Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 20-01-2014

SECÇÃO: Informação

PS lamenta “comportamentos incorretos”

No comunicado divulgado à imprensa no passado dia 17 de janeiro, o Partido Socialista de Cabeceiras de Basto tece duras críticas à forma como “alguns apoiantes e adeptos do IPC” (Independentes por Cabeceiras de Basto) se têm comportado nas sessões da Assembleia Municipal e das Assembleias de Freguesias.

Tomada de posse com insultos

Na primeira sessão da Assembleia Municipal que teve lugar a 21 de outubro e na qual tomaram posse os novos autarcas do Município, “um pequeno grupo de pessoas onde pontificavam eleitos e candidatos dos Independentes por Cabeceiras e seus apoiantes, perturbaram o funcionamento da Assembleia Municipal, que em jeito de claque, expressava-se de uma forma ruidosa, barulhenta, desrespeitadora, com palmas estridentes e vozearias, aquando da tomada de posse dos eleitos afetos aos IPC’s. O ponto máximo de desrespeito, intromissão e ingerência no decorrer do funcionamento dos órgãos já instalados, registou-se com insultos tais como fascista, palhaço, ditador e outros, provindos desta mesma claque, ao Presidente da Assembleia Municipal em exercício de funções e que presidia aos trabalhos da reunião para eleger a mesa deste órgão deliberativo”, lê-se no referido comunicado, onde o PS caracteriza esses “insultos” como sendo “reveladores da falta de cultura democrática, educação e respeito para com os representantes dos órgãos municipais eleitos democraticamente e as demais pessoas presentes na sala, desde empossados, convidados e público em geral. Estas atitudes de afronta, tentativa de intimidação e injúrias, aconteceram lamentavelmente e pela primeira vez numa tomada de posse de autarcas desde o 25 de Abril, em Cabeceiras de Basto”, acrescenta o documento.

Reunião da AM de 8 de novembro

No que respeita à reunião de 8 de novembro, o PS escreve que “na sala de sessões onde decorreu a Assembleia Municipal verificou-se a presença de numeroso público, na sua grande maioria apoiantes dos Independentes por Cabeceiras – IPC. Também nesta sessão, o Presidente da Assembleia Municipal pediu a colaboração e fez apelos ao público presente de modo a registarem-se as condições normais para não perturbar os trabalhos”.

Reunião da AM de 27 de dezembro - "comportamento inadequado e indevido de um elemento do público origina a saída da sessão"

De acordo com a informação divulgada,na reunião de 27 de dezembro, “um elemento do público que foi candidato pelos Independentes por Cabeceiras, durante a sessão usava gestos e expressões faciais e corporais provocatórias que expressavam uma atitude de intromissão e perturbação para com os membros da Assembleia Municipal, reprovando ou apoiando as intervenções políticas com esses gestos conforme o seu gosto e opção política. Ainda que o negue, o facto é que uma imagem [comprovada por várias pessoas] vale mais que mil palavras”, lê-se, continuando: “quando este elemento do público foi advertido no sentido de evitar esse comportamento indevido, incorreto e inadequado, o mesmo, tentou insistentemente e por mais do que uma vez, sem que estivesse autorizado, intervir num momento e num período onde não o podia fazer, desrespeitando assim, toda a Assembleia e a mesa que dirigia os trabalhos. Perante esta situação incómoda e geradora de mau estar, e tendo em vista manter a ordem, o normal e legal funcionamento da Assembleia Municipal, o Presidente da mesa, viu-se obrigado a tomar a posição de o mandar sair da sala onde decorria a reunião”.
O documento acrescenta também que, “ainda que embora novos nestas andanças, e quiçá desconhecedores dos procedimentos legais que regem os órgãos do Município, o facto é que a educação e o respeito pelos eleitos e os órgãos que representam, cabe em todo o lugar”.
O Partido Socialista “lamenta e condena” por isso “estas atitudes que são inadequadas, incorretas, provocatórias, insultuosas e de intromissão no normal e legal funcionamento democrático dos órgãos autárquicos de Freguesia e do Município de Cabeceiras de Basto, de alguns elementos apoiantes dos Independentes por Cabeceiras-IPC”.

“Nova forma de fazer política, com pouco respeito pelos órgãos e pelos autarcas eleitos”

Mais esclarece o documento que “nas sessões da Assembleia Municipal e de Freguesia e nas reuniões públicas da Câmara e das Juntas há um período no final destas reuniões, em que o público pode usar da palavra de acordo com a Lei e os Regimentos aprovados por esses órgãos das autar-quias. As pessoas que assistem a estas sessões e reuniões não podem perturbar, com palavras e outros gestos faciais e corporais, o normal funcionamento destes órgãos autárquicos”.
O PS de Cabeceiras de Basto sublinha ainda que “em 37 anos do poder local democrático de Cabeceiras de Basto, nunca houve queixas por comportamentos indevidos do público que assistiu às reuniões do município e das freguesias. Porém, a partir das últimas eleições e com a aparição de uma nova força política, os Independentes por Cabeceiras (IPC), elementos seus apoiantes e candidatos têm aparecido para assistir às sessões e reuniões, assumindo atitudes inadequadas, geradoras de mau estar e perturbação dessas sessões, quer em algumas Assembleias de Freguesia, quer na Assembleia Municipal”.
E finaliza, “lamentavelmente, com a eleição dos Independentes por Cabeceiras (IPC) nas últimas autárquicas, criou-se assim, uma nova forma de fazer política, com pouco respeito pelos órgãos e pelos autarcas eleitos”.

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