Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 20-01-2014

SECÇÃO: Opinião

Da falsidade ao populismo

A propósito da falsidade e do populismo...
Que maior falsidade que renegar todo um passado de ocupação dos mais altos cargos dirigentes a nível autárquico, em nome de um partido político, e em pouco tempo afirmar-se independente?
Que maior falsidade que fazer crer que tudo o que estava para trás não existiu e em pouco tempo criar um movimento para tentar ocupar o lugar onde antes se terá sentido tão feliz?
Que maior falsidade que arregimentar tudo o que por aí anseia atingir objetivo inconfessável, da direita à esquerda, constituindo um grupo de cidadãos que se diz de interesses comuns?
Que maior populismo que falar mal das organizações onde antes se militou fervorosamente durante tantos anos?
Que maior populismo que fazer política em qualquer canto ou esquina, em qual-quer espaço ou meio, ainda que sejam locais onde a questão política deve estar afastada do quotidiano de quem lá trabalha?
Que maior populismo que fazer de conta que não tem nada a ver com a gestão autárquica anterior?
Que maior populismo que ficar calado quando os seus apaniguados utilizam estratégias de comunicação insultuosa ou inverídica sobre os adversários que antes eram os seus correligionários mais próximos?
Que maior populismo que mudar de opinião quando em causa está um passado recente que colide com aquilo que anseia num futuro próximo?
São questões pertinentes que me assaltam porque demonstram uma incoerência notória.
E não é intelectualmente honesto defendermos para a casa dos outros comportamentos e atitudes que na nossa própria casa são prática normal e habitual.
E isto faz-me lembrar aqueles que, tendo opinado ou concordado com opiniões maldizentes, mordazes e até difamadoras sobre os seus adversários, quando se viram alvos de um certo humor, diga-se aliás, muito bem conseguido, se sentiram tão mal que exigiram pedido de desculpas.
É bom que saibamos que, quando se assumem posições públicas de participação cívica e política, deveremos estar preparados para aceitar com fair-play que outros façam referências e comentários políticos a nosso respeito, ainda que não sejam do nosso agrado.

A história continua a fazer-se.

MM

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