Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 10-02-2014

SECÇÃO: Informação

Município Cabeceirense divulga programa comemorativo dos 500 Anos do Foral Manuelino

O Município de Cabeceiras de Basto apresentou no dia 7 de fevereiro, o pro-grama comemorativo dos 500 anos de atribuição do Foral Manuelino a esta terra de Basto (1514-2014).
No auditório da Casa do Tempo (edifício municipal cuja assinatura é ‘Conhecer é Lembrar’) repleto de autarcas, convidados e população em geral, foram igualmente apresentadas ao público a comissão organizadora (cuja constituição foi aprovada em reunião camarária de 16 de maio de 2013) de que fazem parte os Presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal, a vereadora da Cultura Dr.ª Isabel Coutinho, os cabeceirenses professor Doutor Luís Vaz e Dr. Manuel Gonçalves e as técnicas Fátima Oliveira e Alzira Barreto, bem como a comissão científica (aprovada em 12 de setembro de 2013) que integra ilustres cabeceirenses e académicos como Dr. Duarte Nuno Vasconcelos, Dr. Francisco Freitas, Prof. Doutor Francisco Queiroga, Dr. Guilherme Galvão, Mestre Helena Alvim, Dou-tora Isabel Fernandes, Dr. José da Costa Oliveira e Prof.ª Doutora Odete Afonso.
O Presidente da Câma-ra, Dr. Serafim China Pereira, procedeu à abertura desta sessão solene, no decorrer da qual deixou uma palavra de agradecimento aos membros que integram as referidas comissões das Comemorações, que aceitaram esta missão que a Câmara Municipal lhes confiou participando de forma desinteressada e colaborando no aprofundamento do estudo da nossa história enquanto Município.
“Celebrar quinhentos anos de um acontecimento histórico, como o da atribuição do Foral por D. Manuel I, em 5 de outubro de 1514, é um momento alto da nossa vida coletiva”, realçou o autarca que nos próximos meses pretende “lembrar a efeméride realizando um conjunto de eventos específicos de comemoração utilizando o tema do Foral nas iniciativas e ações que constituem a habitual agenda cultural do Município”.
O edil cabeceirense disse ainda que esta efeméride pode igualmente servir de mote para pensar e refletir sobre a Instituição do Poder Local e a sua importância no desenvolvimento equitativo e equilibrado dos territórios e das comunidades, capaz de proporcionar uma melhor qualidade de vida e bem-estar às populações e cujo patamar já alcançado resultou do trabalho abnegado de muitos autarcas e outros agentes realizado nos últimos 40 anos.
O edil findou a sua inter-venção destacando dois grandes desafios culturais a levar a cabo em 2014 neste concelho, nomeada-mente, as comemorações dos 500 anos do Foral e a apresentação da Candida-tura do Mosteiro de S. Mi-guel de Refojos a Patrimó-nio Cultural da Humanidade da UNESCO, eventos para os quais apelou o maior empenho e envolvimento de todos os cabeceirenses.
Após a apresentação da comunicação “Os Forais Manuelinos – paradoxos de uma política de des-centralização” pelo cabeceirense Professor Doutor Luís Vaz, durante a qual deixou algumas reflexões sobre as motivações que estiveram na génese desta importante decisão de D. Manuel I, o Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto (CTCMCB), apresentou uma bela encenação, destacando momentos importantes da história coletiva local ao longo dos cinco séculos que medeiam 1514-2014.
No decurso desta sessão solene, foi igual-mente apresentada ao público a agenda anual do Foral intitulada ‘Cabeceiras de Basto na época quinhentista’, bem como, o programa comemorativo dos 500 anos da atribuição do Foral a Cabeceiras de Basto.

Cinco século após a atribuição do Foral

Finda a apresentação do programa, o encerramento desta sessão solene de abertura das comemorações do 500 Anos do Foral Manuelino coube ao Presidente da Assembleia Municipal, Eng.º Joaquim Barreto, que começou por saudar todos os presentes, enaltecer a forma como estão a ser concretizadas estas comemorações a que a Câmara anterior deu forma, com a constituição das duas comissões e com a conferência ‘500 Anos do Foral de Cabeceiras de Basto: História e memória’ proferida pelo conterrâneo Professor Doutor Luís Vaz em 10 de junho de 2013, que marcou o arranque da efeméride.
O autarca referiu ainda que “assinalar cinco séculos após a atribuição do Foral é uma data muito importante para mobilizar os cabeceirenses em torno da nossa história e da nossa identidade, refletindo sobre o passado e a importância destes eventos, que se pretende, se projetem no desenvolvimento de Cabeceiras de Basto”. Acrescentou ainda, que nos últimos 20 anos, muitas pessoas trabalharam e estiveram envolvidas num projeto coletivo de desenvolvimento apenas e só para servir a sua terra ou para colaborar na valorização cultural concelhia, disponibilizando os seus conhecimentos técnicos, científicos ou intelectuais ao serviço de Cabeceiras de Basto, cujo envolvimento direta ou indiretamente muito contribuiu para o progresso desta terra. O Presidente da Assembleia Municipal exemplificou a Casa do Tempo como um desses projetos, abrangentes e emblemáticos para o concelho, que projeta as memórias dos nossos antepassados e divulga as potencialidades do nosso território no presente, enquadrando a nossa ação num futuro que queremos, continue na senda do progresso e do desenvolvimento.
Por fim, e após felicitar todos quantos ajudaram a idealizar este programa comemorativo, o autarca desafiou os presentes, mas também, as entidades, as coletividades e a população em geral a envolverem-se nestas comemorações dos 500 anos da atribuição do Foral Manuelino a Cabeceiras de Basto, que considerou ser uma importante data para que os cabeceirenses em geral e jovens em particular, conheçam a história da sua terra e a transmitam às gerações vindouras. Temos essa responsabilidade de procurar envolver todos, frisou o Eng.º Joaquim Barreto, garantindo que desta forma estamos a prestar um bom serviço à nossa terra.

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