Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 20-01-2014

SECÇÃO: Informação

As artes da vida de Mário José Teixeira

Mário Teixeira com a obra 'Feliz Depressão'
Mário Teixeira com a obra 'Feliz Depressão'
Em 2013, na Casa da Cultura de Cabeceiras de Basto, Mário Teixeira lançou o seu primeiro livro de BD/Cartoons ‘Tamos Tramados’, tendo já preparado outro trabalho que aguarda publicação.
Mário Teixeira é membro fundador da primeira Associação de Cartunistas de Portugal (FECO Portugal), tendo sido nomeado Embaixador Honorário pelo Concelho de Granada e Departamento de Turismo de Granada, Espanha, no âmbito da participação, como cartunista convidado da 2ª Mostra de Humor de Granada.
'Vagabundo', Óleo sobre tela
'Vagabundo', Óleo sobre tela
Convicto “amante” das artes em geral e dos livros de arte, Mário Teixeira considera-se uma pessoa “versátil” e “brincalhona” que também gosta de escrever, neste caso prosa.
As pinturas da sua auto-ria, cuja preferência é a pintura a óleo, são assinadas com o pseudónimo ‘Olivo’. Gosta de pintar “o ser humano e animais” mas a sua participação em Bienais levou-o também a enveredar pelo ‘Lixarte’ – uma “inovação da arte através de montagens” que resulta do reaproveitamento de todo o tipo de materiais de desperdício (restos) que dão origem a magníficas obras.
'Guerreiro de Basto' escultura em pedra (seixos rolados) e ferro
'Guerreiro de Basto' escultura em pedra (seixos rolados) e ferro
Na sua vida considera que “tudo aconteceu por acaso”, um feliz acaso que recentemente o levou até ao Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, com o qual tem colaborado nas mais diversas vertentes, seja ao nível cénico, seja ao nível das Oficinas de Interpretação Teatral.
Na época natalícia, Mário Teixeira foi desafiado pela Casa do Tempo a criar a Árvore de Natal, tendo sido ele também o autor do Presépio do Município que esteve em exibição junto ao Mosteiro de S. Miguel de Refojos, ex-líbris do concelho, sediado em pleno centro da vila.
Capa do Livro 'Tamos Tramados'  de Mário José Teixeira
Capa do Livro 'Tamos Tramados' de Mário José Teixeira
Com recurso à lenha das podas, Mário criou uma admirável árvore de Natal gigante, assim como um trenó e as renas do Pai Natal, que estiveram em exposição na Casa do Tempo. Também com recurso a madeira, Mário criou o Presépio Municipal, instalações que lhe deram reconhecimento e possibilitaram a concretização de novos desafios, como o caso do ‘fabrico dos enchidos’ e da construção do porco que deverá concretizar no âmbito da Festa da Orelheira e do Fumeiro de Cabeceiras de Basto, em destaque no final deste mês de fevereiro e início de março.
Porque a cultura lhe ‘corre nas veias’, Mário confessou a sua surpresa quando, em 2012, se deparou com o Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto que veio permitir “uma profissionalização” desta ar-te no concelho, uma aposta municipal que considera “um sucesso”, a par da criação da Casa da Juventude – Associativismo, Artes, Ofícios e Gerações.
É com grande satisfação que Mário Teixeira constata, igualmente, a “grande evolução” do concelho em termos culturais. E para ele a visão do futuro é muito clara: “a cultura traz até nós turistas e com os turistas vem o dinheiro”, afirma, desejando que “este pulsar artístico em Cabeceiras de Basto não seja travado”.
Detentor de uma bagagem artística enriquecedora, Mário assume a arte como fonte de alimento à sua vida, onde as atividades rotineiras não são mais do que o ‘dar as mãos’ ao saber e à cultura.




Curiosidades sobre Mário Teixeira:


· É o autor dos
blogues ‘mariotei-xeiracomics’ e ‘olivoart’
· Colabora com a revista digital ‘O Tomate’, sendo o autor do cartoon político
· O cartoon mais antigo que tem é de 1981
· Quando pinta um quadro não consegue separar-se dele. Deixa passar dois a três anos e só depois o põe à venda
· O único quadro que reproduziu, até hoje, para o guardar para si foi a pintura a óleo intitulada ‘Tramp’ (Vagabundo) – um vagabundo índio que pintou no Canadá
· Para ele, cada material de desperdício que encontra tem uma história para contar e, por isso, dá-lhe sempre uma utilidade, seja numa instalação ou numa escultura




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