Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto
Edição de 29-09-2014

Arquivo: Edição de 20-01-2014

SECÇÃO: Opinião

A Verdade. Qual Verdade?

Há por aí um conjunto de pessoas que se acham mais credíveis que todos os outros. A sua verdade é a verdade verdadeira. A verdade dos outros, porque não corresponde à sua verdade verdadeira, não é verdade. E assim se constroem outras verdades, porque, ainda que sejam inverdades, por tantas vezes repetidas, se tornam verdades.
Mas, admitamos que até é verdade. E a outra verdade, também é verdade. Pois bem! Por que não? Por que razão não poderá haver duas verdades? Ou, melhor. Por que razão a verdade dos outros não nos levanta dúvidas sobre nossa própria verdade e nos obriga a uma reflexão que nos proporcione a descoberta da VERDADE?
Acreditem que tenho sempre muitas reservas e desconfio mesmo dos arautos da verdade absoluta, única e sem contraditório. Acham-se impolutos. Mas, é muito mais sério que, em vez de se acharem impolutos, aceitem que sejam os outros a avaliá-los pelo que são e fazem e não pelo que dizem.
São pessoas que ficam muito sentidas quando a seu respeito ou dos grupos a que pertencem são emitidas opiniões e comentários de que não gostam. Estrebucham e dão nota desse desconforto. Vitimizam-se. Coitadinhos!
Mas, ao invés, não se coíbem de, eles próprios ou por interposta pessoa, achincalharem aqueles de que não gostam ou que, por qualquer razão, acham ou sonham que lhes possam fazer alguma “sombra”.
Atiram a pedra e escondem a mão. Pois, muitas vezes, afirmam não emitirem opinião oral ou escrita, mas aceitam que os seus pares ou apoiantes o façam. Seja nos jornais, seja na blogosfera, seja nas redes sociais. E quando essa opinião ou comentário até possa ser ofensivo ou injurioso, ou mesmo falso, não são capazes de se demarcarem. Sobre isso, nada dizem.
De facto, como diz um adágio popular: “tão ladrão é o que vai à horta como aquele que fica à porta.”
Parece que uma das minhas crónicas passadas incomodou alguém. Mas, o que aqui se disse em crónica anterior, a propósito de uma sessão da Assembleia Municipal, foi factual.
E como se diz cá pela nossa terra:
Se alguém se sentiu incomodado e com necessidade de reagir é porque enfiou a carapuça!

MM

© 2005 Jornal Ecos de Basto - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital. Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.