Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 20-01-2014

SECÇÃO: Opinião

Socialistas “estranham faltas às reuniões e falta de memória” do vereador Jorge Machado

O Partido Socialista de Cabeceiras de Basto divulgou, no passado dia 3 de janeiro, um balanço sobre a reunião da Assembleia Municipal de 27 de dezembro, dando a conhecer aos cabeceirenses, “situações anómalas relacionadas com a postura de autarcas da Câmara e da Assembleia Municipal”, designadamente “as faltas do vereador Jorge Machado à reunião de Câmara de 17 de outubro e à sessão da Assembleia Municipal de 8 de novembro”.
No que se refere à reunião de Câmara de 17 de outubro do executivo anterior, foram votados o Relatório e a Prestação de Contas do Município referentes ao período de 1 de janeiro a 30 de setembro de 2013, documentos que o PS considerou “da maior importância para a gestão do Município”, referindo que “o vereador Jorge Machado foi convocado para essa reunião de 17 de outubro, mas faltou”, destacando que “quando lhe perguntaram, nesta mesma sessão da Assembleia Municipal de 27 de dezembro, os motivos porque faltou à reunião de Câmara do dia 17 de outubro, o vereador Jorge Machado respondeu que já não se lembrava das razões que o levaram a faltar”.
O PS refere “estranhar esta falta de memória” pois “de 17 de outubro para 27 de dezembro, apenas se passaram dois meses e dez dias”. E acrescenta que “durante o ano de 2013, no período de 1 de janeiro a 17 de outubro, o vereador Jorge Machado, faltou a seis das onze reuniões realizadas durante esses meses, isto é, só esteve presente um cinco reuniões de Câmara”.

“Vereador Jorge Machado foi o único vereador que faltou”

A primeira sessão da Assembleia Municipal decorreu no passado dia 8 de novembro. Segundo a nota divulgada à imprensa pelos Socialistas Cabeceirenses, “nesta sessão estiveram presentes 19 membros da Assembleia do PS, 4 do PSD e 9 dos Independentes por Cabeceiras (IPC). Também estiveram presentes na mesma sessão da Assembleia, o Presidente da Câmara, os vereadores do PS, o vereador do PSD e dois vereadores do grupo dos Independentes por Cabeceiras. O vereador Jorge Machado foi o único vereador que faltou”.
Na reunião de Câmara que teve lugar no dia 22 de novembro, “o vereador Jorge Machado, estranhamente e sem que alguém lhe tivesse perguntado, informou o Presidente da Câmara e restante vereação que a sua ausência na sessão da Assembleia do dia 8 de novembro, se devia ao facto de não ter sido avisado e como tal não ter tido conhecimento da mesma sessão da Assembleia Municipal realizada a 8 de novembro”.
Confrontado na última sessão da Assembleia, que teve lugar no dia 27 de dezembro, “com as palavras que havia dito na reunião de Câmara de 22 de novembro sobre a sua falta, negou que o tinha afirmado, mas foi desmentido pelo Presidente e vereadores do Partido Socialista”, avança a comunicação à imprensa.

"Paulo Pinto fechou-se em copas"

E continua: “também ao Presidente do Grupo dos Independentes por Cabe-ceiras na Assembleia Paulo Pinto, que esteve presente na sessão da Assembleia Municipal de 8 de novembro, foi perguntado se não tinha informado o seu companheiro e coordenador do Movimento Independentes por Cabeceiras vereador Jorge Machado sobre a realização da sessão da Assembleia Municipal. Paulo Pinto fechou-se em copas e disse que não respondia a essa pergunta. Situações muito estranhas e muito irresponsáveis!”, salienta o comunicado do PS, onde é questionado: “alguém acre-dita que os membros da Assembleia Municipal do IPC e os dois vereadores também do grupo dos Independentes por Cabeceiras, que estiveram presentes na sessão da Assembleia Municipal de 8 de novembro, não tenham dado conhecimento ao vereador Jorge Machado, seu líder político?! Até mobilizaram a ‘claque’ com os seus apoiantes e não avisaram o seu líder?! Bem dizem os ditados ‘pela boca morre o peixe’ e ‘bem prega Frei Tomaz, se melhor o diz, pior o faz’”.
Porque “a democracia não deve ser uma palavra vã, usada ao sabor das correntes e da demagogia política apenas para conseguir apanhar votos. A democracia pratica-se todos os dias e com atos concretos”, o Partido Socialista “lamenta e condena esta atitude dos principais eleitos pelos Independentes por Cabeceiras, nomeadamente, do vereador Jorge Machado e do membro da Assembleia Municipal Paulo Pinto que, no cumprimento do mandato autárquico que os cabeceirenses lhes confiaram nas últimas eleições, estão obrigados a representar, de uma forma responsável e séria, os eleitores com respeito pela verdade, transparência e seriedade política na relação que devem manter com os restantes eleitos de outras forças políticas e com os órgãos autárquicos – Câmara e Assembleia Municipal”.
E termina o comunicado: “pela nossa parte, continua-remos como sempre fizemos, a ter uma postura de trabalho, de seriedade, com uma voz clara, firme e frontal na defesa intransigente da verdade, da transparência, da liberdade, da democracia e dos superiores interesses das pessoas de Cabeceiras de Basto”.

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