre a prevenção do cancro que revela o quão é importante prevenir. E rematou: “se um tumor for detetado precoce-mente, há estudos que revela que o tratamento é mais eficaz”.
Refira-se que a prevenção e rastreio são das principais estratégias de luta contra o cancro.
Na sequência do programa, a enfermeira Andreia Vieira falou sobre o doente oncológico e prestação de cuidados, olhar de enfermeiro de família.
Na sua alocução, a Andreia Vieira destacou que com o progresso a nível da medicina “podemos ter uma vida longa tendo doença oncológica. Podemos ter alguma qualidade de vida devido aos tratamentos e às técnicas que nós temos hoje em dia”.
A família, ou família de acolhimento, tem um papel importante na vida dos doentes oncológicos. De acordo com a enfermeira, “a vida do doente vai mudar e não se vai sentir bem com esta nova situação. A vida de quem rodeia um doente oncológico também muda”.
Em casos de cancro na família, as crianças devem estar sempre informadas pois “é importante falar com as crianças e explicar-lhes o que se passa, é necessário que elas participem na nova vida da família” acrescentou.
Os cuidados paliativos baseiam-se nas necessidades dos utentes e cuidadores. Estes cuidados têm como componentes essenciais o alívio de sintomas, o apoio psicológico, espiritual e emocional, à família e durante o luto.
Se a família não estiver integrada não há cuidados paliativos e o principal objetivo destes Cuidados é reduzir o sofrimento. E finalizou: “qualquer pessoa tem direito aos cuidados paliativos, e não tem de ser só os doentes oncológicos”.
Também a enfermeira Ana Isabel Magalhães, que representa a equipa coordenadora local dos cuida-dos continuados que tem uma área geográfica que abrange as áreas de Guimarães, Taipas, Vizela, Fafe, Cabeceiras de Basto e Mondim de Basto, falou sobre os recursos de proximidade.
Todos os utentes que são encaminhados para os cuidados continuados têm de passar por esta equipa que está sediada no Centro de Saúde de Cabeceiras, sendo constituída por três enfermeiros, três médicos, um assistente social e uma técnica administrativa.
“Felizmente os cuidados continuados vieram fazer a ponte entre o hospital e o domicílio e é mais um recurso a que todos temos direito”, sublinhou.
Há duas formas de aceder aos cuidados continuados: ou os utentes são referenciados pelo hospital ou pelo seu médico de família.
A sessão contou também com a presença da Dra. Carla Fernandes, assistente social do Gabinete do Cidadão no Centro de Saúde que falou sobre os direitos gerais dos doentes oncológicos.
Os doentes têm vários direitos nomeadamente no serviço nacional de saúde, segurança social e nas finanças.
É importante salientar que, para obterem estes benefícios, os doentes têm de apresentar os atestados assinados pelo Delgado de Saúde, Fátima Dourado.
No final, procedeu-se a uma sessão de esclarecimentos na qual os utentes puderam levantar questões aos oradores.








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